Mato Grosso do Sul
Controladoria-Geral do Estado inicia implantação do Compliance na Agraer
A CGE-MS (Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul) iniciou a implantação do Compliance na Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). A instituição é a terceira a começar o Programa com a assessoria dos auditores.
Na quarta-feira (8), foi aplicada uma oficina com a temática de “Gerenciamento de Riscos” para os servidores, inclusive, com a presença do diretor-presidente, engenheiro agrimensor Washington Willeman de Souza, com o objetivo de esclarecer dúvidas e alinhar os conhecimentos necessários para a execução das fases que serão desenvolvidas nos próximos encontros.
O coordenador do Compliance do Governo do Estado, João Francisco Arcoverde Lopez, citou que “a incorporação da cultura de compliance é a médio e longo prazo, além disso, é transversal. Todos precisam participar do processo e ter consciência do seu papel porque nessa mudança é uma busca constante entre aquilo que se espera, alinhado com aquilo que se pratica”, disse.
Ele ainda acrescentou que, a partir de agora, “serão trilhados todos os passos necessários, nos próximos encontros, no processo de gerenciamento de riscos por meio de um modelo criado pela equipe de Compliance da CGE-MS”, afirmou.

Na ocasião, o diretor-presidente da Agraer pontuou: “o programa de Compliance vem para somar na gestão pública e o gerenciamento de riscos será de grande valia para a nossa instituição”.
O gerenciamento de riscos é um dos pontos sensíveis que precisa ser entendido como responsabilidade de cada órgão e do gestor que decide o que melhor precisa ser feito dentro do cenário em que atua. A contribuição da CGE-MS é na oferta de métodos que podem contribuir para uma decisão mais consciente e que, futuramente, os próprios servidores da Agraer tomarão as definições cabíveis.
Além da Agraer, os auditores da CGE-MS estão atuando na implantação do Compliance na Fundação de Cultura, vinculada à Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), SES (Secretaria de Estado de Saúde) e Funsau (Fundação Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul).
Eles ficam à disposição e apresentam mecanismos e instrumentos para assegurar o desenvolvimento de atividades nestas instituições em conformidade com a legislação e normativos vigentes, dentro dos padrões éticos e de conduta propostos pelo Compliance.
Compliance
O Programa é uma das bases do governo estadual que prioriza o bom uso dos recursos públicos promovendo ações que tem como finalidade a prestação de serviços com eficiência, transparência e integridade para a sociedade.
Entre as ações que estão direta ou indiretamente ligadas à nova cultura de “ser compliance” destacam-se a regulação do sistema de controle interno, o fomento da integridade e da transparência, o cumprimento dos riscos legais e normativos, o incentivo da conduta ética e a simplificação dos serviços.
Com todas estas práticas canalizadas e empregadas, o ganho da população é imensurável. Os serviços públicos oferecidos pelo Governo do Estado terão mais proteção e qualidade, haverá um aumento da prevenção às fraudes e corrupção, uma melhor aplicabilidade das leis e normas e ainda maior atuação e intensificação do controle social e da transparência.
Estas ações também refletirão na forma de como o Governo do Estado deve operar sua gestão municipalista – com visão e contribuição estratégicas – na missão de governar e manter não só a aproximação com todas as instituições estaduais, mas também com as 79 cidades que integram Mato Grosso do Sul.
Karla Tatiane, CGE-MS
Foto Capa: Chico Ribeiro/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
-
Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
-
Celulose em Destaque6 dias atrásArauco inicia instalação das vigas da ponte ferroviária sobre o córrego São Mateus, em Inocência (MS)
-
Arapuá6 dias atrás5ª Feirinha da Agricultura Familiar de Arapuá abre espaço gratuito para produtores e pequenos empreendedores
-
Trânsito7 dias atrásPai e duas filhas morrem em grave acidente na BR-163 durante viagem para velório do avô
-
Suzano6 dias atrásEm iniciativa pioneira no setor, Suzano desenvolve operação remota de colheita florestal em MS