Mato Grosso do Sul
Alerta sobre dipentilona identificada em MS integra boletim da ONU
A identificação de dipentilona em pó, realizada em Mato Grosso do Sul, foi incluída no boletim do primeiro semestre de 2026 do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), órgão da ONU. Divulgado no início de julho, o documento reúne alertas e tendências relacionados às novas substâncias psicoativas na América Latina e no Caribe.
O material foi apreendido em fevereiro de 2026 e analisado pelo IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul). Em 10 de março, a identificação foi comunicada ao SAR (Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas) e resultou no Alerta Rápido nº 03/2026.
Com o alerta, os dados produzidos na análise passam a integrar uma rede nacional de informações formada por laboratórios forenses, órgãos de segurança pública, serviços de saúde e instituições de pesquisa.
A emissão do alerta não cria uma nova proibição nem determina operações policiais. A dipentilona já integra a Lista F2 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, destinada às substâncias psicotrópicas de uso proscrito no Brasil.
O que é a droga e os riscos
A dipentilona, também denominada dimetilpentilona, pertence ao grupo das catinonas sintéticas. Para identificar o composto, os peritos criminais utilizaram Espectrometria de Infravermelho por Transformada de Fourier e Cromatografia Gasosa com Espectrometria de Massas.
As técnicas permitem determinar a composição química do material e comparar os resultados com dados de referência. Essa análise é necessária porque substâncias com aparência semelhante podem ter composições e efeitos diferentes.
As catinonas sintéticas atuam como estimulantes do sistema nervoso central e interferem na ação de neurotransmissores como dopamina, norepinefrina e serotonina. Seus efeitos podem ser semelhantes aos da cocaína, das anfetaminas, da metanfetamina e do MDMA.
O Alerta Rápido nº 03/2026 reúne relatos de insônia, alucinações, paranoia e confusão após o consumo. Em contextos clínicos, também foram registrados casos de agitação e taquicardia. O documento informa ainda que catinonas sintéticas podem estar presentes em produtos comercializados como ecstasy ou MDMA. Nesses casos, o consumidor pode desconhecer a composição da substância ingerida, o que dificulta a avaliação dos efeitos e a condução de casos de intoxicação.
Comunicação PCi
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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