Mato Grosso do Sul
Especialistas e gestores se reunirem para debater mudanças climáticas e fortalecer políticas ambientais em MS
Bonito recebe nesta semana dois dos principais eventos da agenda ambiental de Mato Grosso do Sul: o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente. Realizados no Centro de Convenções de Bonito, os encontros reúnem gestores públicos, pesquisadores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os impactos das mudanças climáticas, estratégias de adaptação e a construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A abertura contou com a presença do secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto; da secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin; da vice-prefeita de Bonito, Juliana Salvatore; do secretário municipal de Meio Ambiente, Tiago Sabino; e do vice-presidente do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), Lucas Alves.
Segundo a secretária-executiva de Meio Ambiente da Semadesc, Ana Cristina Trevelin, o objetivo do fórum é aproximar a produção científica, as ferramentas de gestão pública e as experiências vivenciadas pelos municípios.
“Quando reunimos pessoas que estudam, pesquisam e atuam diretamente nos territórios, criamos um ambiente muito rico para a troca de experiências. O propósito é trazer grandes discussões para a realidade do nosso Estado, entendendo os desafios que enfrentamos e construindo soluções conjuntas. Vamos debater temas como a revisão da Política Estadual de Pesca, o enfrentamento aos impactos causados pelo javali e os desafios das mudanças climáticas sob a ótica dos municípios”, destacou.
O Fórum Estadual de Mudanças Climáticas chega à sua quarta edição consolidado como um espaço estratégico para o debate de ações voltadas à mitigação e adaptação aos efeitos do aquecimento global. Entre seus objetivos estão contribuir para que Mato Grosso do Sul alcance a meta de Estado Carbono Neutro até 2030, promover a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e fortalecer iniciativas de conservação ambiental.
Durante a abertura, o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou Bonito como exemplo nacional de desenvolvimento sustentável. “É um privilégio discutir esses temas em Bonito. O município demonstra que é possível conciliar atividades econômicas, conservação ambiental e qualidade de vida. Ao longo dos anos, acompanhamos o crescimento do turismo, a evolução da agricultura e da pecuária e a valorização dos ativos ambientais da região. Bonito mostra ao Brasil que, com diálogo e maturidade, é possível construir um modelo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Integração e inovação para enfrentar os desafios climáticos
Entre as iniciativas apresentadas durante o evento está o projeto CEP Rural, desenvolvido pelo Governo do Estado para ampliar a integração entre as comunidades rurais e os serviços públicos.
A ferramenta permitirá que propriedades rurais tenham um endereço oficial e padronizado, facilitando a comunicação e o acesso a serviços essenciais, especialmente em situações de emergência e eventos climáticos extremos.
“A propriedade rural passará a ter um endereço semelhante ao que temos nas áreas urbanas. Isso permitirá que informações importantes cheguem com mais rapidez aos produtores e às autoridades responsáveis. São ações que fortalecem a integração e melhoram a entrega dos serviços públicos ao cidadão”, explicou Melotto.
O secretário-adjunto ressaltou ainda que Mato Grosso do Sul apresenta realidades ambientais bastante distintas, exigindo políticas públicas adaptadas às características de cada região. “Os impactos das mudanças climáticas são sentidos de maneiras diferentes pelas comunidades. Uma estiagem pode beneficiar determinados setores, como o turismo em Bonito, mas representar prejuízos para a agropecuária. O grande desafio deste fórum é justamente construir propostas que considerem essa diversidade e permitam respostas eficientes para cada realidade”, acrescentou.











Ciência, gestão pública e experiências municipais
Um dos diferenciais da programação é a conexão entre conhecimento técnico e aplicação prática. A agenda foi estruturada para aproximar pesquisadores, gestores públicos e representantes municipais, fortalecendo a tomada de decisão em áreas como clima, saneamento, fiscalização, regulação e licenciamento ambiental.
A proposta integra três dimensões fundamentais da política ambiental: a ciência, representada por universidades e instituições de pesquisa; a gestão pública, voltada ao planejamento e execução das políticas; e as experiências municipais, que trazem soluções concretas para os desafios enfrentados no dia a dia das cidades.
Entre os destaques da programação estão as apresentações dos trabalhos da Câmara Técnica da Política Estadual de Pesca, conduzida pelo pesquisador da Embrapa Pantanal, Agostinho Carlos Catella, e da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Javali, apresentada pelo médico-veterinário Walfrido Moraes Tomas, também da Embrapa Pantanal.
Com uma agenda integrada, o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e o III Encontro de Secretarias Municipais de Meio Ambiente reforçam o compromisso de Mato Grosso do Sul com a sustentabilidade, a adaptação às mudanças climáticas e o fortalecimento da gestão ambiental nos municípios, aproximando o conhecimento técnico da formulação de políticas públicas e promovendo soluções cada vez mais eficazes para a proteção dos recursos naturais e a qualidade de vida da população.
Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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