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Futebol: ex-árbitro da FIFA aprova mudança da regra de 'bola na mão'

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A International Football Association Board (IFAB), órgão da FIFA que regula as leis do futebol, anunciou nesta semana mudanças em relação à aplicação de algumas regras da modalidade. A partir de 1° de junho o futebol mundial deverá se adequar às novas recomendações. No casos das competições já em andamento ou por começar – algumas foram adiadas em função da pandemia do novo coronavírus (covid-19) – elas terão a opção de aplicá-las em uma próxima edição.

Para discutir as novas medidas, a Agência Brasil convidou o ex-árbitro FIFA de futebol e futsal, Daniel Pomeroy, para falar das alterações que podem gerar mais discussão. Entre as novidades, a que deve propor grande debate é a que se refere à bola na mão. Futuramente, caso ela toque na parte do braço na altura da axila do jogador não deverá ser considerado uma infração. Sendo assim, a IFAB mudou conceito atual da extensão da irregularidade.

“Se a bola tocar entre o ombro e parte inicial da manga da camisa do atleta, não será mais considerado infração. Sem dúvida alguma, esta alteração pode gerar menos problemas para a arbitragem. Nós vimos na Copa do Mundo de 2014 (no Brasil) um lance em que a bola bateu no ombro do atacante Hulk, e o árbitro inglês (Howard Webb), que trabalhava na partida entre Brasil e Chile, anulou o gol. A partir daí, surgiram muitas reclamações”, aprova Pomeroy.

Outro critério que será alterado diz respeito à jogada em que a bola bate na mão do jogador de forma involuntária ,quando estiver no ataque, no campo ofensivo. Neste ponto, haverá mudança em relação ao que foi colocado em prática no ano passado.

“Hoje em dia se a bola bater no braço do atleta, intencionalmente ou não, o árbitro paralisa a partida e não aplica a vantagem para a equipe atacante. A respeito do toque de mão involuntário (com a mudança nas regras), se a bola for imediatamente para a meta adversária e resultar em um gol, o lance deverá ser paralisado. Da mesma forma, quando a bola tocar na mão do jogador de ataque e derivar em uma outra jogada rápida que resulte em gol. A exceção é quando a bola bater involuntariamente na mão do atacante e gerar uma sequência de várias outras jogadas que terminem em gol. Nesta hipótese, o gol será legal.” 

Na cobrança de pênalti também temos novidade. Atualmente o goleiro é proibido de se movimentar para frente antes do cobrador tocar na bola, ou seja, ele só pode se deslocar lateralmente, sem tirar os pés da linha do gol. Quando o defensor descumpre a regra e a bola não entra no gol, o lance é anulado e o batedor tem direito a uma nova cobrança. No futuro, permanecerá proibido o adiantamento do goleiro, porém se a bola bater na trave ou for diretamente para fora, o lance não poderá ser anulado. Neste caso, o árbitro terá que interpretar se houve interferência direta do goleiro.

“É um lance que vai gerar muita polêmica, porque muitos poderão alegar que a saída do goleiro, a não permanência dos pés sobre a linha, interfere na ação do atacante durante a cobrança. Vai ser uma polêmica enorme”, opina o ex-árbitro FIFA.

Ainda sobre lances envolvendo pênaltis, se o goleiro for punido com um cartão amarelo, e se ele cometer uma infração no momento da cobrança, o defensor não receberá outra punição. Isso só deverá acontecer em caso de reincidência. Já o jogador que tomou um cartão amarelo durante a partida – ou na prorrogação –  e receber outro em uma decisão de tiro direto, o atleta não deverá ser expulso. Neste cenário, o árbitro anotará as duas punições na súmula após o jogo. E naquele lance em que o goleiro e o batedor violarem as regras da partida, atualmente os dois seriam punidos, mas no futuro só o finalizador será penalizado.

A entidade também aponta mudança de protocolo ligado ao árbitro de vídeo (VAR). Em caso de dúvida de sua decisão ou erro claro, o árbitro terá que ir obrigatoriamente ao monitor revisar o lance. Pomeroy explica que a última palavra segue sendo a de quem está em campo e esclarece:

“Em lances de subjetividade, o árbitro deverá ir ao monitor. Isso é importante para que ele tome a decisão na sua interpretação. O que nós estamos vendo muito e todos estavam comentando, as vezes de maneira severamente crítica, é que o árbitro estava atendendo todas as recomendações que o VAR lhe falasse e, muitas vezes, sem ir verificar o lance. O árbitro principal é o responsável pelo comando e pela aplicação das leis do jogo.”

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Marcelo Benevenuto acusa Max López de racismo, em jogo de 2019

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O zagueiro Marcelo Benevenuto, do Botafogo, acusou o ex-atacante do Vasco, Maxi López, de racismo durante uma partida entre as equipes. O depoimento foi feito durante entrevista concedida na noite de ontem (1º de junho) ao jornalista Thiago Franklin, em seu canal, no Youtube.

“Teve um lance que eu tava marcando ele, só que eu tava marcando colado mesmo. Não tava batendo nele, nada, tava junto. Aí ele foi e me xingou. Primeiro ele fez uma falta em mim dentro da área, ele me empurrou e eu caí de costas. Aí eu marcando e ele ficava me xingando de ‘preto de m… preto de m… ‘ aí eu respirei fundo, eu tava me controlando. Falei ‘se tiver o próximo jogo contra o Vasco e esse cara tiver eu vou ser expulso’. Pior que eu não tinha feito nada com ele. Ninguém sabe dessa história porque eu não cheguei a falar pra ninguém”.

MARCELO BENEVENUTO, BOTAFOGO MARCELO BENEVENUTO, BOTAFOGO

Reprodução YouTube/ Canal do TF

 

A partida citada por Marcelo Benevenuto foi entre Vasco e Botafogo, no dia 23 de fevereiro de 2019, pela primeira rodada da Taça Rio. Yago Pikachu abriu o placar para o Cruzmaltino. O gol de empate do glorioso veio após cobrança de escanteio que Maxi López desviou mal e o próprio Marcelo Benevenuto, de cabeça, marcou. Detalhe que, tanto o zagueiro brasileiro quanto o atacante argentino receberam cartão amarelo ainda no primeiro tempo: Marcelo por falta em Bruno César e Maxi López por reclamação.

Em 2009, o lateral Elicarlos acusou Maxi López de o ter chamado de “macaco” durante a partida entre Cruzeiro e Grêmio, pela semifinal da Libertadores da América. O argentino, que na época defendia o time gaúcho, prestou depoimento na delegacia negando as acusações e depois foi liberado.

Maxi López atualmente defende o Crotone, da Itália. Nesta terça-feira (02), o atacante utilizou as redes sociais para se manifestar contra o racismo. Em sua conta pessoal no Instagram, ele escreveu as hashtags  #saynotoracism e #blacklivesmatter. Além disso, publicou fotos ao lado de ex-companheiros de equipe como Samuel Eto’o, Muntari, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e do atacante Samuel Armenteros, que atua com o argentino no Crotone. Em sua conta do Twitter, Maxi López postou um link de sua publicação no Instagram.

 

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

✊?✊?✊?✊?✊? #saynotoracism #blacklivesmatter

Uma publicação compartilhada por Maxi Lopez (@officialmaxilopez) em 2 de Jun, 2020 às 5:20 PDT

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Áustria recebe os dois primeiros GPs da temporada da F1

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A Formula One Management – empresa responsável pela organização da Fórmula 1 (F1) -anunciou nesta terça-feira (2), as oito primeiras provas do calendário de 2020, que compõem a fase europeia da temporada. Os pilotos vão largar, pela primeira vez no ano no dia 5 de julho, no circuito de Spielberg, na Áustria. Inicialmente o campeonato estava marcado para começar em março, mas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a data do primeiro Grande Prêmio teve de ser alterada. Ao todo, 11 provas foram afetadas pela insegurança sanitária, sendo que quatro delas –  Austrália (estreia), Mônaco, França e Holanda – foram canceladas. Já outros seis GPs foram adiados: Bahrein (Vietnã), China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá.

Em comunicado oficial no site da F1, o Presidente e CEO, o americano Chase Carey, comemorou o começo das disputas, que inicialmente vai acontecer sem a presença de público.

“Estamos satisfeitos por podermos definir nosso calendário de oito corridas de abertura e esperamos publicá-lo completo nas próximas semana. Temos trabalhado incansavelmente com todos os nossos parceiros, a FIA e as equipes para criar um calendário de abertura revisado para 2020, permitindo-nos reiniciar as corridas da maneira mais segura possível. Embora, a temporada comece sem fãs em nossas corridas, esperamos que nos próximos meses a situação nos permita recebê-los de volta quando for seguro. Mas sabemos que o retorno da F1 será um impulso bem-vindo para fãs de esportes de todo o mundo”, disse.

 

CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey, durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey, durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Chase Carey confia na volta do público às corridas até o fim da temporada de 2020 – Valter Campanato/Agência Brasil

 

De 15 a 18 provas em 2020

De acordo com o novo cronograma, os austríacos serão os responsáveis por sediar duas corridas, assim como os ingleses. Desta forma, a organização da F1 alterou o nome dos GPs extras. Na Áustria será chamado de Estíria, que é a região onde está localizado Spielberg. Na Inglaterra levará a denominação de 70° aniversário, em memória da primeira prova ocorrida no autódromo de Silverstone. As provas anunciadas são:

GP da Áustria (Spielberg): 5 de julho

GP da Estíria (Spielberg): 12 de julho

GP da Hungria (Hungaroring): 19 de julho

GP da Inglaterra (Silverstone): 2 de agosto

GP 70º aniversário (Silverstone): 9 de agosto

GP da Espanha (Barcelona): 16 de agosto

GP da Bélgica (Spa-Francorchamps): 30 de agosto

GP da Itália (Monza): 6 de setembro

Com o calendário comprimido em razão da pandemia, a F1 trabalha para realizar entre 15 e 18 provas, das 22 programadas inicialmente. No início de abril, o diretor técnico da F1, Ross Brawn, explicou que o limite para o começo das corridas seria o mês de outubro, de modo a respeitar o estatuto da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que limita um mínimo de oito provas para realização de um campeonato mundial.

Edição: Sergio du Bocage

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