Agronegócios
Fique atento: prazo para cadastro de área plantada com soja é prorrogado
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) prorrogou até o dia 28 de fevereiro o prazo para que os produtores de soja do Estado realizem o cadastro obrigatório da área plantada. A medida foi oficializada por meio da Instrução Normativa nº 001/2025, publicada no Diário Oficial, em conjunto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A declaração deve incluir informações detalhadas, como a localização geográfica das lavouras, a variedade cultivada e outros dados relevantes para o monitoramento fitossanitário. O cadastramento pode ser feito de forma online, pelo Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (Sisdev), ou presencialmente em uma das 140 unidades do Indea espalhadas pelo Estado.
O não cumprimento da exigência dentro do prazo estabelecido pode resultar na aplicação de multa no valor de 10 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), equivalente a R$ 2.425,50.
Na safra anterior, foram cadastradas 16.520 unidades de produção, abrangendo 8.961 produtores e mais de 11 milhões de hectares de área cultivada. Atualmente, o Estado já conta com cerca de 13.300 unidades registradas, totalizando mais de 10 milhões de hectares declarados.
O cadastro das lavouras é um instrumento essencial para o controle de pragas e doenças, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a manutenção da sanidade vegetal no Estado.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Valor da produção do agro sobe 18% e chega a R$ 30,1 bilhões em 2025
A nova safra de grãos confirma Rondônia como um dos polos em expansão do agronegócio brasileiro, mas também expõe limites claros para o avanço no campo. Para o ciclo 2025/26, a produção estadual deve somar cerca de 5,4 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao ciclo anterior, mesmo com um pequeno aumento de 1,3% na área plantada, que passa de pouco mais de 1,2 milhão de hectares. No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta colheita recorde de 354,8 milhões de toneladas de grãos, com área de 84,4 milhões de hectares, o que reforça o papel de Rondônia como parte de um movimento mais amplo de consolidação da fronteira agrícola.
A soja segue como carro-chefe do campo rondoniense. A cultura ocupa cerca de 717 mil hectares, com produção estimada em 2,6 milhões de toneladas, após uma década em que a área cresceu, em média, mais de 12% ao ano. Em contrapartida, o arroz perde espaço: a colheita deve cair de 162,4 mil para 150,7 mil toneladas, recuo de pouco mais de 7%, reflexo de preços menos atrativos e de uma demanda menor, que desestimula o plantio. Para técnicos que acompanham o setor, a fotografia é clara: o estado caminha para um patamar de estabilização nos grãos, pressionado por custos de produção mais altos, terras mais caras nas regiões central e norte e dificuldade de expansão, apesar da existência de áreas de pastagens degradadas com potencial para conversão.
O Informativo Agropecuário de Rondônia, em sua 18ª edição, mostra que o agro local vai muito além da soja. O café é um dos destaques: a estimativa é de 2,3 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado na safra 2025, alta de 10,4% sobre 2024, com produtividade média de 55,5 sacas por hectare — a maior do país e bem acima da média nacional. A mandioca, por outro lado, deve encolher, com redução de área de 17,6 mil para 14,2 mil hectares e produção estimada em 289 mil toneladas. Já a banana tende a ganhar eficiência: a área colhida deve se manter em torno de 7,1 mil hectares, mas a produtividade deve saltar de 11,3 para 14,4 mil quilos por hectare, impulsionando a produção em quase 26%.
Na pecuária, o ritmo também é de expansão moderada, mas consistente. Nos dois primeiros trimestres de 2025, foram abatidos cerca de 1,7 milhão de bovinos, com peso de carcaça de 409 mil toneladas, altas de 5,3% e 1,2% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A produção de leite, porém, recuou levemente: 288,4 milhões de litros no semestre, queda de cerca de 1% frente ao ano anterior, sinalizando margens mais apertadas e custos ainda elevados para o produtor. No comércio exterior, carne bovina in natura, soja e milho renderam, juntos, quase 2,5 bilhões de reais em receitas nos dez primeiros meses de 2025, consolidando esses itens como a espinha dorsal das exportações do estado.
O impacto econômico desse conjunto de atividades aparece no Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia, estimado em 30,1 bilhões de reais em 2025, alta de 18,4% sobre 2024. Bovinos, soja, café, milho e leite devem responder por quase 90% desse total, com a pecuária de corte sozinha representando pouco mais de 47% do VBP estadual. Para o produtor, os números mostram um agro diversificado, mas que avança com cautela: o desafio para 2026 será combinar ganhos de produtividade, recuperação de pastagens degradadas e melhor uso de tecnologia com uma agenda de crédito, seguro e infraestrutura que permita transformar esse potencial em renda sustentável no longo prazo.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro bate recorde e leva exportações a quase R$ 100 bilhões em 2025
As exportações do agronegócio de Minas Gerais devem fechar 2025 em ritmo recorde, mesmo com menor volume embarcado. De janeiro a novembro, a receita somou cerca de 100 bilhões de reais, alta de quase 13% sobre os aproximadamente 94 bilhões de reais de 2024, o maior valor desde o início da série histórica, em 1997. Nesse período, foram exportadas 15,3 milhões de toneladas, queda de 6,6% em volume, mas com maior retorno financeiro, graças a preços mais altos em produtos-chave, em um total de 643 itens agropecuários enviados para 177 países.
O café continua sendo o grande protagonista das vendas externas do agro mineiro. Com a forte valorização no mercado internacional, a receita do produto chegou a algo em torno de 56 bilhões de reais, um avanço de 41%, mesmo com redução de 12,5% no volume embarcado. A soja, por sua vez, sentiu mais a desaceleração da demanda e a queda das cotações globais: o complexo (grão, óleo e farelo) faturou perto de 15 bilhões de reais com quase 7 milhões de toneladas, queda de 11% na receita e de 3% no volume.
Outras cadeias tradicionais tiveram desempenho misto. O setor sucroalcooleiro embarcou 4,3 milhões de toneladas, com receita próxima de 10 bilhões de reais, recuo de 22,5% em valor e de 13,7% em quantidade, refletindo perda de competitividade em um ambiente internacional mais disputado.
As carnes mostraram mais fôlego: somando bovina, suína e de frango, as exportações alcançaram algo em torno de 9,5 bilhões de reais, alta de 7%, com volume de 463 mil toneladas, apoiadas principalmente na boa demanda por carne bovina. Já os produtos florestais (celulose, madeira e papel) renderam cerca de 5 bilhões de reais, queda de 11,6% em receita, embora o volume tenha subido ligeiramente para 1,5 milhão de toneladas.
Um dos pontos mais interessantes do balanço de 2025 é a consolidação de nichos de maior valor agregado. Segmentos como ovos e derivados cresceram cerca de 150% nas exportações, enquanto frutas avançaram 75%, alimentos diversos 55% e o mel natural 31%, ainda que partindo de bases menores. Para o produtor, esses números indicam espaço para ampliar receitas com produtos mais elaborados, que dependem de qualidade, sanidade e certificações, e não apenas de volume, ajudando a proteger o agro mineiro em cenários de volatilidade de preços das grandes commodities.
Na avaliação do governo estadual, o resultado de 2025 mostra um setor mais maduro, capaz de transformar um cenário global desafiador em ganho de competitividade. O agronegócio já responde por quase 44% de tudo o que Minas exporta, reforçando a importância de políticas de apoio à logística, crédito, seguro rural e abertura de mercados. Para 2026, o desafio será manter esse patamar de receita em um ambiente de maior concorrência internacional, consolidando a estratégia de combinar grandes commodities — como café, soja e carnes — com cadeias de valor agregado que levem a marca de Minas a mercados mais especializados.
Fonte: Pensar Agro
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