Celulose em Destaque

Exportações de celulose, soja e carne de aves crescem e superávit de MS atinge US$ 979 milhões

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Campo Grande (MS) – De janeiro a abril de 2020, os dados do comércio exterior de Mato Grosso do Sul apontam um superávit acumulado de US$ 979 milhões, impulsionados pelos principais produtos da pauta de exportações do Estado como a celulose, soja em grão, carne bovina e pelo bom resultado do setor de carne de aves. Os dados são da Carta de Conjuntura do Setor Externo, divulgada nesta sexta-feira (8) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). Veja o documento aqui.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, destaca que o bom desempenho das exportações sul-mato-grossenses tem influência positiva da variação cambial. As cotações do dólar no mês de abril em relação a março deste ano apresentaram valorização da moeda, chegando a taxa média de abril ficar em R$ 5,32, cerca de 9,05% acima da taxa média de março.

“A variação cambial tem sido o principal propulsor da venda de produtos brasileiros. Ela tem favorecido os preços em reais e proporciona uma boa lucratividade para o exportador, daí a importância desse segmento para a manutenção dos níveis de atividade econômica e de emprego, durante e principalmente no pós-pandemia”, afirma Jaime Verruck.

Com relação aos principais produtos, a Celulose segue em primeiro lugar na pauta de exportações, representando 33,99% do total exportado pelo Estado, em termos do valor, com aumento de 3,70% em relação ao volume e diminuição de 15,52%. Já a soja em grão, que registrou nova safra recorde no Estado, representa 30,29% da pauta, com queda em termos de valor de 0,36% em relação a jan-abr de 2019. Em termos de volume, houve aumento de 5,53%, sugerindo que a queda de 0,36% foi devido principalmente ao queda de preço, comparado a jan-abr de 2019.

O secretário Jaime Verruck também destaca o bom desempenho das exportações de carne de aves, que aumentaram 35,47% em relação a janeiro-abril do ano passado. “Tivemos uma recomposição no abate de aves e a reabilitação do frigorifico da BRF em Dourados. Isso possibilitou uma participação mais efetiva desse setor no mercado internacional e Dourados foi o segundo maior município exportador, atrás de Três Lagoas”, afirma o titular da Semagro. Outros produtos com desempenho crescente foram o minério de ferro, que aumentou 8,63% e o açúcar, com alta de 175,19% nas vendas externas.

A China segue como principal destino das exportações, representando 47,73% das vendas externas de Mato Grosso do Sul. Os países com maior aumento na participação foram: Coréia do Sul (215,13%) e Uruguai (45,78%). A maior queda foi registrada para os Estados Unidos, com recuo 37,03% nas exportações. “Os números reforçam a importância da China para os nossos produtos. Devido às restrições do coronavírus, houve queda nas vendas para o Chile e Argentina, mas ainda temos espaço para as nossas commodities”, diz o secretário.

Os terminais portuários de Porto Murtinho movimentaram 143 mil toneladas de janeiro a abril de 2020, 35 mil toneladas a mais em relação às 108 mil toneladas comercializadas no mesmo período do ano passado. Em termo de valores, a alta foi de 19,40%. “Esse já é um desempenho que leva em conta o início das operações de mais um porto no município. E esse crescimento ocorre mesmo com a dificuldade de calado no Rio Paraguai, devido à estiagem. As chatas estão seguindo com meia carga, mas os números já sinalizam a consolidação de uma rota logística importante, viabilizada pelo Governo do Estado”, finaliza Jaime Verruck.

Marcelo Armòa – Assessoria de Comunicação da Semagro

Fonte: Governo MS

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Produção de mel de Três Lagoas e região bate novo recorde e consolida Costa Leste no cenário estadual da apicultura

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Em pouco mais de dez anos do Programa Colmeias, a produção regional de mel saltou de 7,3 toneladas para 170 toneladas/ano, com uma produtividade acima da média nacional

Com o apoio da Suzano, por meio do Programa Colmeias, produtores rurais de Três Lagoas e região conseguiram quebrar novo recorde de produção e consolidar a Costa Leste como importante produtora de mel em Mato Grosso do Sul. Em pouco mais de uma década de atuação, a produção de mel nos municípios que abrangem a área de atuação da Suzano, em Mato Grosso do Sul, teve um crescimento que supera a marca de 2.228% – índice baseado nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2009, apontou a pesquisa sobre pecuária do IBGE, os municípios de Três Lagoas, Brasilândia, Selvíria, Água Clara e Santa Rita do Pardo haviam produzidos, juntos, 7,3 toneladas de mel. Em 2018 (levantamento mais recente), o volume saltou para 107,7 toneladas de mel. Com isso, a região Leste passou a responder por 15% da produção estadual de mel no Estado. Já na última safra, os produtores apoiados pelo Colmeias atingiram a marca de 170 toneladas de mel, novo recorde para o programa no Estado.

“Uma das prioridades da Suzano é promover a geração de renda e desenvolvimento sustentável nas comunidades em seu entorno. O Programa Colmeias, assim como o PDRT [Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial], tem o objetivo de fortalecer o pequeno produtor rural, por meio de parcerias com associações, fomentando ainda a diversificação das culturas. Em Mato Grosso do Sul, o resultado do programa tem superado todas as expectativas e mostrado que a apicultura pode ser uma importante fonte de renda para a região”, destaca Israel Batista Gabriel, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.

O aumento na produção deve-se tanto à adesão de novos apicultores quanto ao aumento da produtividade, por meio de investimentos e melhora das técnicas do manejo – uma das prerrogativas do programa. Quando iniciado, o Colmeias apoiava nove produtores rurais. Hoje, são cerca de 170 apicultores na região. O número corresponde a 19,5% do total de produtores de mel em Mato Grosso do Sul, 870 ao todo, conforme dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Atualmente, são cerca de sete mil colmeias instaladas nas florestas plantadas da Suzano. A produtividade registrada entre os apicultores apoiados pelo programa foi de 34,65 quilos por colmeia, 65% a mais que a média nacional, 21 quilos. No ano passado, somente os produtores apoiados pelo programa obtiveram uma produção de 117 toneladas de mel, o que corresponde a uma receita estimada em R$ 500 mil.

Investimentos e renda

“Muitos produtores viram os benefícios proporcionados pelo Colmeias e se interessaram pela cultura. Criou-se um efeito em cadeia, em que um apicultor repassa o aprendizado obtido a outro produtor. Também percebemos que, além do aumento dos apicultores, houve investimento na produção daqueles que já estavam atuando na cultura. Praticamente todos que estão na área conseguiram ampliar a capacidade de produção. É exatamente esse o nosso objetivo: proporcionar a autonomia desses produtores.”, completa Evânia Lopes, consultora de Desenvolvimento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul.

A apicultura é, na maioria dos casos, a segunda ou terceira fonte de renda dos produtores, o que vem ao encontro da ideia de desenvolvimento sustentável e a diversificação das atividades no campo.

“Sempre houve produção de mel no município, mas o salto que tivemos com a chegada da Suzano e as florestas de eucalipto foi, de fato, muito expressivo. Com a parceria do Programa Colmeias conseguimos nos organizar, trabalhar de forma unida e com apoio técnico. Essas foram as principais conquistas proporcionadas pelo programa. Queremos um crescimento sustentável, em que o apicultor possa produzir cada vez mais e com maior qualidade. Buscamos o desenvolvimento e o fortalecimento dos pequenos produtores, não um crescimento desordenado na região”, destacou Noel Lima de Araújo, presidente da Unileste (Associação Regional de Apicultores da Costa Leste).

Araújo está no Programa Colmeias desde 2015 e conta como as florestas plantadas de eucalipto ajudaram os produtores locais. “Tivemos três anos consecutivos ruins para a apicultura, por conta de, entre outros fatores, condições climáticas. Mesmo assim, mantivemos a produtividade acima da média nacional, por isso, acredito que até superamos essa estimativa do IBGE”, completou o presidente da Unileste.

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Em Três Lagoas/MS| Com sucesso do delivery, Suzano amplia ação e lança “O sabor do campo vai até você”

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Em menos de um mês, famílias tiveram aumento de 408,5% nas vendas de cestas agroecológicas; agora o foco é fortalecer também a renda das mulheres com serviço de entrega de produtos artesanais como pães, bolos e doces

Com a grande adesão de consumidores ao projeto “A feira vai até você”, ação que visa fomentar as vendas de cestas com produtos agroecológicos por meio de delivery, o Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial (PDRT), da Suzano, estende a iniciativa às mulheres do campo, em Três Lagoas (MS), e lança “O sabor do campo vai até você”.

O objetivo desta ação é o mesmo que a “A feira vai até você”: reduzir os impactos econômicos gerados pelo novo coronavírus na agricultura familiar e garantir a geração de renda e a sobrevivência dessas famílias em tempos de isolamento social. Porém, em vez de verduras, estão comercializando produtos de fabricação artesanal. “Tivemos resultados excelentes em Mato Grosso do Sul com ‘A feira vai até você’ e isso nos levou a ampliar o projeto e implantar o sistema de delivery também no projeto Café do Campo, formado por grupo de mulheres do Assentamento 20 de Março, que visa a venda de produtos artesanais, como bolos, queijos, doces e salgados. Tudo preparado com ingredientes agroecológicos, frescos e saudáveis, produzidos no assentamento”, ressalta Israel Batista Gabriel, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.

O Grupo Café do Campo é um dos braços do PDRT e visa, além da geração de renda, incentivar empoderamento feminino. Hoje, ele é composto por seis produtoras atuantes e, dependendo da proporção do pedido, chega a envolver até 20 mulheres. “Com o apoio do PDRT, essas mulheres se organizaram e passaram a atender grandes empresas, com serviços como almoços e coffe breaks. Porém, desde o início da pandemia da Covid-19, houve uma queda expressiva nos pedidos do Café do Campo. Essas mulheres ficaram sem ter onde e para quem vender seus produtos. A nossa intenção é reverter esse quadro”, explica Evânia Lopes, consultora de Desenvolvimento Social da Suzano.

É o que espera também Elisangela Alves de Paula, coordenadora do Grupo Café do Campo, do 20 de Março. De acordo com ela, as encomendas estão paradas desde março. “Ainda no começo do mês retrasado, atendemos a umas três solicitações, depois não tivemos mais pedidos. Estamos seguindo com as hortas e, agora, com as cestas, que contam com nossos produtos, em uma forma de tentar manter a renda. Mas o impacto foi muito forte. Por isso, a nossa expectativa em torno dessa ação é grande”, conta.

Alta de 408,5%

O otimismo tem motivo. Iniciada na segunda quinzena de abril, a ação “A feira vai até você” superou todas as expectativas e atingiu a marca de 534 cestas agroecológicas vendidas em uma semana, em Mato Grosso do Sul. A estimativa é que as vendas tenham gerado uma receita bruta estimada em R$ 9,6 mil aos produtores rurais.

Conforme levantamento feito entre 26 de abril e 9 de maio, o resultado corresponde a um crescimento de 408,5% na comercialização por delivery em comparação às vendas antes da pandemia, 105 cestas semanais. Os dados mostraram ainda uma linha crescente da ação no Estado: Na primeira semana da ação, os produtores entregaram 412 cestas. Já na semana seguinte, houve aumento de 22%, passando para 502 cestas e, na última semana, chegando a um incremento de 6% na comercialização pelo novo sistema.

“O engajamento dos produtores rurais e da população dos municípios participantes nos surpreendeu. A nossa expectativa inicial era de chegarmos ao total de 312 cestas semanais, o que correspondia a um incremento de 197%. O resultado foi quase o dobro. São mais de 500 cestas, o que corresponde a cerca de 4,2 toneladas de alimentos entregues semanalmente no Estado e estamos somente no início da ação, que tem tudo para se tornar permanente no futuro”, explica Evânia.

Produtos e serviços

A ação “O sabor do campo vai até você”, oferece mais de 15 produtos artesanais, que vão desde tortas, salgados, pão caseiro, rosca recheada, à queijo, requeijão (corte e cremoso), bolos (arroz, cenoura, chocolate, laranja, milho, mandioca e fubá), biscoito de nata, manteiga e doce de leite (pedaço e cremoso).

“Além de ser feitos com alimentos agroecológicos, temos, por exemplo, bolos sem lactose, sem glúten, sem ovos, e bolo de araçá roxa, uma fruta típica do cerrado”, ressalta Elisangela.

Para encomendar os produtos, os interessados devem entrar em contato pelos telefones: (67) 99350-9380 e (67) 99206-8208. A entrega será feita uma vez por semana, conforme a demanda.

Sobre a Suzano

A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de árvores, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.

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