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Agronegócios

Após impactos das chuvas, agricultura familiar recebe R$ 5,58 milhões hoje

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Com nove dos 15 municípios de Roraima em situação de emergência, cerca de 49 mil pessoas afetadas e dezenas de comunidades isoladas pelas enchentes, o Governo Federal anunciou nesta terça-feira (09.06) um pacote de R$ 5,58 milhões para fortalecer a agricultura familiar, apoiar povos indígenas e ampliar ações de segurança alimentar no estado. Os recursos serão destinados à compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, pescadores artesanais e comunidades tradicionais, além de atender regiões impactadas pelas fortes chuvas.

O maior aporte, de R$ 5,08 milhões, será aplicado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), permitindo a compra de aproximadamente 1,1 mil toneladas de produtos da agricultura familiar. A operação será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e deverá beneficiar tanto os produtores rurais quanto famílias em situação de vulnerabilidade social. Outros R$ 500 mil serão destinados a ações emergenciais em comunidades indígenas e municípios atingidos pelos temporais.

As chuvas vêm provocando transtornos em diversas regiões do estado. Segundo o governo de Roraima, há dezenas de pontos críticos monitorados, bloqueios em rodovias e estradas vicinais e comunidades isoladas, especialmente em áreas indígenas. Em algumas localidades, a elevação dos rios comprometeu o transporte de pessoas, o escoamento da produção agrícola e o abastecimento de alimentos.

Para o setor agropecuário, os recursos anunciados representam uma tentativa de manter a circulação de renda no campo em um momento de dificuldades logísticas. A compra institucional de alimentos garante mercado para pequenos produtores e ajuda a reduzir os impactos econômicos provocados pelas restrições de acesso às áreas rurais. A expectativa é que a aquisição dos produtos fortaleça cadeias locais ligadas à mandioca, hortaliças, frutas, pescado e outros alimentos produzidos pela agricultura familiar.

A agenda também prevê a entrega de três mini colheitadeiras do Programa Arroz da Gente e kits do Programa Mecaniza Mais para organizações indígenas e assentamentos da reforma agrária. Os equipamentos deverão contribuir para o aumento da produtividade e para a modernização das atividades agrícolas desenvolvidas pelas comunidades beneficiadas.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Confinamento avança no Brasil e amplia eficiência da produção de carne bovina

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Impulsionado pela demanda internacional por carne bovina e pela busca por maior produtividade nas fazendas, o confinamento de bovinos segue avançando no Brasil. Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que o sistema responde atualmente por cerca de 20% dos animais abatidos no país e registrou crescimento de 148% nas últimas duas décadas, consolidando-se como uma das principais estratégias de intensificação da pecuária nacional.

O crescimento do confinamento acompanha a expansão do mercado global para a carne brasileira. Em 2025, o país exportou 3,5 milhões de toneladas e faturou mais de R$ 90 bilhões, o maior resultado da história do setor. Nos quatro primeiros meses de 2026, a receita das exportações já se aproximava de R$ 30 bilhões. Para atender uma demanda cada vez maior por carne padronizada, de qualidade e com fornecimento regular, sistemas intensivos de produção ganharam espaço nas principais regiões pecuárias do país.

Nesse contexto, o confinamento ganhou protagonismo por permitir maior controle nutricional e acelerar o ganho de peso dos animais. Segundo pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisas Agronecuárias (Embrapa), bovinos terminados nesse sistema costumam ser abatidos entre 24 e 30 meses de idade, enquanto animais criados exclusivamente a pasto podem permanecer na propriedade por até 48 meses antes de atingir o peso ideal. A redução do ciclo produtivo aumenta a eficiência da atividade, melhora o giro do capital investido e amplia a capacidade de produção das fazendas.

Outra vantagem apontada por especialistas é o aumento da produtividade por hectare. Ao concentrar a fase final de engorda em áreas menores e com alimentação planejada, o pecuarista consegue utilizar melhor as pastagens disponíveis e destinar parte das áreas para recuperação, integração lavoura-pecuária ou outras atividades produtivas. O modelo é frequentemente citado como uma das ferramentas que permitiram à pecuária brasileira ampliar a produção nas últimas décadas sem crescimento proporcional da área ocupada.

Na prática, o confinamento é mais utilizado durante o período seco do ano, quando a qualidade e a disponibilidade das pastagens diminuem. A estratégia garante regularidade no fornecimento de animais para os frigoríficos e contribui para atender às exigências dos mercados consumidores, especialmente no segmento exportador, que demanda padronização de carcaças, qualidade da carne e previsibilidade de entrega.

O crescimento do sistema, no entanto, também tem gerado debates sobre bem-estar animal e gestão ambiental. Entidades de proteção animal defendem regras mais específicas para o setor, enquanto representantes da cadeia produtiva destacam que os confinamentos modernos operam sob protocolos sanitários rigorosos e padrões de manejo cada vez mais exigidos pelos mercados nacionais e internacionais.

Para especialistas da pecuária, a tendência é que o confinamento continue avançando nos próximos anos, impulsionado pela necessidade de produzir mais carne em menos espaço, aumentar a competitividade do setor e atender à crescente demanda global por proteína animal. Em um país que ocupa posição de liderança mundial no mercado de carne bovina, a intensificação produtiva é vista como um dos principais caminhos para sustentar o crescimento da atividade e fortalecer a presença brasileira no comércio internacional.

Fonte: Pensar Agro

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