Mato Grosso do Sul

Detran-MS abre as portas na segunda-feira, mas agências de shoppings permanecem fechadas

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Campo Grande (MS) – O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) volta a abrir as portas para atendimento presencial nesta segunda-feira (13) em horário habitual na sede e agências do interior, dando início ao expediente às 7h30  e finalizando às 16h30, respeitando o horário de almoço entre as 11h30 e às 12h30.

Ainda não haverá expediente para atendimento nas unidades dos shoppings Campo Grande, Bosque dos Ipês e Pátio Central, respeitando o decreto do Executivo Municipal. Nos fáceis, o atendimento será das 8h às 16h30, também com o mesmo período de parada para o almoço durante o expediente.

Mesmo com as portas abertas, o diretor-presidente, Rudel Trindade, enfatiza que apenas os casos extremamente necessários deverão procurar as agências. A orientação vem no sentido de evitar aglomerações que possam resultar em contágio do Novo Coronavírus (Covid-19).

“Recomendamos que as pessoas busquem nosso atendimento pelo Detran Digital. Temos uma das plataformas mais completas do País para atender nossos cliente e, neste momento, queremos ressaltar que todos os prazos estão suspensos, não havendo necessidade de corre-corre para recorrer de multas ou qualquer outra coisa do tipo. Também mudamos nosso calendário de licenciamento. O mesmo está disponível também em nosso site e o pagamento pode ser feito por aplicativos bancários”, ressaltou Rudel.

Serviços de vistoria e emplacamento de veículos também serão restabelecidos no início da semana.

Vivianne Nunes- Departamento Estadual de Trânsito – Detran/MS
Foto: Arquivo Subcom 

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Em nova doação, indígenas recebem mais 10,4 mil máscaras essa semana

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Doações fazem parte de uma parceria entre o Governo de MS com a empresa Energisa, que prevê a entrega de 65 mil máscaras

Campo Grande (MS) – Os indígenas residentes nas aldeias de Dourados vão receber essa semana um novo lote de 10,4 mil máscaras, doadas pela Energisa. Na semana passada, o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende entregou no Polo Base de Saúde Indígena douradense, 10 mil unidades, totalizando 20.450, de um total de 65 mil compromissados pela empresa de energia elétrica.

As doações fazem parte de uma parceria entre o Governo de MS, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com a empresa Energisa. A produção dos itens de proteção é feita por mulheres da Associação de Capacitação de Economia Solidária do Povo (ACIESP), de Campo Grande, instituição que atende vítimas de violência doméstica. Nessa parceria o Grupo Energisa está investindo R$ 100 mil na produção das máscaras, por meio de um projeto denominado Movimento Energia do Bem. “Esse trabalho é muito importante para as mulheres do projeto, pois oportuniza melhorias financeiras durante esse período de pandemia”, explica a coordenadora e fundadora da ACIESP, Ceureci Santiago.

O secretário estadual de Saúde Geraldo Resende elogia a iniciativa e diz que se trata de uma ação de grande alcance social e de saúde. “Queremos que todos os indígenas tenham máscara e, por isso, tal iniciativa é de total relevância. Apenas com a união de esforços vamos conseguir vencer essa guerra contra o coronavírus. O legado dessa pandemia será o fortalecimento e a união, e não só números negativos”, salienta o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Geraldo Resende comenta ainda que a contratação de mão de obra local além de ser um estímulo para a economia tem viés social. “Somos um dos Estados que tem maior percentual de violência doméstica no país, e é de extrema importância fomentar a geração de trabalho e emprego a essas mulheres”.

Para o secretário da Semagro, Jaime Verruck, a atitude confirma que as empresas sul- mato-grossenses têm mostrado seu engajamento na preservação da vida. “Recebemos essa demanda da Secretaria de Saúde e por meio da Energisa, conseguimos que fosse atendida. Seguramente, além de se empregar mão de obra local, muitas vidas poderão ser salvas por meio da prevenção”, conclui.

Texto e foto: Ricardo Minella, SES

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Escassez de chuvas reduz nível dos rios e já afeta navegabilidade na Hidrovia do Paraguai

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Campo Grande (MS) – Dados da Sala de Situação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) mostram que o nível dos principais rios do Estado está bem abaixo do registrado em anos anteriores, no mesmo período. Isso se deve à escassez de chuvas deste ano, que não prejudica apenas a agricultura, aumenta os focos de incêndios e já afeta a capacidade de navegação dos rios, sobretudo na Hidrovia do Paraguai, a principal via fluvial de escoamento de produção de Mato Grosso do Sul.

Conforme mostram os dados da Sala de Situação, em 25 de maio de 2019 o nível do Rio Paraguai, em Ladário, era de 344 centímetros. No mesmo dia desse ano a régua media 199 centímetros naquele ponto. Situação pior em Porto Murtinho: em 25 de maio de 2019 o nível do rio era de 576 centímetros, nesse ano caiu para 280 centímetros.

O secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), demonstrou preocupação com os números. “Estamos com uma série de restrições de navegabilidade no Rio Paraguai. Hoje, as barcaças que normalmente estariam operando com 100% da carga, reduziram em um terço e até metade da capacidade. Isso altera a competitividade do frete, precisa muito mais barcaças para levar a mesma carga que demandaria num período normal.”

Porto Murtinho se prepara para ser o principal polo exportador da região Centro-Oeste com a implantação de uma infraestrutura intermodal hidro-rodoviária que inclui dois novos portos já em operação e a ponte internacional sobre o rio Paraguai concretizando a rota bioceânica até o Chile. Em 2018 foram embarcadas 600 mil toneladas de produtos em Porto Murtinho; em 2019 mais de 1 milhão de toneladas e a capacidade para esse ano aumentou consideravelmente com a ampliação de um porto e a entrada de outro em operação.

Queimadas

O comportamento atípico do clima traz uma outra preocupação séria. O número de focos de calor aumentou consideravelmente nesse ano, em relação ao ano passado. Só no município de Corumbá, que abrange a maior parte da região pantaneira, foram registrados 33.269 focos de calor entre 1º de março e hoje (2/06). No mesmo período do ano passado eram 3.243 focos de calor, ou seja, aumento de 1.000%. Os dados são do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) catalogados pela Sala de Situação da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e levam em consideração as imagens de todos os satélites disponibilizadas pelo instituto.

A Sala de Situação da Defesa Civil foi criada em agosto do ano passado, junto com o Comitê de Combate a Incêndios Florestais, para enfrentar o momento tenso que o Estado viveu com estiagem prolongada que se estendeu até fim de setembro e o surgimento de vários incêndios, tanto em lavouras quanto em florestas.

A Sala de Situação manteve os trabalhos até fim de novembro, quando as chuvas retornaram com regularidade e os focos de calor cessaram, e a intenção seria reativá-la em julho ou agosto desse ano. Mas devido à escassez de chuvas e retorno das queimadas, em março a Sala de Situação foi reativada e se mantém em permanente monitoramento, explica o coordenador da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e presidente do Comitê de Combate a Incêndios Florestais, coronel Fábio Catarinelli.

Estoques pesqueiros

A redução do volume de água dos rios tem outro complicador: pode impactar na reprodução das espécies. A coordenadora da Unidade de Recursos Pesqueiros do Imasul, bióloga Fânia Lopes de Ramires Campos, explica que a natureza precisa estar em equilíbrio para que os peixes se reproduzam normalmente. “Não só volume de água, mas também temperatura, pressão, a presença de sais minerais, de oxigênio dissolvido, a ocorrência dos dias mais longos, tudo isso tem forte relação com a reprodução dos peixes”, observa.

No Mato Grosso do Sul, reserva-se o período de novembro a fevereiro para reprodução das espécies nos rios, ficando a pesca proibida. Entretanto, as movimentações dos cardumes com vista à desova já começa em agosto. Mas para isso é preciso haver condições normais nos rios, inclusive quanto ao volume de água. Portanto, é possível que a escassez de chuvas traga também prejuízos aos estoques pesqueiros.

Previsão

A previsão não é animadora, conforme dados do NCEP/NOAA (Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos), catalogados pelo CEMTEC/MS, Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul, órgão vinculado à Semagro. Na primeira semana de junho a previsão é de umidade baixa (menos de 30%), com acumulado máximo de chuvas de 40 milímetros no extremo-sul e nas demais áreas, 20 milímetros. Os dias 5 e 6 de junho poderão ser os dias mais chuvosos, com possibilidade de ligeira queda de temperatura entre os dias 1 a 3.

No segundo período (6 a 14 de junho) o mapa de tendência pluviométrica mostra que há possibilidade de chuva em todas as regiões do Mato Grosso do Sul, mas com acumulado geral de até 30 milímetros concentrados especialmente nas regiões norte e extremo-sul do Estado. Nas demais áreas é esperado acumulado de até 20 milímetros. Novamente, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo de 30%. Entre os dias 5 a 10 de junho poderá ocorrer uma nova onda de frio com temperatura mínima (estimada) de 7°C concentrada na parte Sul do Estado.

 João Prestes, Semagro
Foto: Chico Ribeiro

 
Fonte: Governo MS

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