Mato Grosso do Sul
Com novo sistema de cadastro, Bolsa Atleta e Bolsa Técnico batem recorde de inscrições
O prazo de inscrições do Bolsa Atleta e Bolsa Técnico 2023/2024 se encerrou na última sexta-feira (23) com número recorde. Ao todo, 1.423 pessoas inscreveram-se nos programas de incentivo do Governo de Mato Grosso do Sul, coordenados pela Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) e Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania).
O número representa aumento de 50% em comparação ao último ano, quando 947 pleiteantes se inscreveram, de acordo com balanço do Cogeb (Comitê Gestor da Bolsa Atleta e Bolsa Técnico). Além disso, 2.258 pessoas se cadastraram na nova plataforma on-line, somando-se os que concluíram ou não o processo de inscrição.
O coordenador do Cogeb, Domingos Sávio da Costa, atribuiu o crescimento no número de inscritos a três fatores: a massificação de políticas públicas implantadas pelo Governo nos últimos anos, ampliando o número de pessoas praticando esporte; o aumento significativo no número de vagas e valor das bolsas destinadas a atletas e técnicos, além da implantação do novo sistema on-line de inscrição, que facilitou e democratizou o acesso.
“Percebemos que a Bolsa contribuiu para que Mato Grosso do Sul tenha mais atletas participando de competições importantes, nacional e internacionalmente”, destaca Domingos. “A nova plataforma de inscrição criada pela SGI (Superintendência de Gestão da Informação) trouxe mais agilidade no momento da inscrição, permitindo o acesso pelo computador e celular de maneira muito simples”, completa o gestor.
Com o sistema de inscrição modernizado, os solicitantes podem acompanhar todas as etapas do processo seletivo, de forma desburocratizada e transparente. Nos próximos dias será publicada no Diário Oficial do Estado a lista completa de todos os pleiteantes que tiveram inscrição bem-sucedida na plataforma. Posteriormente, será divulgada a relação com os candidatos deferidos e indeferidos.
Ao todo, o programa contemplará 346 atletas e 38 técnicos nesta edição, com recursos mensais de R$ 331 mil e R$ 3,97 milhões somando-se todos os pagamentos (12 meses). Os valores das bolsas por mês variam de R$ 500,00 a R$ 1.500,00. Os recursos são provenientes do FIE (Fundo de Investimentos Esportivos).
As oito categorias do Bolsa Atleta estão divididas da seguinte forma: Estudantil (121 bolsas de R$ 500), Universitário (15 de R$ 950), Nacional (134 de R$ 950), Nacional Paralímpico (28 de R$ 950), Máster (11 de R$ 950), Pódio Complementar (11 de R$ 1.200), Pódio Complementar Paralímpico (13 de R$ 1.200) e Internacional (13 de R$ 1.200). O Bolsa Técnico tem duas categorias: Técnico I (19 bolsas de R$ 1.000) e Técnico II (19 de R$ 1.500).
Lucas Castro, Fundesporte
Fotos: Paulo Palhares/CRE Três Lagoas
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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