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Mato Grosso do Sul

Casos de sucesso em MS serão apresentados pelo Governador em fórum empresarial nacional

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Quinto maior produtor de soja do Brasil em 2022, segundo de produtos florestais e quarto maior de milho, além de ser o terceiro maior produtor de carne bovina. Estas são as credenciais que colocam Mato Grosso do Sul como referência no agronegócio e um dos estados que terão destaque na 22ª edição do Fórum Empresarial Lide, realizado no Rio de Janeiro (RJ).

Números como estes e iniciativas que deram certo, corroborando para o progresso da economia sul-mato-grossense na última década, apesar da estagnação nacional, serão apresentados no evento pelo governador Eduardo Riedel, em um dos três paineis desta quinta-feira (29) no Fórum, tido como um dos mais importantes e representativos do país.

“A nova realidade do agro brasileiro” será debatida e explicada por Riedel, juntamente aos governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Mauro Mendes (Mato Grosso) e Gladson Cameli (Acre). Também participam presidente da John Deere na América Latina, Antonio Carrere, e o vice-presidente da Associação Braasileira do Agronegócio, Ingo Ploger.

Cada um deles terá 10 minutos de fala, seguido ao final por 50 minutos de debate sobre os conteúdos apresentados no palco. Além dos dados positivos da produção local, Riedel vai passar ao público números como a forte exportação sul-mato-grossense, hoje ocupando o primeiro lugar entre os produtos florestais e o segundo de milho no país.

MAIS: MS recebe destaque em evento da Firjan como referência em ambiente de negócios

“A industrialização do Estado é uma ação permanente, com volume de investimentos robustos, com a oportunidade do agronegócio se industrializar e se tornar uma potência agroalimentar. Será um desafio para o Brasil alimentar um planeta com 9 bilhões de pessoas em 2050”, destacou Riedel em recente fala para os dirigentes da Amcham (Câmara Americana de Comércio).

Entre as iniciativas que mostram como Mato Grosso do Sul tem evoluído no sentido da agroindustrialização está o ‘boom’ do chamado ‘Vale da Celulose’, na região leste do Estado. Somente ali, três empreendimentos de grande proporção e porte internacional já estão em operação, enquanto outros dois estão em fase de implantação.

Contudo, outras demandas como investimentos da J&F para ampliar o trabalho de mineração em Corumbá, a chegada da unidade de bioenergia Neomille à Maracaju e a criação de usina de geração de energia fotovoltáica, a popular energia solar, estão também na lista.

Ambiente positivo

Para se alcançar tal patamar, foi necessário criar um ambiente positivo de negócios em Mato Grosso do Sul, fazendo com que hoje investidores enxerguem o Estado como um local apto a abrigar seus empreendimentos. Isso passa pela adoção da desburocratização da gestão pública para os negócios a até a criação de práticas sustentáveis.

Algumas delas são a criação de um inventário de carbono e a ideia de se trabalhar por uma economia forte e de carbono neutro até 2030 – recentemente foi lançado em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul o REDD+ Serra do Amolar, que vai trabalhar com crédito de carbono, sendo a primeira iniciativa do tipo no Pantanal e em área úmida do mundo.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Foto: Álvaro Rezende


Relacionada:

Plano para neutralizar carbono em MS é apresentado por Riedel em evento nacional sobre sustentabilidade

Fonte: Governo MS

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Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS

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MS tem área desmatada equivalente a quase 350 campos de futebol — Foto: MPMS

Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.

As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.

Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.

Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.

A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.

Fiscalização com imagens de satélite

De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.

O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.

“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.

Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.

Operação nacional

A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.

A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.

Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O que acontece após a identificação do desmatamento

Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.

Entre elas estão:

  • Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
  • Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
  • Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
  • Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.

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Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.

A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Operação criança segura

A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.

Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.

A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.

Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.

Como denunciar?

O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.

As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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