Tecnologia
Consequências e desafios da nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as empresas
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) altera significativamente as obrigações das empresas quanto ao manuseio e tratamento de informações pessoais de seus colaboradores, funcionários de empresas terceirizadas, clientes e fornecedores. E tem a finalidade de aumentar a proteção à privacidade dos indivíduos e o controle sobre seus próprios dados.
Hoje as empresas utilizam big data e analytics para extrair dados de clientes e assim oferecer produtos e serviços de forma mais assertiva, de acordo com gostos e preferências dos consumidores. Um dos principais dispositivos da lei referente a esse ponto é a obrigatoriedade da obtenção do consentimento expresso do titular do dado pessoal nas situações em que ocorrer seu tratamento, como no caso citado. A forma de obtenção desse consentimento pode variar, mas a anuência deve ocorrer.
Caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a responsabilidade de acompanhar e fiscalizar se as empresas estão cumprindo com a nova lei. Neste sentido, uma das ferramentas à disposição da Autoridade é um dispositivo que prevê a apresentação de um “Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais”, que poderá ser solicitado a qualquer momento pela ANPD e deverá conter, minimamente, a descrição dos processos de tratamento de informações pessoais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco. Essa é mais uma forma da ANPD ter visibilidade de como as empresas utilizam dados pessoais para fins de “big data e analytics”.
Assim, a nova lei impactará diretamente todos os setores produtivos da economia, que de alguma forma, faz uso ou mesmo simplesmente coleta dados pessoais, , afetando-os em menor ou maior grau. Empresas de serviços ao consumidor possivelmente terão mais trabalho na adequação à lei, por conta do alto nível de interação com estes e com a vasta cadeia de valor associada à prestação desses serviços. Mas como as empresas podem se adaptar à nova lei? O primeiro passo é sem dúvida um mapeamento criterioso das atividades de cada departamento interno da empresa no tocante à coleta e ao tratamento de dados pessoais. A partir daí a empresa terá uma lista de ações específicas para cada departamento de forma a atender aos requisitos da lei. Depois do mapeamento vem a implementação propriamente dita, que também traz suas complexidades e vai depender das características de cada departamento.
Em uma visão macro a promulgação da lei põe o Brasil no rol de mais de 100 países que poderiam ser considerados adequados para proteger a privacidade e o uso de dados. Essa é uma sinalização positiva e mostra a preocupação do governo em lidar de forma responsável na prevenção de eventos de vazamento de dados em massa noticiados na mídia internacional.
A LGPD terá entre seus principais desafios a missão de conscientizar a sociedade de que “dado pessoal” é um bem de valor que deve ser protegido, sob pena de trazer prejuízos ao indivíduo se for utilizado indevidamente e para fins diferentes do que foi consentido pelo titular, ou seja uma mudança de “mind set”.
Outro ponto é o tempo de adequação das empresas à lei, em princípio fixado para fevereiro/2020, o que é um prazo bem curto, considerando todos os ajustes que as empresas terão de fazer em seus sistemas internos e procedimentos.
A lei oferece múltiplos benefícios, e entre os beneficiários está o titular do dado pessoal, que é ponto focal da Lei. A LGPD traz especial relevância no que se refere à transparência para o uso de dados pessoais, à compatibilização do uso destes com as finalidades informadas e a respectiva responsabilização do agente que os coleta. De forma resumida, significa limitar o uso das informações ao mínimo necessário para que se possa atingir a finalidade pretendida, além de garantir a eliminação dos dados depois de atingida tal finalidade.
Caso a empresa descumpra a lei, ela sofrerá penalidades que incluem: (i) advertência, (ii) publicitação da infração e (iii) multa que pode chegar até 2% do faturamento bruto da empresa, limitada no total de R$ 50 milhões, por infração.
*Sergio Maia é gerente de assuntos regulatórios da Hughes
Hughes Network Systems, LLC (HUGHES) é a líder global em tecnologia de banda larga via satélite e soluções residenciais e corporativas. Seu serviço de internet de alta velocidade via satélite é a HughesNet®, a maior rede satelital do mundo, com mais de 1,3 milhão de clientes residenciais e corporativos nas Américas do Norte e do Sul. Para grandes empresas e governos, a empresa oferece a solução de serviços de gerenciamento de redes HughesOn®, que provê soluções de conectividade completas com um mix otimizado de tecnologias terrestres e satelitais. O sistema Jupiter™ é a plataforma HTS mais utilizada do mundo, que opera com mais de 20 satélites para provedores, entregando um vasto serviço de banda larga, mobilidade e aplicações de backhaul para celulares. Até o momento, a Hughes entregou mais de 7 milhões de terminais de todos os tipos para consumidores em mais de cem países, representando cerca de 50% do market share, e sua tecnologia está possibilitado o uso serviços de banda larga para aeronaves em todo o mundo. Localizada perto de Washington, D.C., em Germantown, Maryland, EUA, a Hughes opera escritórios de venda e suporte no mundo todo e é uma companhia subsidiária da EchoStar Corporation (NASDAQ: SATS), provedora premium global de operações de satélite. Para mais informações sobre a Hughes, visite a página www.hughes.com.br e siga a @HughesConnects no Twitter.
A EchoStar Corporation (NASDAQ: SATS) é um provedor global premium de soluções de comunicação via satélite. Localizada em Englewood, no Colorado, EUA, faz negócios em todo o mundo e é pioneira em tecnologias de comunicação seguras por meio dos segmentos de negócio Hughes Network Systems e EchoStar Satellite Services. Para mais informações, visite www.echostar.com. Siga a @EchoStar no Twitter.
Tecnologia
Prédios que respiram: a arquitetura que ajuda a enfrentar o calor sem depender do ar-condicionado
Ventilação cruzada, sombreamento, escolha adequada de materiais e telhados verdes estão entre as estratégias usadas para melhorar o conforto térmico e reduzir a dependência da climatização artificial
Com a aproximação da primavera e a elevação gradual das temperaturas, o projeto das edificações ganha um papel central na busca por ambientes mais confortáveis sem depender exclusivamente do ar-condicionado. A chamada arquitetura bioclimática considera as características do clima e do local desde o planejamento da construção, utilizando fatores como direção dos ventos, incidência solar, temperatura média e umidade para definir as melhores soluções.
Um estudo de 2023 realizado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) apontou que a implementação de estratégias bioclimáticas em habitações populares reduziu o consumo de energia em até 82,6%, com o percentual de horas dentro de uma faixa de temperatura tida como confortável ficando em torno de 80% do dia. O investimento adicional necessário para a implementação das estratégias não chegou a 7% do valor total da edificação.
É nesse contexto que aparece a expressão “prédio que respira”. A ideia está relacionada a edificações que favorecem a renovação natural do ar e aproveitam as condições do ambiente para melhorar o conforto interno. Segundo Vitor Del Giudice Pena, professor de Arquitetura e Urbanismo da UNIASSELVI, um dos principais recursos é a ventilação cruzada, que permite a circulação do ar entre diferentes aberturas.
“Não é apenas abrir grandes janelas. O projeto precisa entender de onde o vento vem, por onde ele entra, como ele percorre o ambiente e por onde ele sai”, explica Vitor. Para isso, a posição das janelas, a orientação da edificação e até a presença de construções vizinhas precisam ser consideradas. Em situações nas quais a ventilação natural não é suficiente, sistemas mecânicos de ventilação ou exaustão podem complementar a estratégia.
“Em alguns projetos mais específicos também podem ser utilizadas estratégias mais complexas, como torres de ventilação, pátios internos ou sistemas subterrâneos de condicionamento do ar”, complementa o especialista.
Cada clima exige uma resposta
A arquitetura bioclimática pode ser aplicada tanto em grandes edifícios quanto em residências, mas as soluções precisam ser adaptadas às condições de cada região brasileira. “Nosso país possui diferentes zonas climáticas e as estratégias precisam ser adaptadas a cada uma delas. Uma solução que funciona muito bem em uma região mais quente, como o Nordeste ou o Centro-Oeste, pode não ser a melhor escolha para uma região fria, como o Sul ou o Sudeste”, afirma Pena.
Além da ventilação cruzada, que funcionaria em boa parte dos contextos brasileiros, há outras soluções mais específicas que podem ser avaliadas na criação de um projeto arquitetônico. “Podemos trabalhar com sombreamento das fachadas e das aberturas; orientação adequada da edificação em relação ao nascente e ao poente do sol; proteção contra a radiação solar direta; utilização de materiais apropriados e, dependendo da situação, estratégias como o ‘efeito chaminé’, com aberturas em diferentes alturas para facilitar a saída do ar quente”, enumera o professor da UNIASSELVI.
Material certo para o contexto da edificação
A escolha dos materiais também interfere diretamente no comportamento térmico das construções. Características como condutividade térmica, densidade e capacidade de armazenar calor determinam como cada sistema construtivo absorve, transmite e libera energia.
“Em algumas situações, podemos buscar materiais e sistemas construtivos que dificultem a transferência de calor, funcionando como uma espécie de barreira térmica. Em outras, podemos aproveitar a capacidade térmica de determinados materiais para armazenar calor e liberá-lo posteriormente, em horários mais frios do dia”, explica o especialista.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas o material isoladamente, mas sua aplicação em conjunto com o sistema construtivo e as condições climáticas do local. “Não existe simplesmente um ‘material melhor’ para o conforto térmico. O mais importante é entender qual é o comportamento daquele material dentro do sistema construtivo e em relação ao clima onde a edificação está localizada”, explica Pena.
‘Telhado verde’ vai além da estética
Outra estratégia que pode ser incorporada aos projetos são os ‘telhados verdes’, sistemas de cobertura de edificações que recebem vegetação, reduzindo a transferência direta da radiação solar para a cobertura e contribuindo para melhorar o desempenho térmico do edifício.
“Além da estética, o telhado verde pode funcionar como uma estratégia de desempenho ambiental. Mas ele exige projeto adequado, execução especializada e manutenção posterior, justamente para evitar problemas”, ressalta o professor.
O sistema também pode ajudar no gerenciamento das águas pluviais, retendo parte da chuva e liberando-a gradualmente. Mas, para isso, a adoção exige planejamento específico. “É importante destacar que telhados verdes não são simplesmente terra e plantas colocadas sobre o edifício. Existe uma composição de camadas necessária para que o sistema funcione corretamente, como estrutura apropriada, impermeabilização, sistemas de drenagem e filtragem, entre outras camadas específicas”, afirma Vitor.
Mais do que depender de uma tecnologia isolada, a arquitetura bioclimática busca integrar diferentes decisões desde o início do projeto. Ventilação, orientação, sombreamento, materiais e vegetação podem atuar em conjunto para aproveitar melhor as condições naturais do local e contribuir para o conforto dos usuários.
Sobre a UNIASSELVI
A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação e Profissionalizantes, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.
Tecnologia
Descartes usa IA para acelerar processos aduaneiros e reduzir trabalho manual com documentos
A Descartes Systems Group, líder global em conectar empresas intensivas em logística no comércio internacional, anunciou novos recursos de Image Document Management (IDM) baseados em inteligência artificial (IA). Esses recursos ajudam despachantes aduaneiros, forwarders e prestadores de serviços logísticos a acelerar a preparação de declarações aduaneiras, além da criação e execução de embarques. Com agentes de IA treinados para operações logísticas e incorporados diretamente às soluções de transporte e aduaneiras da Descartes, as organizações podem transformar documentos comerciais em dados prontos para uso operacional, reduzindo a entrada manual de dados e aumentando a eficiência operacional.
“Inserir dados de fatura comercial é uma das atividades que mais consome tempo no processo de importação, especialmente quando os embarques envolvem documentos complexos com centenas de itens de linha”, disse Scott Sangster, General Manager, Logistics Service Providers da Descartes. “Em vez de simplesmente digitalizar documentos um a um, nossa solução de IDM habilitada por agentes interpreta faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos relacionados ao embarque dentro do seu contexto. Ela consegue extrair, validar e preparar dados que podem iniciar imediatamente fluxos de trabalho aduaneiros e de transporte, com significativamente menos exceções e correções manuais. Ao eliminar a necessidade de redigitar informações de múltiplos documentos e permitir que os usuários permaneçam dentro das aplicações Descartes que já utilizam, as organizações conseguem processar volumes maiores de embarques com mais consistência e muito menos esforço manual.”
Por meio da Descartes Global Logistics Network™ (Descartes GLN™), os recursos de IDM baseados em IA permitem que as organizações processem documentos comerciais diretamente dentro das aplicações Descartes que utilizam no dia a dia para criar embarques e preparar declarações aduaneiras. Diferentemente de soluções isoladas de processamento de documentos com IA, que exigem aplicações separadas, integrações personalizadas ou transferências manuais de informações entre sistemas, a solução da Descartes elimina a troca de fluxos de trabalho entre plataformas, reduz a complexidade de implementação e acelera o tempo de retorno. A solução também é capaz de entender e processar múltiplos tipos de documentos associados a um mesmo embarque.
Principais benefícios
- Menos entrada manual de dados por meio da extração, interpretação e preparação, orientadas por IA, de informações aduaneiras e logísticas a partir de faturas comerciais, conhecimentos de embarque, packing lists e outros documentos comerciais.
- Preparação mais rápida de declarações aduaneiras e criação de embarques por meio de dados prontos para uso operacional, capazes de iniciar transações aduaneiras e de transporte sem redigitação.
- Processamento mais consistente de documentos relacionados ao embarque, com menos exceções, correções manuais e retrabalho em operações aduaneiras e logísticas de alto volume.
- Maior escalabilidade operacional por meio da ampliação da capacidade de processamento de documentos, que sustenta o crescimento do negócio sem aumento proporcional de equipe.
- Adoção de IA simples e prática por meio de agentes treinados para logística, incorporados às soluções Descartes já existentes, eliminando a necessidade de aplicações isoladas, integrações complexas ou modelos de IA treinados pelo cliente.
“Embora o processamento de documentos continue sendo uma das maiores fontes de esforço manual nas operações de despacho aduaneiro e logística, a maioria dos clientes não está em busca de mais uma aplicação de IA isolada para gerenciar documentos”, disse Ken Wood, Executive Vice President of Product Management da Descartes. “Nossa solução automatiza uma das atividades que mais consome tempo nas operações aduaneiras e logísticas por meio de capacidades agênticas incorporadas à plataforma Descartes que os clientes já usam todos os dias. O objetivo não é simplesmente ler um documento de embarque, mas compreender rapidamente seu contexto logístico e preparar os dados necessários para movimentar declarações aduaneiras ou embarques de forma mais rápida e precisa.”
Saiba mais sobre os recursos de Image Document Management baseados em IA da Descartes.
Sobre a Descartes
A Descartes impulsiona supply chains internacionais e domésticas mais responsivas, eficientes, seguras e sustentáveis, conectando empresas intensivas em logística em sua Global Logistics Network (GLN). Embarcadores, transportadoras e prestadores de serviços logísticos se conectam e colaboram na GLN, utilizando tecnologia, dados e IA para gerenciar entregas de última milha, embarques nacionais e internacionais, cotação e pagamento de fretes, pesquisas de comércio global, conformidade aduaneira e uma variedade de processos regulatórios. Saiba mais sobre a Descartes em www.descartes.com e conecte-se conosco no LinkedIn e no X.
-
Eldorado6 dias atrásEldorado Brasil abre 90 vagas de trainee para operador e mecânico de máquinas florestais em MS
-
Câmara Municipal de Três Lagoas6 dias atrásEm Três Lagoas| Sessão do Parlamento Jovem conta com aprovação de cinco projetos de lei e posse de vereador
-
Três Lagoas6 dias atrásQuanto o calor pode chegar em Três Lagoas nesta segunda-feira (28)?
-
Celulose em Destaque6 dias atrásArauco inicia ampliação da área de emergência do Hospital Municipal de Inocência