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Arapuá

Assentamento 20 de Março é beneficiado por Projeto Horizonte 2 de Três Lagoas (MS)

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Cerca de 2 mil quilos de alimentos são adquiridos para as refeições servidas na obra de expansão da Fibria na cidade

A estratégia de investimento social da Fibria, líder mundial na produção de celulose de eucalipto, é baseada em um processo estruturado de relacionamento e engajamento com as comunidades vizinhas às suas operações, com o objetivo de promover desenvolvimento e geração de renda. Para fortalecer a economia local, os hortifrútis produzidos pelos agricultores familiares que participam do Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial (PDRT) são adquiridos pelo restaurante industrial do Projeto Horizonte 2 – construção de uma segunda linha de produção de celulose na unidade da Fibria em Três Lagoas (MS) -, para a preparação das refeições dos trabalhadores.

A comunidade do Assentamento 20 de Março em Três Lagoas, por exemplo, fornece cerca de 2 mil quilos de alimentos mensais para o restaurante do Projeto Horizonte 2, entre abóbora, cebolinha, coentro, salsa, couve manteiga, alface, almeirão, pimenta malagueta, berinjela, rúcula e chicória. Todos os alimentos são frutos do cultivo agroecológico, ou seja, sem a adição de agrotóxicos. Uma iniciativa da Fibria para oferecer mais qualidade de vida e nutrição aos trabalhadores da obra.

O assentamento faz parte do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial – PDRT, iniciativa da Fibria que promove o desenvolvimento local por meio do fortalecimento das associações comunitárias, focando no apoio às cadeias produtivas por meio da capacitação das comunidades. Entre as atividades do programa estão o cultivo do urucum, mandioca, abóbora, hortaliças, legumes e a melhoria do manejo da pecuária leiteira.

A produção mensal da comunidade 20 de Março é de 15,5 toneladas de hortaliças. A comercialização é realizada na Feira Livre e para restaurantes de Três Lagoas e, ainda, aos programas de fornecimento de alimentos para escolas públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Atualmente, somando todas as associações, o PDRT beneficia 842 famílias, que residem nas localidades de Três Lagoas, Brasilândia (MS) e Selvíria (MS). Desde o início do programa, há cinco anos, a renda média dos agricultores familiares que participam do programa apresentou melhora de 80%.

Sobre a Fibria

Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria é uma empresa que procura atender, de forma sustentável, à crescente demanda global por produtos oriundos da floresta. Com capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose, a companhia conta com unidades industriais localizadas em Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), além de Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint-operation com a Stora Enso. A companhia possui 969 mil hectares de florestas, sendo 568 mil hectares de florestas plantadas, 338 mil hectares de áreas de preservação e de conservação ambiental e 63 mil hectares destinados a outros usos. A celulose produzida pela Fibria é exportada para mais de 40 países. Em maio de 2015, a Fibria anunciou a expansão da unidade de Três Lagoas, que terá uma nova linha com capacidade produtiva de 1,95 milhão de toneladas de celulose por ano, e entra em operação no quarto trimestre de 2017. Saiba mais em www.fibria.com.br

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Arapuá

O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias

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Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).

​Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.

Escola desativada em Garcias

​De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”

​A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.

“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.

​A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.

​Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local

​O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:

  • Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
  • Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).

​O Símbolo do Abandono

​O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.

​Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.

Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS

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Por  Campo Grande News

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Arapuá

Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais

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A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.

O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.

Texto por: Raquel Tozi Foto por: Defesa Civil

Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS

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