Mato Grosso do Sul
Campanha ‘Janeiro a Janeiro’ reforça ações contínuas contra a hanseníase em MS
A campanha “Janeiro a Janeiro: Vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro” fortalece, em 2026, as estratégias de enfrentamento da doença em Mato Grosso do Sul, com foco no diagnóstico precoce, na vigilância ativa e na qualificação dos profissionais de saúde
Desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), a iniciativa amplia as ações de sensibilização da sociedade, combate ao estigma e fortalecimento da rede assistencial, com atenção especial ao acompanhamento de contatos, sobretudo em menores de 15 anos, indicador importante da transmissão ativa da doença.
Para a consultora em hanseníase da Gerência Estadual de Tuberculose, Hanseníase e Micoses Endêmicas da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Fabiana Pisano, o investimento contínuo em qualificação e vigilância é decisivo para o diagnóstico precoce. “O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação dos contatos favorece a quebra da cadeia de transmissão, prevenindo o desenvolvimento de incapacidades físicas. A hanseníase tem cura, e quanto mais cedo ela for identificada, melhores são os resultados”, destaca Fabiana.
Desafios no cenário nacional e estadual
No cenário nacional, o Brasil segue como o segundo país com maior número de casos novos de hanseníase no mundo, com taxa de detecção de 10,41 por 100 mil habitantes. O país ainda enfrenta desafios como a persistência da transmissão em crianças e o aumento de casos com grau 2 de incapacidade física, o que reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância e diagnóstico precoce.
Em Mato Grosso do Sul, dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) apontam 1.950 casos notificados entre 2021 e 2025, com crescimento recente nos registros, especialmente em 2024, quando foram contabilizados 456 casos, e em 2025, com 424 notificações.
Agenda de capacitações fortalece a Rede de Atenção à Saúde
Como parte da resposta estadual, a SES, por meio da Gerência Estadual de Hanseníase, intensifica o apoio técnico aos 79 municípios com uma agenda de capacitações voltadas à Rede de Atenção à Saúde. Entre as ações previstas estão a qualificação sobre sinais, sintomas e aplicação do teste rápido em contatos de casos novos, no dia 21 de janeiro, e a formação em Avaliação Neurológica Simplificada, em 3 de fevereiro, ambas realizadas pela plataforma Telessaúde.
Janeiro Roxo e articulação nacional
As atividades integram a mobilização nacional do Janeiro Roxo e antecedem o Dia Mundial de Enfrentamento da Hanseníase, celebrado em 25 de janeiro. Ainda como parte da programação, nos dias 29 e 30 de janeiro será realizada, em Brasília (DF), a solenidade nacional da campanha, reunindo representantes de estados, municípios e centros de referência para alinhamento técnico e fortalecimento da rede de enfrentamento.
Em Mato Grosso do Sul, a atuação conjunta da Gerência Estadual de Hanseníase e do Hospital São Julião tem papel estratégico na vigilância, na reabilitação e na formação de profissionais, contribuindo para a meta de eliminar a hanseníase como problema de saúde pública.
Tratamento gratuito e orientação à população
A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e contagiosa, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. O tratamento é gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), tem alta eficácia e interrompe rapidamente o risco de transmissão. Qualquer sinal ou sintoma suspeito, a população deve procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação.
André Lima, Comunicação SES
Foto: Arquivo SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Rio Taquari volta a subir e coloca Coxim em situação de emergência, alerta Imasul
O Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), informa que o município de Coxim encontra-se em situação de emergência em razão da elevação do nível do rio Taquari.
De acordo com dados da Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm, indicando potencial para provocar danos materiais e riscos à integridade da população ribeirinha e de áreas próximas ao curso hídrico.
Mesmo após a redução observada na última semana, o nível do rio voltou a subir em decorrência das chuvas registradas nas últimas 24 horas. No início da noite de ontem (13), a marca atingiu novamente a cota considerada de inundação.
A previsão meteorológica elaborada pelo Cemtec aponta variação de nebulosidade, possibilidade de pancadas de chuva e influência de frente fria nos próximos dias, especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari.
O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2. Com a elevação do nível do rio, há possibilidade de invasão das águas em áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, podendo agravar o cenário.
Diante do quadro, o Imasul recomenda atenção das autoridades locais e informa que, após deliberação técnica, será acionada a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.
O Instituto segue monitorando continuamente as condições hidrológicas e meteorológicas da região e manterá a população informada sobre qualquer alteração relevante.
Comunicação Imasul
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Peritos da Polícia Científica de MS orientam sobre cuidados relacionados ao ‘Boa Noite, Cinderela’
Especialista em toxicologia forense alerta para cuidados simples que podem evitar crimes em ambientes festivos
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, por meio da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), orienta a população para os riscos do uso criminoso de substâncias conhecidas popularmente como “Boa Noite, Cinderela”, especialmente durante o período de Carnaval, quando há maior consumo de bebidas alcoólicas e maior circulação de pessoas em eventos públicos e privados.
De acordo com o perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, essas substâncias incluem, em geral, medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, que podem ser adicionados às bebidas sem que a vítima perceba. Os efeitos envolvem sonolência intensa, confusão mental, perda de memória e redução da capacidade de reação, o que facilita a prática de crimes.
“Essas substâncias reduzem rapidamente a percepção do ambiente e a capacidade de defesa da vítima, criando uma situação de extrema vulnerabilidade. Em muitos casos, a pessoa só percebe que algo está errado quando os efeitos já estão avançados”, explica o perito.

A Polícia Científica realiza exames toxicológicos para identificação dessas substâncias durante as investigações, mas a orientação é que a prevenção seja priorizada. Entre os cuidados recomendados estão evitar aceitar bebidas de desconhecidos, não perder o copo de vista e desconfiar de alterações repentinas no sabor, cheiro ou nos efeitos da bebida.
Outro fator de risco é a associação dessas substâncias com o álcool, que potencializa os efeitos no organismo. “Mesmo em pequenas quantidades, a combinação pode causar desorientação severa. Ao perceber qualquer mal-estar incomum, a pessoa deve procurar ajuda imediatamente e, sempre que possível, estar acompanhada por alguém de confiança”, orienta Pedon.
Em situações suspeitas, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes e registrar ocorrência policial. A coleta de material biológico nas primeiras horas após o fato é essencial para a identificação das substâncias.
Ao compartilhar informações técnicas de forma acessível, a Polícia Científica contribui para que a população esteja mais atenta e saiba como agir diante de situações suspeitas, especialmente em períodos de maior exposição, como o Carnaval.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
Fotos: Maria Ester Rossoni
Fonte: Governo MS
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