Assembléia Legislativa MS
Frente Parlamentar empossa membros e aponta os desafios na ratificação de imóveis rurais
Os membros da Frente Parlamentar de Limites, Divisas Territoriais e Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) foram empossados na tarde desta terça-feira (25), no Plenarinho Deputado Nelito Câmara. Coordenado pelo primeiro vice-presidente da Casa de Leis, deputado Renato Câmara (MDB), o encontro reuniu autoridades, representantes de instituições e segmentos da sociedade para dar posse e esclarecer os desafios e oportunidades trazidos pelo tema.
Conforme o parlamentar, hoje inicia mais uma etapa e com inovações para o desenvolvimento do trabalho. “Diante da crescente necessidade de tratar também das questões relacionadas aos limites e divisas territoriais, foi incorporado ao grupo de trabalho essas temáticas. São dois temas próximos que têm convergência e estarão agora sendo debatidos na mesma Frente Parlamentar, que será composta por várias instituições da nossa sociedade para que possamos ter no debate o posicionamento, sugestões e as reivindicações da comunidade civil organizada. A ratificação rural tem prazo definido para outubro, onde todos os produtores são obrigados a fazer. Então existem muitas dúvidas e esse debate acontecerá ao longo do ano”, pontuou.
Renato Câmara explica que a falta de regularização fundiária impede o acesso a benefícios essenciais, como crédito rural, investimentos em infraestrutura e serviços públicos adequados. “O grupo de trabalho se propõe a reunir parlamentares, órgãos governamentais e representantes da sociedade civil para promover debates, construir soluções legislativas e auxiliar na formulação de políticas públicas que possam garantir mais segurança jurídica e desenvolvimento sustentável para as comunidades afetadas”, disse.
Em nome dos dirigentes dos municípios que estão na faixa da fronteira, o prefeito municipal de Sete Quedas, Erlon Fernando Possa Daneluz, enfatizou o trabalho do Parlamento. “Parabenizo a todos os empossados que integram essa frente de trabalho. Vivemos um momento que não e fácil encontrar pessoas dedicadas de tempo e sabedoria aos temas complexos. Existem pessoas capacitadas e que estão embrenhadas no sistema público e isso é importante para entendermos a dinâmica da ratificação”, argumentou.
O representante do Registro de Imóveis do Brasil – Seção de Mato Grosso do Sul (RIB-MS), Rafael Cabral da Costa colocou: “Represento uma instituição que não iniciou, mas que continuamos um trabalho não só titular, mas de ratificar títulos do produtor rural e de toda a forma de regularização, seja do governo federal e urbana ou rural”.
Ratificação da Faixa da Fronteira

Faixa da Fronteira é uma faixa territorial ao longo de toda a fronteira terrestre do Brasil. Por se tratar de uma região estratégica para a segurança nacional, está sob legislação que prevê regras específicas para a aquisição e transferência de imóveis. No caso de Mato Grosso do Sul, que tem fronteira física com Paraguai e Bolívia, se considerar a Lei 13.178/2015, 45 municípios estão sob legislação específica de áreas de fronteira. A lei citada dispõe sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira.
Quem precisa ratificar o título do imóvel rural são os proprietários de imóveis rurais situados até 150 km da faixa de fronteira oriundos de titulações feitas pelos Estados em terras de domínio da União, e os títulos de competência dos Estados em faixa de fronteira, mas sem anuência do Conselho de Segurança Nacional. Portanto, quem não tem a ratificação averbada na matrícula de seu imóvel rural deve solicitar a ratificação. Todos os títulos de imóveis rurais inseridos na faixa de fronteira devem ser ratificados, independente da área, exceto aqueles que já possuem o procedimento de ratificação executado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) averbado na matrícula ou o certificado de ratificação emitido, ainda não averbado.
De acordo com a legislação, em relação aos imóveis que não forem ratificados, caso venha a ser reconhecido o domínio do Estado sobre a área, fica a União previamente autorizada a desapropriar o imóvel rural de domínio do Estado, prosseguindo a ação de desapropriação em relação a este.
Impactos da Ratificação
Durante o evento, o engenheiro agrimensor e atual gerente de Regularização Fundiária e Cartografia da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Jadir Bocato, explanou sobre o papel da Agraer e o impacto da ratificação da faixa de fronteira nos imóveis rurais de Mato Grosso do Sul. Ele falou sobre o trabalho que vem sendo executado de ratificação da faixa de fronteira, que é a validação dos títulos expedidos pelo Governo do Estado ao longo de 150 anos de regularização fundiária de áreas rurais.
“Esse trabalho consiste em validar esses títulos que foram expedidos pelo governo do Estado numa região que é de competência da União”, citou. O profissional explicou os procedimentos para fazer essa validação e em qual momento acontece o apoio técnico aos proprietários por parte do Governo do Estado, Agraer e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semades). “Até porque temos uma deficiência documental em uma boa parte dessas matrículas que compõem esse acervo de toda a região. São documentos muito antigos e em alguns existem informações precárias e que dificultam a validação dos títulos dessas propriedades. Por isso, o trabalho técnico da Agraer vai ajudar neste sentido”, frisou.
O profissional esclareceu acerca da Lei nº 13.178/2015, que trata sobre a ratificação dos registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões de terras públicas situadas nas faixas de fronteira; e ainda revoga o Decreto-Lei nº1.414, de 18 de agosto de 1975, e a Lei nº 9.871, de 23 de novembro de 1999. Ele também apresentou a Lei nº 14.177/ 2021 que altera a Lei nº 13.178 para ampliar o prazo para ratificação dos registros imobiliários referentes aos imóveis rurais com origem em títulos de alienação ou de concessão de terras devolutas expedidos pelos Estados em faixa de fronteira. Jadir Bocato discorreu sobre os imóveis rurais que devem ter seus títulos ratificados, especificados pelas áreas (módulos rurais e hectares).
Em relação aos Provimentos 309 e 322, ambos de 2024, o profissional apontou os itens principais. “Em um segundo momento do trabalho, dentro do acervo fundiário da Agraer, entendemos que de 33 mil imóveis, que se encontram dentro dessa faixa de 150 quilômetros, algo em torno de 7 mil imóveis não iriam ratificar. Mas hoje achamos que mais de 15 mil imóveis não ratificarão por algum problema registral por conta da precariedade das transcrições. Nós temos a titulação no Estado há 150 anos, mas essa precariedade nos assustou bastante, mesmo sendo um órgão de regularização e acostumando a fazer esse tipo de estudo. Porém, nunca foi num ritmo tão grande e abrangendo tantas transcrições, que é um número exaustivo. Isso está sendo um grande problema na tentativa de ajudar esses proprietários rurais”, reforçou.
Jadir Bocato também destacou a importância dos grupos de trabalhos no Parlamento Estadual: “Não é somente nesse trabalho que a Agraer vem fazendo em conjunto com a Assembleia Legislativa mas nessa, em específico, trabalharemos outros temas como limites municipais porque é de nossa competência. Temos conflitos de limites entre alguns municípios e isso vem sendo tratado há quatro anos aqui na Frente Parlamentar, por meio dos deputados”, concluiu o engenheiro agrimensor.
Mesa
Além do coordenador do Frente Parlamentar, compuseram a mesa de autoridades a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), engenheira agrimensora Vania Abreu de Mello, o representante do Registro de Imóveis do Brasil – Seção de Mato Grosso do Sul (RIB-MS), Rafael Cabral da Costa, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Victor Salmão Paiva e o prefeito municipal de Sete Quedas, Erlon Fernando Possa Daneluz.

A Frente Parlamentar de Limites, Divisas Territoriais e Regularização Fundiária da ALEMS foi instituída por meio do Ato 16/2025 da Mesa Diretora. É coordenado pelo deputado Renato Câmara e objetiva reunir os parlamentares que possuam preocupação especial com a temática, além de promover debates com a participação de diversos segmentos da sociedade civil e subsidiar iniciativas legislativas de interesse da sociedade sobre os temas abordados, por meio de pareceres, informações técnicas e dados estatísticos.
Integram o grupo os deputados estaduais: Lia Nogueira (PSDB), Mara Caseiro (PSDB), Gerson Claro (PP), Marcio Fernandes (MDB), Neno Razuk (PL), Paulo Corrêa (PSDB), Paulo Duarte (PSB), Pedrossian Neto (PSD), Roberto Hashioka (União) e Zeca do PT (PT).
O evento teve cobertura da comunicação da ALEMS, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Casa de Leis: TV ALEMS, Rádio ALEMS, Portal da ALEMS, Youtube e Facebook. Clique no vídeo abaixo e confira na íntegra a solenidade de Posse:
Fonte: Assembleia Legislativa de MS
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Retrospectiva: Combate à violência contra a mulher é prioridade na ALEMS
Ao longo de 2025, a violência contra as mulheres e o feminicídio foram pautas constantes nas atividades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Em reuniões, sessões plenárias e outras iniciativas institucionais, parlamentares destacaram o aumento dos casos no Estado e reforçaram o apelo por políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero. Desde o início do ano, projetos de lei voltados à garantia de direitos e à proteção das mulheres foram apresentados e passaram a tramitar no Parlamento.
Durante a campanha Agosto Lilás, instituída pela Lei Estadual 4.969/2016, que marca o mês de combate à violência contra a mulher, a ALEMS promoveu atos institucionais e participou de atividades de conscientização. Em memória das vítimas, foram realizadas manifestações públicas com a participação de parlamentares e servidores, reforçando a necessidade de união da sociedade no enfrentamento ao feminicídio.
Gerson Claro reforça a união entre os Poderes para maior proteção às mulheres
Foto: Luciana Nassar
O debate esteve de forma recorrente no centro dos debates da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com manifestações de parlamentares. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), reforçou o compromisso do Parlamento Estadual com a pauta, destacando que “a palavra respeito é uma palavra de ordem. Respeito às políticas públicas, respeito à mulher é palavra de ordem. E a Assembleia Legislativa investirá todo o apoio, toda a energia para garantir que nenhuma mulher se sinta desamparada. Esse trabalho conjunto entre os Poderes reforça nosso compromisso com a segurança e o bem-estar das sul-mato-grossenses”, reforçou.
Em discurso no plenário, ao reagir ao 24º feminicídio registrado no Estado, a deputada Lia Nogueira (PSDB) ressaltou a necessidade de políticas públicas que promovam autonomia e proteção às vítimas ao afirmar que “é por isso que precisamos dar oportunidades, para que as mulheres possam reconstruir suas vidas e criar seus filhos longe dos agressores”.
Deputadas desta legislatura na luta incansável pela defesa dos direitos das mulheres
Foto: Wagner Guimarães
Na mesma linha de valorização do papel feminino na sociedade, a deputada e 3ª vice presidente do Legislativo Estadual, Mara Caseiro (PSDB), destacou que “falar sobre ser mulher é falar sobre resiliência, luta e transformação”. E durante debate promovido no Parlamento sobre o combate à violência contra a mulher, a deputada Gleice Jane (PT) enfatizou a importância da conscientização e da educação ao afirmar que “debater relações de gênero é fundamental para combater a violência”.
A agenda legislativa de 2025 também contemplou projetos voltados ao empreendedorismo feminino, especialmente para mulheres que estão fora dos padrões tradicionais do mercado de trabalho, evidenciando a importância de políticas públicas que promovam autonomia financeira, inovação e oportunidades de inclusão.
Entre as matérias analisadas, estiveram ainda iniciativas para garantir assistência humanizada à saúde materna, como a previsão de leitos específicos para mães que enfrentaram óbito fetal ou natimorto, assegurando acolhimento, atendimento adequado e respeito à dignidade dessas mulheres em situação de vulnerabilidade.
Campanha permanente #TodosPorElas
Iniciativa reúne ALEMS, Poderes e sociedade em prol do combate à violência de gênero
Em 2025, a ALEMS consolidou seu apoio à campanha permanente #TodosPorElas, iniciativa interinstitucional que articula o Legislativo, o Judiciário e o Executivo no combate a todas as formas de violência contra a mulher, com foco especial na prevenção do feminicídio. A campanha contou com ações contínuas de conscientização e mobilização, reunindo lideranças estaduais e representantes da sociedade civil.
Entre as ações previstas, foram realizadas caminhadas pelo fim do feminicídio em Campo Grande, eventos que reuniram instituições e população para reforçar mensagens de prevenção, denúncia e proteção às mulheres. Reveja aqui.
Debates e ações educativas
Em complemento a essas iniciativas, a Assembleia Legislativa atuou em diferentes frentes no enfrentamento à violência de gênero e na promoção da igualdade de direitos por meio de duas frentes de trabalho: Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar e Comissão Permanente de Segurança Pública e Defesa Social. A ALEMS também abriu espaço para debates sobre assédio moral e sexual contra mulheres no ambiente de trabalho, com a realização de reuniões, palestras e propostas de encaminhamentos para ampliar a conscientização sobre o tema. Leia mais aqui.
Avanços na Legislação
Mato Grosso do Sul deu passos importantes na promoção de direitos sociais e na proteção das vítimas de violência doméstica, com a publicação de três novas leis que têm o potencial de transformar a assistência às mulheres, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. A atuação dos deputados na aprovação dessas novas normas mostra como o protagonismo parlamentar pode gerar mudanças significativas na vida de cidadãos em situação de risco social. Reveja aqui.
Executivo e Judiciário durante reunião com parlamentares na Assembleia Legislativa
A Lei Estadual 6.386/2025 altera a redação e acrescenta dispositivos ao artigo 3º da Lei 6.128 de 2023, para ampliar o acesso dos beneficiários ao Programa Cuidar de Quem Cuida e às políticas públicas de assistência social. Com a modificação na legislação, será permitida a cumulação do recebimento com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), com o Programa Mais Social (cestas de alimentos) e com o Programa MS Supera.
Essa mudança visa garantir uma rede de proteção mais integrada, oferecendo suporte de forma mais abrangente aos cuidadores e suas famílias, especialmente em um momento em que a escassez de recursos é um desafio constante. A defesa dos deputados em ampliar as possibilidades de acesso a esses programas reflete o olhar mais atento para com as pessoas que atuam em tarefas essenciais, mas frequentemente invisíveis, como o cuidado de pessoas em situação de dependência.
Já a Lei Estadual 6.387/2025 institui o Programa Recomeços, que visa conceder benefícios financeiros temporários a mulheres vítimas de violência. Essa norma prevê a concessão de um benefício de um salário mínimo, pago mensalmente via PIX, por até seis meses, com possibilidade de prorrogação. Além disso, concede o auxílio adicional para a compra de itens essenciais, como mobiliário e transporte, possibilitando assim que as vítimas recomecem suas vidas. Também contempla a inclusão das crianças e adolescentes que perderam suas mães em contextos de violência doméstica.
Deputados Estaduais demonstram compromisso com a justiça social
Por fim, a Lei Estadual 6.388/2025 cria o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, focado em um dos segmentos mais vulneráveis da sociedade: mulheres responsáveis por famílias monoparentais. O apoio financeiro destinado às beneficiárias do Programa Mais Social, em situação de vulnerabilidade, reconhece a importância de fortalecer essas mulheres que, muitas vezes, enfrentam a sobrecarga de cuidar dos filhos sozinhas, com poucos recursos.
O programa visa promover o cuidado das crianças, o acesso e a permanência das mulheres no trabalho e o incentivo ao ensino. O benefício é destinado às mulheres beneficiárias do Programa Mais Social que tenham: responsabilidade legal por crianças com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias; estejam sem condições de fornecer um local seguro e de cuidado às crianças que estão sob sua responsabilidade nos horários em que precisam trabalhar, em razão da inexistência de vagas em unidades escolares municipais.
Deputadas da 12ª Legislatura: Gleice Jane, Mara Caseiro e Lia Nogueira
Esse avanço dialoga diretamente com a Lei Estadual 6.396/2025, que promoveu importante mudança na legislação ao incluir, na Lei Estadual nº 4.609/2014, um parágrafo único autorizando o poder público a instituir ações de incentivo à contratação de mulheres em situação de violência doméstica. A norma reforça a Política de Amparo e Assistência à Mulher Vítima de Violência no Estado de Mato Grosso do Sul, ao reconhecer que a inserção no mercado de trabalho é um passo fundamental para romper ciclos de violência. Com o objetivo de promover a inclusão social, a autonomia econômica a mães de crianças e adolescentes com deficiência, a Lei Estadual 6.471/2025 dispõe sobre diretrizes para o estímulo ao empreendedorismo de mães atípicas.
Recentemente, Mato Grosso do Sul também ganhou um Dia Estadual de Reflexão e Memória de Vítimas de Feminicídio em MS, por força da por força da Lei Estadual 6.505/2025, que marca o dia 16 de fevereiro para ações de conscientização e enfrentamento. A data escolhida foi pelo aniversário de Vanessa Ricarte, jornalista morta pelo ex-namorado Caio Nascimento, no começo de 2025, que motivou a mudança de protocolos na Segurança Pública Estadual – reveja aqui.
Livros infantis contribuem para a construção de uma cultura da não violência
Além de apresentação, discussão e aprovação de leis, a ALEMS desenvolve ações diversas de promoção e defesa de direitos das mulheres e de enfrentamento da violência de gênero. Entre essas iniciativas, está a publicação de dois livros infantis, que integram a coleção “Cidadania é o bicho”. As publicações, que podem ser baixadas gratuitamente, buscam contribuir para a superação da cultura de violência.
Um dos livros é “A descoberta da oncinha de laço apertado”, escrito pela jornalista Ana Maria Assis de Oliveira. É a história de uma onça que, convencida por um macaco que veio da cidade, passa a usar um laço na cintura que a aperta violentamente – a metáfora estimula a reflexão sobre imposições sociais de papéis e comportamentos padronizados a homens e mulheres. Acesso o livro, clicando na imagem ao lado.
O outro livro, “Iguana Calada: Uma História de Superação e Liberdade” (clique na imagem ao lado), também é rico em metáforas. A publicação conta a história da dona Iguana, que sofre violência de seu marido, o Lobo Guará. A vontade de desaparecer para fugir da violência fazia a dona Iguana se camuflar. Mas ela continua existindo e a violência também. Em sua solidão e invisibilidade, a dona Iguana tinha como amigos dois parasitas: um carrapato e um bicho-de-pé.
Esses e os demais livros da coleção foram ilustrados pela artista visual Luciana Kawassaki. Para conhecer toda coleção, clique aqui.
Reconhecimento e valorização das mulheres
Legado das mães atípicas é reconhecido pelas deputadas da ALEMS
Além do foco nas políticas de proteção, a ALEMS celebrou o Dia Internacional da Mulher em 8 de março de 2025 com ações em defesa dos direitos femininos e o reforço ao compromisso contra a violência e o feminicídio. Em 11 de março de 2025, o Parlamento realizou Sessão Solene para entrega do Troféu Celina Jallad, reconhecendo o legado das mães atípicas em Mato Grosso do Sul, com ênfase em suas trajetórias e contribuições sociais. Em continuidade às ações de valorização feminina, a Santa Missa de encerramento do ano legislativo ocorreu em 9 de dezembro de 2025, destacando o cuidado com vidas de mulheres, crianças e adolescentes no Tempo do Advento. Em dezembro, foi realizada uma sessão solene em homenagem ao Dia Estadual do Empreendedorismo Feminino, reconhecendo mulheres que se destacam no fortalecimento econômico e social do estado.
ALEMS e Elas
Assembleia Legislativa luta pelos direitos das mulheres há mais de 40 anos
A Comunicação da Casa de Leis também desenvolveu a página multimídia “ALEMS e Elas”. Essa página reúne a legislação estadual de proteção às mulheres, informa dados e estatísticas, relaciona as deputadas que estão ou estiveram no Parlamento em diferentes legislaturas, apresenta breves biografias de mulheres que se destacaram em áreas diversas em Mato Grosso do Sul, disponibiliza links para livros infantis da coleção “Cidadania é o bicho”, entre outros materiais. Para acessar a página, clique aqui.
Tramitação de Projetos de Lei
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul também analisou, ao longo de 2025, projetos de lei voltados à proteção dos direitos das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero. As propostas abordam temas como prevenção ao feminicídio, fortalecimento da rede de apoio às vítimas, promoção da autonomia econômica feminina, garantia de atendimento humanizado na saúde e ampliação de políticas públicas de conscientização. Esses projetos representam parte das iniciativas debatidas no Parlamento e refletem o compromisso dos deputados estaduais em avançar na construção de mecanismos legais capazes de assegurar mais segurança, dignidade e igualdade às mulheres sul-mato-grossenses. Abaixo, seguem algumas destas propostas:
Projeto de Lei 24/2025 – Deputado João Henrique (PL)
Dispõe sobre o Cadastro Estadual de Agressores de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul e dá outras providências.
Projeto de Lei 26/2025 – Deputado Pedro Kemp (PT)
Dispõe sobre o acesso aos dados dos antecedentes criminais de terceiros armazenados nos sistemas de órgãos públicos para fins de consulta para proteção dos direitos da mulher, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.
Projeto de Lei 27/2025 – Deputada Gleice Jane (PT)
Institui o Protocolo para Enfrentamento, Repressão e Erradicação do Feminicídio no Estado de Mato Grosso do Sul e dá outras providências.
Projeto de Lei 58/2025 – Deputada Gleice Jane (PT)
Dispõe sobre a criação do Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e meninas no Estado de Mato Grosso do Sul e dá outras providências.
Projeto de Lei 81/2025 – Deputada Mara Caseiro (PSDB)
Institui o Programa Estadual de Promoção da Defesa Pessoal e da Autoproteção Responsáveis para as Mulheres, no âmbito do Estado do Mato Grosso do Sul.
Projeto de Lei 155/2025 – Deputado Lucas de Lima (sem partido)
Institui e Inclui no Calendário Oficial do estado do Mato Grosso do Sul, a Campanha “Namoro Sem Violência”, de Prevenção e Conscientização nas Relações Afetivas de Namoro entre Adolescentes.
Projeto de Lei 312/2025 – Deputado Pedro Kemp (PT)
Dispõe sobre o enfrentamento à misoginia e violência digital contra a mulher no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.
Projeto de Lei 321/2025 – Deputada Lia Nogueira (PSDB)
Institui o Programa Estadual de Incentivo ao Emprego de Mães Atípicas, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.
Projeto de Lei 323/2025 – Deputada Gleice Jane (PT)
Institui o “Protocolo Círculo do Cuidado” de enfrentamento à violência doméstica e de acolhimento às mulheres em situação de violência, no âmbito dos estabelecimentos públicos e privados do Estado de Mato Grosso do Sul, e dá outras providências.
Projeto de Lei 328/2025 – Deputado Neno Razuk (PL)
Cria o programa de capacitação de agentes comunitários de saúde para realização de acolhimento às vítimas de violência doméstica, e dá outras providências.
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