Notícias da Região
Conheça a história do Bar do Cazuza, uma viagem ao passado
V
amos conhecer a história do popular “Cazuza” de nome José Roseno Filho, o Bar mais conhecido de nossa região, esse belo relato é contado por Luis Alberto, que em sua página pessoal nos abrilhanta com belas histórias, uma viagem ao passado.
Quem trafega pela MS-112 sentido Inocência-MS, um pouco à frente da confluência com a MS-344 que vai para Selviria, vai passar pelo do Bar do Cazuza.
Hoje uma construção de alvenaria tomou conta do lugar onde outrora tinha uma casa de tábuas ao fundo e, à frente, construído com o mesmo material o depósito de mercadorias.
Atrás do balcão do velho bar, adornado por algumas garrafas na prateleira, um baleiro giratório, um expositor de doces e bolachas e alguns bancos onde os sertanejos sorviam uma deliciosa aguardente, o cartão de visitas era o sorriso cordial do caboclo de pele morena queimada pelo sol, cujo nome de nascimento era José Roseno Filho, oriundo do Estado do Ceará.
Popularmente conhecido por Cazuza, instalou o seu comercio naquele ponto na década de 60 quando o progresso ainda era tema dos antigos programas de rádio como era veiculados na Voz do Brasil e no Repórter Esso da Rádio Nacional.
Quando jovem Cazuza era musculoso, usava a camisa com dois botões abertos, às vezes ostentava cordão de ouro no pescoço com uma medalha de um santo de sua devoção, um dos camaradas mais cordiais e servidor que eu conheci. Com o Cazuza não tinha tempo ruim.
Além de exímio comerciante ele atendia a todo tipo de demanda, detinha informações preciosíssimas, sobre compra e venda de gado, de terras, tinha largo conhecimento da região, como ele mesmo dizia “se você conseguiu chegar até aqui não se perde mais”.
Atuava como uma espécie de caixa postal paralela dos Correios, telegrama, cartas encomendas, tudo vinha parar no seu bar, dali se fosse urgente, por exemplo telegrama e notícias de fatos inadiáveis, ele lavava o mais rápido possível até o destinatário.
Tinha vários cadernos de fiados, onde anotava as compras que os moradores da região faziam e pagavam do jeito que podiam, era tudo minuciosamente anotado e amarrado no “fio do bigode.”
Naqueles tempos difíceis os ônibus que faziam esse trajeto, tinham parada obrigatória no seu bar. Aliás constava no bilhete de embarque e desembarque o Ponto Novo, como era chamado o bar do Cazuza.
No Bar do Cazuza acampavam os boiadeiros sedentos em tirar o pó da garganta acumulado por dias seguidos comendo poeira no corredor. Ali também acampavam o pessoal da extinta DERMAT e SUCAM e nos finais de semana a peonada se reunia para contar lorotas e “matar o bicho.”
O Bar do Cazuza era referência, assim como ele era de um respeito ímpar, se alguma mulher ficasse sob a sua tutela para pegar uma carona, antes dela embarcar o Cazuza rezava um “Be-a-bá” de recomendações para o motorista cujo final era recitado com o seguinte teor: “se algo acontecer com essa comadre na viajem, você vai se ver comigo depois”.
Recordo a vez que a minha mãe estava internada aqui na cidade e teve alta, voltou para a fazenda sem avisar e lá por volta das 08:00 da noite o Cazuza apareceu lá em casa a pé, veio trazer a minha mãe.
No bar do Cazuza eu fiz o meu primeiro fiado no caderno, eu comprava guloseimas e no final do mês ia lá pagar a conta, e já ficava pendurado com outra.
Certa ocasião, naquela fazenda em frente onde hoje é um assentamento antiga Fazenda São Joaquim, veio morar um gaúcho criador de cavalos, cujos filhos, eram todos de porte atlético avantajados, jogavam muito bem futebol, e, o Cazuza não perdeu tempo, somando-se aos outros peões das fazendas vizinhas, montou um time de futebol.
E passou a organizar torneios, onde se reuniam para disputas de troféus, as Fazendas São Marcos, o Rezende, a Fazenda Taboca, Fazenda Alvorada, Reflorestamento Urutu, o time do povoado de São Pedro e, até o time de Inocência vinha competir.
Volta e meia a peonada se desentendia, porém, bastava um sermão do Cazuza que todos sem exceção abaixavam a cabeça e tudo voltava a normalidade, ele era tão respeitado quanto os nossos pais.
Salvo engano, o Cazuza nunca quis se candidatar a um cargo eletivo, mas gozava do respeito de políticos famosos, como os deputados estaduais, Waldomiro Gonçalves (in memorian), Akira Otsubo, o Senador Ramez Tebet (in memorian) e os prefeitos de Selvíria, Inocência e Três Lagoas.
Por conta da facilidade com que tinha em se relacionar com políticos influentes e da sua preocupação com as crianças sem estudos da região, conseguiu trazer para a sua propriedade uma extensão da Escola de Primeiro Grau de Selviria, cujo nome da sala de aula lhe foi atribuído, numa forma de homenageá-lo pelos seus esforços em prol da causa.
Além dessas qualidades, o cazuza tinha um lado espetacular, era muito simpático, brincalhão e muito sábio.
O seu lado sábio ele demonstrava quando a situação era de difícil solução, como numa vez que chegou um pessoal da CESP que atendia falta de luz já bem no meio da tarde, e pediu para que ele arrumasse umas refeições. Porém, por já ter se passado a hora do almoço, só havia alguns pedaços de frango caipira na panela, e o Cazuza disse: O frango é pouco meninos, mas se souberem comer ainda sobra”.
O seu lado cômico, ele exercia com os desavisados, afirmava ele com toda franqueza que sabia “ler a sorte” olhando apenas as linhas das mãos.
Quem não o conhecia, estava fadado a virar motivo de chacotas para os demais, pois normalmente o final das previsões cabalísticas do Cazuza sempre colocavam o candidato em maus lençóis, pois a plateia aguardava ansiosa o desfecho para rolar de rir da expressão de decepção do candidato.
Cazuza deixa uma história de vida maravilhosa e invejável, ele e a sua esposa dona Nadir, criaram e educaram sete filhos, (Cido, Argemiro, Genésio, Japão, Gentil, Nenê e a Rose), a maioria deles moram ali naquele pedaço de terra adquirido junto ao grande fazendeiro Ostanilo Garcia Moreira.
Aquele pedaço de chão era motivo de muita satisfação para o Cazuza, principalmente quando alguém chegava por lá e perguntava:
– Tudo isso aqui é seu Cazuza?
E ele matreiro respondia, é sim!
E a bisbilhotice instigava o curioso a indagar:
Quantos alqueires são?
Os olhos do Cazuza brilhavam quando respondia na maior seriedade:
– “Beira os mil e quatrocentos alqueires!”
Surpreso o camarada exclamava:
– Puxa vida então você está com a vida mansa, está com o burro na sombra!
E o Cazuza se desmanchava em risos, e dizia:
– Os mil e, quatrocentos alqueires, são do fazendeiro vizinho, o meu malê má, mede um alqueire.
E aí a tudo terminava em risos e, com ele abrindo uma garrafa para selar a boa prosa ampliando o seu vasto catálogo de excelentes amizades.
Saudades de um tempo de dificuldades, onde de trafegar na MS-112 em tempos chuvosos, nas subidas escorregadias, dos Córregos Beija-Flor, Lagoa Amarela, Carro Queimado, Periquitos, na Baixada da Encrenca, no massapê da subida da fazenda Atalho no Ponto Moreira, no saibro escorregadio do Ponto Recreio, no varjão do São Pedro e na subida do Córrego São Mateus, eram sinônimos de desenvoltura e experiência.
E naquela labuta, o Ponto Novo ou Bar do Cazuza, para quem ia ou vinha, soava um “Oásis’ em meio as brenhas que sufocavam a estreita senda que ligava as Terras de Trajano encravada na barranca do Rio Paraná à Cidade Romance, fincada na “bocaina” da Serra da Moranga, como bem assentou Visconde de Taunay em sua magnifica obra, Inocência.

Notícias da Região
Anta, lobo-guará e onça-parda encontram refúgio em reserva natural mantida pela CESP em Mato Grosso do Sul
A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cisalpina se tornou um refúgio estratégico para centenas de espécies de animais silvestres na região leste de Mato Grosso do Sul. Conforme estudo do Programa de Monitoramento de fauna da CESP (Companhia Energética de São Paulo), em andamento na unidade de conservação, entre as 113 espécies catalogadas até o momento, estão a anta (Tapirus terrestris), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a onça-parda (Puma concolor), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a arara-canindé (Ara ararauna) e o chora-chuva-preto (Monasa nigrifrons), que, juntas, somam seis registros com algum grau de ameaça de extinção nas listas oficiais (ICMBio/SALVE e IUCN).
Localizada em Brasilândia (MS), área de influência da UHE Porto Primavera, a Reserva tem 3.857 hectares preservados e reúne, num mesmo território, ambientes de Cerrado, Mata Atlântica do Interior e áreas úmidas da planície do rio Paraná. É esse mosaico de paisagens que explica a diversidade encontrada já nas primeiras campanhas de monitoramento: 91 espécies de aves, 12 mamíferos, oito de anfíbios e duas espécies de répteis, registradas ao longo de três campanhas de monitoramento, iniciadas no segundo semestre de 2025 e que segue e andamento.
“A Cisalpina é um santuário para a fauna silvestre e uma reserva estratégica para o futuro do Cerrado. Seus 3.857 hectares estão inseridos em uma área de proteção permanente de aproximadamente 17 mil hectares, formando, junto com outras áreas preservadas, um conjunto de mais de 21 mil hectares conservados. Esse território oferece abrigo para espécies ameaçadas, como mostra o resultado parcial desse estudo, e ajuda a manter o equilíbrio de toda a região”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.
A anta é a que carrega o status de conservação mais crítico, considerada Vulnerável (VU) nas avaliações nacional e internacional. O lobo-guará, símbolo dos ambientes abertos do Cerrado, também é Vulnerável (VU) tanto no estado quanto no país. Já a onça-parda, classificada como Quase Ameaçada (NT), reforça a relevância da Reserva por se tratar de um grande predador que depende de extensas áreas de vida para sobreviver.
Programa de Monitoramento de Fauna
A ação faz parte do Programa de Monitoramento de Fauna da companhia, que visa, por meio de diferentes técnicas de avistamento, acompanhar o comportamento da fauna na unidade de conservação.
“Esse acompanhamento fortalece a gestão ambiental e contribui para a proteção desse patrimônio natural. O monitoramento é uma ferramenta importante para entender a relação entre as espécies e os ambientes que compõem esse território, ampliando o conhecimento sobre a área e reunindo informações que apoiam decisões e orientam ações de conservação e manejo”, completa Veronez.
Para chegar a esses números, a equipe combinou pontos de escuta, transectos, busca ativa, armadilhas fotográficas e encontros ocasionais, somando cerca de 1.483,5 horas de esforço amostral, boa parte dela graças ao funcionamento contínuo das câmeras que flagram mamíferos sem interferir em seu comportamento.
O trabalho é conduzido por uma equipe de biólogos especializados em fauna, responsável pela identificação das espécies registradas na área de estudo. Das oito campanhas previstas no programa, três já foram concluídas, e as demais serão realizadas até 2027, contribuindo para o acompanhamento da biodiversidade e avaliação da efetividade das ações de conservação desenvolvidas na região.
Sobre a CESP
Somos uma empresa de energia com foco em geração de energia elétrica, de forma inclusiva e responsável, priorizando o desenvolvimento local para renovar toda a sociedade. Há mais de cinco décadas, produzimos energia elétrica no estado de São Paulo. Operamos com duas usinas hidrelétricas localizadas na região sudeste – Paraibuna e Porto Primavera – que, juntas, somam 1.627 megawatts (MW) de capacidade instalada. O mercado suprido pela CESP é composto pelas principais distribuidoras do país e por diversos agentes do mercado. Saiba mais: https://www.cesp.com.br/
Notícias da Região
Publicidade e Propaganda da UNIGRAN é destaque entre os finalistas do Prêmio Cria do Mato 2026
O curso de Publicidade e Propaganda da UNIGRAN é finalista, pela primeira vez, do Prêmio Cria do Mato 2026, uma das principais premiações de criação publicitária da região. Na categoria Universitária, que reúne trabalhos de estudantes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dois dos três trabalhos finalistas são de acadêmicos da UNIGRAN, colocando o curso em evidência entre as produções selecionadas nesta edição.
Ao todo, 262 peças foram inscritas no Prêmio, representando campanhas ligadas a 82 marcas anunciantes. Os trabalhos foram avaliados por um júri formado por profissionais de reconhecimento nacional. Os vencedores serão anunciados no dia 6 de novembro, durante a cerimônia de premiação, em Campo Grande (MS).
Nesta edição, a categoria Universitária propôs aos estudantes o tema ‘Criar é mais do que gerar’. O desafio convidou os participantes a refletirem sobre o uso da inteligência artificial no cotidiano e nos processos criativos, destacando o papel do olhar humano na construção de ideias com significado e propósito. As propostas incluíram a criação de VT, spot e banner para internet.
A presença de dois trabalhos da UNIGRAN entre os três finalistas evidencia a produção acadêmica desenvolvida pelos estudantes do curso e a conexão da formação com os desafios e transformações do mercado publicitário.
Para o curso de Publicidade e Propaganda, a conquista representa também o reconhecimento da criatividade, da capacidade técnica e do olhar estratégico desenvolvido pelos acadêmicos ao longo da graduação.
O Prêmio Cria do Mato – Prêmio RMC de Criação Publicitária reúne produções de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e contempla nove categorias: Marca, Performance, Marca Regional, Performance Regional, Órgãos Governamentais, Concessionárias e Sistema S, Spot, Jingle, Digital e Universitária.
Na categoria Universitária, os estudantes finalistas concorrem a troféus e diplomas oficiais, além da possibilidade de ter seus trabalhos veiculados na TV, nas rádios e nos portais da RMC.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de novembro, em Campo Grande, reunindo agências, produtoras, anunciantes, profissionais do mercado publicitário e representantes da comunidade acadêmica.
UNIGRAN na final
Dos três trabalhos selecionados para a final da categoria Universitária, dois são de acadêmicos do curso de Publicidade e Propaganda da UNIGRAN.
O resultado reforça a participação do curso no cenário da criação publicitária regional e valoriza uma formação que aproxima os acadêmicos de desafios reais, estimulando criatividade, estratégia e inovação.
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