Mato Grosso do Sul
Ciclo 4 do PlanificaSUS aposta em indicadores e governança para qualificar o SUS em MS
Planejamento estadual busca consolidar avanços, apoiar municípios na leitura de resultados e ampliar a capacidade resolutiva da rede
Com foco no fortalecimento da governança e na qualificação da Rede de Atenção à Saúde, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) deu início, nesta terça-feira (27), à Oficina de Planejamento do Ciclo 4 – referente aos meses de janeiro a junho de 2026 – do PlanificaSUS Mato Grosso do Sul. O encontro reúne equipes técnicas, tutores e gestores estaduais para alinhar estratégias, pactuar prioridades e consolidar avanços do projeto no Estado.
A abertura foi marcada por um chamado ao fortalecimento institucional e à construção coletiva. Mais do que executar um projeto, a proposta é consolidar uma presença estadual estruturada nos territórios, por meio da atuação qualificada dos tutores, que representam o nível central e atuam como suporte direto às equipes locais.
A Oficina tem como objetivo principal definir as diretrizes do Ciclo 4 do PlanificaSUS, com base nos desafios identificados nos territórios, nas projeções de avanço das áreas técnicas e na necessidade de integrar ações já desenvolvidas à rotina da Secretaria. Durante a programação, os participantes revisam o planejamento estadual, analisam os indicadores do projeto, avaliam as estratégias que vêm apresentando resultados e identificam pontos que demandam reorganização e aprimoramento.
Ao destacar a importância do planejamento integrado, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, enfatizou que o fortalecimento da governança é um eixo estruturante da atual gestão. “Estamos consolidando um modelo de gestão orientado por planejamento, monitoramento e avaliação permanente. O PlanificaSUS é uma ferramenta estratégica para qualificar processos, integrar níveis de atenção e garantir maior eficiência na organização da Rede de Atenção à Saúde”, afirmou.
Durante as discussões, foi destacada a importância estratégica da atuação do tutor, compreendida não como uma intervenção isolada do Estado, mas como instrumento de fortalecimento da governança no território, onde as demandas emergem e as necessidades são identificadas com maior precisão. Ressaltou-se que é nesse espaço que se constroem, de forma articulada e colaborativa, os encaminhamentos necessários à qualificação da rede.
Ao abordar o papel dos indicadores no planejamento, o coordenador nacional do PlanificaSUS, Márcio Paresque, destacou que é fundamental que o Estado ofereça subsídios técnicos aos municípios para que possam ter um olhar mais claro sobre seus resultados. Segundo ele, isso significa apoiar as gestões municipais na qualificação da leitura dos indicadores, ampliando a capacidade de captação de recursos a partir do desempenho alcançado. Paresque ressaltou ainda que o debate em curso busca compreender como os indicadores usuais se relacionam entre si, de modo a fortalecer sua utilização estratégica no processo de gestão e tomada de decisão. A proposta metodológica do PlanificaSUS prevê o desenvolvimento de instrumentos e ferramentas que apoiem as equipes na organização dos processos de trabalho. O espaço também foi pensado para ampliar o diálogo com áreas estratégicas, como saúde mental e atenção às populações específicas, reforçando a necessidade de compreender a equidade como um eixo transversal da política pública, e não como um tema isolado. Consultora em gestão do projeto, Pryscylla Fidelis, ressaltou que o planejamento foi estruturado a partir de uma escuta qualificada das equipes. “Desde dezembro, desaceleramos para construir uma agenda mais alinhada à realidade do que é possível executar, considerando desafios e potencialidades. A ideia é fortalecer o que já está sendo desenvolvido nos territórios e aproximar ainda mais o projeto do fazer cotidiano das equipes”, afirmou. Segundo ela, a programação foi ampliada para permitir um olhar mais detalhado à Capital, reconhecendo especificidades e necessidades locais. “Quando dizem que a porta está aberta, nós entramos mesmo. Queremos entender como nosso trabalho dialoga com o que acontece na ponta, porque o cuidado em saúde acontece para as populações e nos territórios”, pontuou. A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES, Karine Cavalcante, destacou a preocupação em integrar o planejamento às ações rotineiras da Secretaria. “Não queremos que o PlanificaSUS seja percebido como um trabalho a mais. A ideia é amarrar o planejamento às ações que já fazem parte da rotina das equipes”, explicou. 
Entre as prioridades apresentadas está o fortalecimento da Rede Materno Infantil, com a capacitação das equipes de Atenção Primária nos protocolos de cuidado, estratificação de risco, revisão de fluxos de acolhimento, agendamento precoce do pré-natal, busca ativa e fortalecimento de vínculo com as gestantes. As atividades incluem oficinas presenciais e virtuais, além da elaboração de um instrumento orientador para a implementação da Rede Alyne no Estado, com foco em dar mais segurança à execução e alinhar as ações às pactuações já estabelecidas.
A avaliação interna indica avanços consistentes na organização da Rede de Atenção à Saúde e no fortalecimento da integração entre os diferentes níveis de atenção, refletindo maior alinhamento entre planejamento, execução e monitoramento das ações.
Nesse contexto, Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente na implementação do PlanificaSUS, iniciativa estratégica do Ministério da Saúde desenvolvida em parceria com o HIAE (Hospital Israelita Albert Einstein) e o CONASS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O projeto tem como propósito aprimorar e integrar a APS (Atenção Primária à Saúde) e a AAE (Atenção Ambulatorial Especializada), qualificando a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) e fortalecendo a capacidade resolutiva do sistema.
Com o início do Ciclo 4, a expectativa da SES é consolidar a cultura de planejamento integrado, fortalecer a governança regional e ampliar a capacidade resolutiva da rede, mantendo o foco na qualidade do cuidado ofertado à população sul-mato-grossense.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Rio Taquari volta a subir e coloca Coxim em situação de emergência, alerta Imasul
O Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), informa que o município de Coxim encontra-se em situação de emergência em razão da elevação do nível do rio Taquari.
De acordo com dados da Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm, indicando potencial para provocar danos materiais e riscos à integridade da população ribeirinha e de áreas próximas ao curso hídrico.
Mesmo após a redução observada na última semana, o nível do rio voltou a subir em decorrência das chuvas registradas nas últimas 24 horas. No início da noite de ontem (13), a marca atingiu novamente a cota considerada de inundação.
A previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec aponta variação de nebulosidade, possibilidade de pancadas de chuva e influência de frente fria nos próximos dias, especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari.
O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2. Com a elevação do nível do rio, há possibilidade de invasão das águas em áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, podendo agravar o cenário.
Diante do quadro, o Imasul recomenda atenção das autoridades locais e informa que, após deliberação técnica, será acionada a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.
O Instituto segue monitorando continuamente as condições hidrológicas e meteorológicas da região e manterá a população informada sobre qualquer alteração relevante.
Comunicação Imasul
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Peritos da Polícia Científica de MS orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’
Especialista em toxicologia forense alerta para cuidados simples que podem evitar crimes em ambientes festivos
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), orienta a população para os riscos do uso criminoso de substâncias conhecidas popularmente como “Boa Noite, Cinderela”, especialmente durante o período de Carnaval, quando há maior consumo de bebidas alcoólicas e maior circulação de pessoas em eventos públicos e privados.
De acordo com o perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, essas substâncias incluem, em geral, medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, que podem ser adicionados às bebidas sem que a vítima perceba. Os efeitos envolvem sonolência intensa, confusão mental, perda de memória e redução da capacidade de reação, o que facilita a prática de crimes.
“Essas substâncias reduzem rapidamente a percepção do ambiente e a capacidade de defesa da vítima, criando uma situação de extrema vulnerabilidade. Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo está errado quando os efeitos já estão avançados”, explica o perito.

A Polícia Científica realiza exames toxicológicos para identificação dessas substâncias durante as investigações, mas a orientação é que a prevenção seja priorizada. Entre os cuidados recomendados estão evitar aceitar bebidas de desconhecidos, não perder o copo de vista e desconfiar de alterações repentinas no sabor, cheiro ou nos efeitos da bebida.
Outro fator de risco é a associação dessas substâncias com o álcool, que potencializa os efeitos no organismo. “Mesmo em pequenas quantidades, a combinação pode causar desorientação severa. Ao perceber qualquer mal-estar incomum, a pessoa deve procurar ajuda imediatamente e, sempre que possível, estar acompanhada por alguém de confiança”, orienta Pedon.
Em situações suspeitas, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes e registrar ocorrência policial. A coleta de material biológico nas primeiras horas após o fato é essencial para a identificação das substâncias.
Ao compartilhar informações técnicas de forma acessível, a Polícia Científica contribui para que a população esteja mais atenta e saiba como agir diante de situações suspeitas, especialmente em períodos de maior exposição, como o Carnaval.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fotos: Maria Ester Rossoni
Fonte: Governo MS
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