Mato Grosso do Sul

Governo acompanha carregamento de mais 60 mil litros de álcool 70% para Secretaria de Saúde

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Campo Grande (MS) – O Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) acompanhou nesta quarta-feira (25) o segundo carregamento de 60 mil litros de álcool 70% que serão entregues para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e outras entidades públicas do Estado. A ação é realizada em parceria com empresas de Mato Grosso do Sul.

O etanol foi doado pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de MS), transportado pela Lontano, Rodo Belo, Santa Isabel e Taurus. O produto está sendo padronizado e envasado pela cervejaria Campo Grande, pertencente ao Grupo Refriko e que produz a cerveja Bamboa.

As usinas por meio da Biosul doaram 200 mil litros de álcool ao Estado, que está viabilizando a padronização e envase junto com as empresas parceiras. Na primeira remessa foram entregues 40 mil litros para o sistema de saúde estadual e 10 mil litros para a Ceasa/MS (Central de Abastecimento do Estado).

Desta vez, além de atender aos hospitais, o álcool 70% será entregue a entidades governamentais das forças policiais como a Casa da Mulher Brasileira, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, entre outros. 

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, destaca que o momento é de contar com apoio e solidariedade das empresas do Estado para auxiliar o sistema de saúde. “Com essa ação estamos conseguindo suprir a demanda por álcool e auxiliando na prevenção ao coronavirus”, afirmou.

Priscilla Peres – Assessoria de Comunicação da Semagro

Fotos: Semagro

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

MS tem variação percentual de 46% entre a cidade que mais cumpre e menos cumpre o isolamento social

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Isolamento social das cidades de MS reflete no cenário nacional

Campo Grande (MS) – Enquanto a taxa média do isolamento social no Brasil é de 53,30%, Mato Grosso do Sul continua entre os estados que menos tem atendido as recomendações com índice de 45,90%. Esse resultado é a soma da participação dos municípios nas medidas de enfrentamento a Covid-19. Dados do monitoramento por geolocalização desta quarta-feira (8.4) mostram variação percentual de 46% entre a melhor e a pior cidade do ranking das cidades.

No topo do ranking da população que mais ficou em casa ontem, está Jaraguari com taxa média de 82,50% de isolamento social. Entre os 10 municípios com melhores índices estão: Vicentina (70,3%), Ladário (69,9%), Japorã (67,7%), Douradina (66,7%), Laguna Carapã (65,1%), Jateí (65%), Tacuru (64,1%), Aral Moreira (63,6%) e Coronel Sapucaia (61,9%).

Taxa média de isolamento social em Jaraguari nas ultimas semanas

O cenário inverso foi registrado em Jardim onde apenas 36,80% permaneceu no raio de 450 metros de sua residência nesta quarta. Apesar de o município ainda não ter nenhum caso da doença, desde segunda-feira (6.4) o comércio na região voltou a funcionar após a prefeitura revogar o decreto que determinava o fechamento. Na sequência das menores taxas de isolamento estão: Mundo Novo (37,4%), Naviraí (39%), São Gabriel do Oeste (39,3%), Figueirão (39,5%), Bodoquena (39,6%), Rio Verde de Mato Grosso (40,7%), Coxim (40,9%), Aparecida do Taboado (41%), e Maracaju (41%).

Taxa média de isolamento social em Jardim nas ultimas semanas

A Capital apresentou uma pequena melhora na taxa média de isolamento social no comparativo com os dois primeiros dias da semana com 45,9%. Na terça o monitoramento apontou isolamento de 41,5% e na segunda de 42,1%. Porém o número de casos de coronavírus em Campo Grande é o maior do Estado com 48 confirmados. 

Apesar de todas as medidas e esforços dos governos federal, estadual e municipal, o comportamento da população nos municípios é fundamental para evitar um possível colapso no sistema público de saúde que não só em Mato Grosso do Sul, mas em todo País, não possui estrutura para “cuidar” de todos os possíveis infectados pelo coronavírus.

A base de dados da In Loco, que usa como referência 60 milhões de telefones celulares existentes no País, tem sido utilizada por cientistas e autoridades em saúde para estudar o comportamento da população e como isso tem refletido no aumento dos casos confirmados. Foi comprovado que o aumento da reclusão no fim do mês de março evitou infecções e internações. Porém a queda do isolamento nos últimos dias pode mudar o cenário nas próximas semanas.

Diante disso, autoridades como ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, governador, Reinaldo Azambuja, e secretário de saúde, Geraldo Rezende, têm reforçado que a única medida eficaz para evitar o pico da doença é manter o isolamento social e manter os cuidados de higiene e uso de máscaras. “Só vamos ser vitoriosos se cada um dos 2,62 milhões de moradores de MS atenderem o nosso apelo e derem sua contribuição”, destaca o secretario de saúde. 

Boletim Epidemiológico

Conforme boletim epidemiológico da Covid-19 atualizado desta quinta-feira (9.4), apresentou quatro novos casos confirmados em Mato Grosso do Sul, totalizando 89. A SES monitora outros 34 casos suspeitos. 

Dados atualizados em 9 de abril

Dos 89 casos confirmados, 27 estão em isolamento domiciliar, 37 já finalizaram a quarentena e estão sem sintomas. 16 estão internados, sendo sete em hospitais públicos e 9 em hospitais privados. Sete pacientes tiveram alta hospital e há registro de duas mortes. 

Para consultar o boletim completo acesse: www.coronavirus.ms.gov.br

Mireli Obando, Subsecretaria de Comunicação

Foto: Edemir Rodrigues/Arquivo

 

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Após conserto, municípios do interior começam a receber respiradores hospitalares nesta semana

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Campo Grande (MS) – A principal arma capaz de vencer o Covid-19 e garantir a sobrevivência dos enfermos, os respiradores mecânicos se tornaram objeto valioso e cobiçado por hospitais do país todo. A indústria nacional não consegue suprir a demanda e as importações estão dificultadas pela concorrência feroz que se formou em torno do produto. Uma das saídas encontradas em Mato Grosso do Sul foi consertar respiradores com defeito, alguns há anos parados, e o resultado começa a chegar a quem mais precisa ainda nesta semana. 

Essa ação foi articulada pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), em parceria com o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que desenvolve iniciativa parecida em todo o Brasil. A Energisa, concessionária dos serviços de energia elétrica, entrou na parceria se dispondo a fazer o transporte dos equipamentos até o laboratório do Senai de Campo Grande, onde é feito o conserto. 

“Num primeiro levantamento junto às prefeituras municipais conseguimos identificar 70 respiradores em todas as situações que se possam imaginar, alguns sucateados que só servem pra retirar peça”, explica o secretário da Semagro, Jaime Verruck. Esse levantamento aconteceu na semana passada e a ação foi rápida, como requer o momento. 

Ainda na sexta-feira (3) os primeiros respiradores começaram a chegar à unidade do Senai na Capital. O trabalho das equipes de conserto foi rápido e nessa quarta-feira o primeiro lote de 15 respiradores já havia passado por completa higienização e reparos, tendo sido então encaminhados para uma empresa terceirizada que faz a calibragem desses equipamentos, e esses custos serão arcados pela Energisa. Até o fim da semana já poderão ser devolvidos aos municípios, em perfeito estado para uso. 

“Nossa meta foi a seguinte: se a gente conseguir consertar um, é um que teremos disponível para uso. Obviamente que não vamos conseguir consertar os 70, mas cada um que nós conseguirmos significa mais uma vida que pode ser salva”, avaliou Jaime Verruck.

Esses foram os primeiros equipamentos liberados, que necessitavam de reparos básicos. Outros passam por manutenção e devem estar prontos para uso nos próximos dias. O diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, demonstra satisfação com o resultado colhido até aqui.

“Os números são bastante satisfatórios e reforçam a expertise do Senai com relação à manutenção de máquinas e equipamentos. Apesar de nunca termos trabalhado com respiradores hospitalares, nossos colaboradores entendem de manutenção e conseguiram se adaptar rapidamente ao novo desafio”, pontuou.

Os respiradores hospitalares – ou ventiladores mecânicos, como também são chamados – tornaram-se equipamento chave no atendimento a pacientes graves da Covid-19, doença ainda sem uma medicação definida. O vírus ataca o sistema respiratório provocando pneumonia, o paciente tem dificuldade de respirar, o que pode evoluir para óbito. O ventilador mecânico é vital nesse quadro para fazer chegar ar aos pulmões.

 

João Prestes – Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)

Foto: Divulgação

Fonte: Governo MS

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