Agronegócios
Agricultura familiar de Mato Grosso do Sul é destaque em feira no Paraná
Pelo segundo ano consecutivo, a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) marcará presença entre os dias 6 a 10 de fevereiro em um dos maiores eventos agropecuários do País, o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). O público que passar pelo estande da instituição poderá conferir a exposição de produtos oriundos da agroindústria e informações sobre alguns dos serviços de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural) prestados pela entidade que é vinculada a Sepaf – Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar.
Nesta edição a Agraer além de representar o Mato Grosso do Sul no estado vizinho, Paraná, ainda, levará agricultores familiares ao evento, uma forma de divulgar os trabalhos e propiciar ao grupo um espaço ideal para troca de conhecimento com profissionais da Emater paranaense, bem como com outros agricultores e pessoas envolvidas com a área rural.
Na próxima segunda-feira (6), na abertura dos trabalhos na Coopavel, é esperada a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, pelo stand junto ao diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini e outras lideranças do Estado.
Cascavel
Há 28 anos o Show Rural Coopavel contribui com o aprendizado de produtores rurais e a economia do campo trazendo a Cascavel (PR) as maiores e melhores empresas do agronegócio nacional e internacional. São mais de 235 mil visitantes buscando aumentar a produtividade de suas propriedades com o conhecimento e os negócios disponíveis no evento.
Em um espaço de 720 mil m² e entrada gratuita, o principal objetivo do Show Rural Coopavel 2017 é a difusão de tecnologias voltadas ao aumento de produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais.
Agronegócios
Safra 2026/27 amplia área de soja e reforça importância da eficiência no plantio
Área cultivada deve chegar a 49,3 milhões de hectares; automação e agricultura de precisão ajudam produtores a aproveitar a janela de semeadura e otimizar as operações no campo
A nova safra brasileira de soja começa com perspectiva de expansão da área cultivada. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a oleaginosa ocupe 49,3 milhões de hectares na temporada 2026/27, avanço de 1,4% em relação ao ciclo anterior.
A abertura gradual das janelas de plantio da soja nas diferentes regiões produtoras marca o início de uma corrida contra o calendário. Com o solo preparado e as condições climáticas adequadas, produtores precisam colocar as máquinas em campo e aproveitar o período ideal para a semeadura. A dimensão da propriedade pode variar, assim como a capacidade dos equipamentos utilizados, mas a necessidade de precisão e eficiência está presente em diferentes escalas de produção.
Tecnologias como piloto automático, controle de insumos, monitoramento em tempo real e automação de manobras ajudam a aumentar o controle sobre a semeadura, reduzir sobreposições, elevar a eficiência operacional e transformar dados e informações do campo em decisões durante o trabalho.
“Cada propriedade tem uma realidade diferente, e a tecnologia precisa acompanhar essa diversidade. Independentemente do tamanho da operação, o produtor busca mais precisão e controle no campo. O objetivo é aproveitar melhor a janela de plantio, reduzir desperdícios e tornar cada passada da máquina mais eficiente”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing Produto da Massey Ferguson.
Tecnologia para diferentes escalas de produção
Do trator de 105 cv destinado a propriedades de menor porte aos modelos de 425 cv desenvolvidos para grandes áreas, a Massey Ferguson reúne equipamentos e tecnologias para diferentes operações de plantio.
Nas propriedades de pequeno e médio porte, um dos exemplos é a série MF 5M, com modelos entre 105 cv e 145 cv. Os tratores podem contar com piloto automático e telemetria, recursos que permitem maior precisão na condução e acompanhamento remoto das operações.
O conjunto pode ser utilizado com a plantadeira MF 500, disponível com até 17 linhas e equipada com tecnologias da Precision Planting. O sistema pode atingir até 99% de singulação, índice relacionado à uniformidade na distribuição das sementes. A combinação dos equipamentos pode ampliar em até 20% a capacidade operacional no campo.
Em propriedades que demandam maior capacidade de trabalho, o trator MF 8S Xtra, com versões de 265 cv a 305 cv, pode operar com a plantadeira Momentum de 18 a 24 linhas. A combinação reúne recursos para aumentar o controle sobre a aplicação de insumos e a execução das atividades.
Um dos destaques é o sistema vApply Granular, que controla a aplicação de fertilizantes e pode reduzir em até 50% o desperdício de insumos. O conjunto incorpora ainda soluções voltadas ao tráfego controlado, permitindo que as operações sejam realizadas sobre os mesmos rastros ao longo do ciclo da lavoura.
No trator, a transmissão Dyna-VT permite adequar a velocidade às condições de trabalho. O MF 8S Xtra conta ainda com hélice reversível, que realiza a limpeza automática do capô, além do conceito Protect-U, que isola o motor da cabine e reduz a transferência de ruídos, calor e vibrações para o operador.
Automação e precisão para grandes áreas
Para as grandes áreas, o trator MF 9S, maior e mais potente da Massey Ferguson, chega a 425 cv e foi desenvolvido para trabalhar com a nova plantadeira Momentum de 30 e 40 linhas. O trator reúne recursos como MF AutoTurn e AutoHeadland, que automatizam as manobras realizadas nas cabeceiras. Durante o plantio, a tecnologia ajuda a reduzir sobreposições e falhas entre as passadas, além de diminuir a necessidade de intervenções constantes do operador.
Na plantadeira Momentum, o chassi inteligente reúne tecnologias como Smart Frame e Weight Transfer. Os sistemas fazem a distribuição automática do peso ao longo da máquina e permitem aplicar carga adicional em situações de desnível, favorecendo o contato com o solo e a uniformidade da profundidade de plantio.
Ensaios de campo indicam ganhos de até 3% na produtividade da soja com as soluções da plantadeira. O equipamento conta ainda com controle linha a linha, evitando a sobreposição de insumos, e monitoramento em tempo real da operação.
Outro desafio das grandes áreas está fora da lavoura: o deslocamento das máquinas entre diferentes pontos da propriedade. A plantadeira Momentum pode ser transportada com 3,6 metros de largura sem desmontagem, facilitando a movimentação entre áreas de plantio com menor tempo.
Sobre a Massey Ferguson
A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumulou mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. É a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e referência no mercado brasileiro há seis décadas. Os tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão Massey Ferguson são comercializados para mais de 80 países, principalmente África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai. As fábricas na América do Sul ficam localizadas no Brasil – em Canoas/RS (tratores), Santa Rosa/RS (colheitadeiras), Ibirubá/RS (plantadeiras e implementos), Mogi das Cruzes/SP (tratores, motores, pulverizadores e laboratório de controle de emissões) e também na Argentina, General Rodriguez/BUE (tratores, colheitadeiras e motores). Possui uma extensa e estabelecida rede de concessionárias no Brasil, com mais de 200 lojas. Mais: www.masseyferguson.com.br
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
Agronegócios
Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra
A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.
A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.
Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.
A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.
Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.
O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.
Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.
A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.
O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.
No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.
A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.
Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.
O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.
Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.
O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.
Fonte: Pensar Agro
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