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Acidente de trem deixa pelo menos 36 mortos no Paquistão

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Um trem do Paquistão colidiu com vagões descarrilados de outra composição nesta segunda-feira (7), matando ao menos 36 pessoas, disseram autoridades de governo. O acidente mostra o estado ameaçador de um sistema ferroviário de mais de 165 anos de idade.

O número de mortos provavelmente aumentará, já que agentes de resgate estavam com dificuldade para alcançar pessoas aprisionadas em vários compartimentos esmagados e espalhados pelos trilhos em Sindh, província do sul do país.

Um porta-voz da Pakistan Railways disse que ao menos 33 corpos foram levados a hospitais, entre eles os de duas autoridades ferroviárias. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, afirmou à Reuters.

O policial Umar Tufail disse que o número subiu para 36 pessoas e que seus homens conseguiam ver mais quatro corpos presos nos destroços. “Ainda não conseguimos retirá-los, mas uma operação está em andamento para isso”, informou aos repórteres no local. “Salvamos mais três pessoas; elas estão feridas”, acrescentou.

Um passageiro ferido, que estava no trem que descarrilou, contou como uma calamidade levou à outra. “Nós nos sentimos atirados para longe”, disse ele, com a cabeça enfaixada, a um repórter de televisão no hospital, ao falar do descarrilamento inicial do trem em que viajava. “Depois, um segundo trem atingiu o nosso, o que causou mais danos.”

O porta-voz da Pakistan Railways disse ainda que vários vagões do primeiro trem tombaram nos trilhos adjacentes, após o descarrilamento no distrito de Ghotki. Em seguida, o segundo trem, que vinha na direção oposta, se chocou com eles, acrescentou.

“O condutor tentou acionar os freios de emergência, mas a locomotiva atingiu os vagões espalhados”, disse a Pakistan Railways em um relatório inicial.

“A linha tem problemas em vários pontos, os vagões são antigos, alguns têm até 40 anos”, afirmou a autoridade ferroviária Khalid Latif à Geo News TV. “Eu disse a chefões várias vezes: ‘Por favor, façam algo a respeito disso'”.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, escreveu no Twitter que está chocado com o acidente “horroroso” e que está determinando uma investigação abrangente sobre a segurança ferroviária.

*Por Agência Brasil/ Reportagem adicional de Asif Shahzad 

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Mundo

ONU alerta que seca pode ser “a próxima pandemia”

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A escassez de água e a seca devem causar estragos em uma escala que rivalizará com a pandemia de covid-19, e os riscos aumentam rapidamente à medida que as temperaturas globais se elevam, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

“A seca está prestes a se tornar a próxima pandemia, e não existe vacina para curá-la”, disse Mami Mizutori, representante especial da ONU para redução de risco de desastres, em uma entrevista coletiva virtual hoje (17).

As secas já desencadearam perdas econômicas de pelo menos 124 bilhões de dólares e atingiram mais de 1,5 bilhão de pessoas entre 1998 e 2017, segundo um relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira.

Mas até estas cifras, alertou, são “muito provavelmente subavaliações grosseiras”.

O aquecimento global intensifica secas no sul da Europa e no oeste da África, disse o relatório da ONU com “alguma confiança”, e o número de vítimas deve “crescer dramaticamente”, a menos que o mundo aja, disse Mizutori.

Cerca de 130 países podem enfrentar um risco maior de seca neste século, segundo a projeção de emissões altas citada pela ONU.

Outros 23 países sofrerão escassez de água por causa do crescimento populacional, e 38 nações serão afetadas por ambos, disse.

A seca, assim como um vírus, tende a durar muito tempo, ter um alcance geográfico amplo e causar danos em cadeia, disse Mizutori.

“Ela pode afetar indiretamente países que não estão passando por uma seca através da insegurança alimentar e do aumento dos preços de alimentos”, explicou.

A ONU antevê secas mais frequentes e severas na maior parte da África, nas Américas Central e do Sul, no centro da Ásia, no sul da Austrália, no sul da Europa, no México e nos Estados Unidos.

Ibrahim Thiaw, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, disse à Thomson Reuters Foundation que a deterioração do solo, causada em parte pela má administração de terras, deixou o mundo perto de um “ponto sem retorno”.

A ONU não tem pesquisado o efeito que a desertificação pode ter na migração interna dentro dos continentes, mas Thiaw disse que ela não é mais impensável, nem mesmo na Europa.

Por Agência Brasil

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Mundo

Com variante se espalhando, Portugal impõe restrições de circulação em Lisboa

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LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – Para tentar conter a disseminação da variante Delta, cepa mais transmissível do novo coronavírus identificada primeiro na Índia, o governo de Portugal proibiu os cidadãos de entrarem ou saírem da Região Metropolitana de Lisboa no próximo fim de semana.

 Entre as 15h de sexta-feira e as 6h de segunda-feira, ninguém pode entrar ou sair da região, que atualmente concentra mais de 70% dos novos casos de Covid-19 no país.

Após vários meses de controle da pandemia, Portugal vive atualmente um aumento de casos.

Nesta semana, o país de 10 milhões de habitantes voltou a ultrapassar a marca de mil novos casos diários do vírus. Na última quarta-feira (16), foram 1.350 novas infecções em 24 horas, o valor mais elevado desde o fim de fevereiro.

Para muitos especialistas, a disseminação da variante Delta pode estar relacionada ao crescimento dos casos no entorno da capital.

Ao anunciar as medidas de restrição em Lisboa, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, fez referência explícita à presença da cepa, mas afirmou que ainda é preciso esperar os números oficiais da vigilância epidemiológica.

“Aparentemente, há uma prevalência maior da variante Delta neste território e também na região do Alentejo”, afirmou. “É difícil a explicação e tomada destas medidas, mas é uma condição que nos pareceu fundamental neste momento para não fazer alastrar a todo o país a situação que vive Lisboa”, completou.

Embora os números oficiais da presença atual da variante ainda não tenham sido publicados, reportagens na imprensa portuguesa afirmam, citando fontes ligadas ao levantamento, que a variante Delta já é responsável por mais de 50% dos casos na região de Lisboa.

No último relatório, publicado em 31 de maio, ela era responsável por apenas 4,8% dos casos no país todo.

Na próxima semana, a capital portuguesa deve ser alvo de mais restrições. Além de não ter avançado para a última etapa do desconfinamento, a cidade deve ser obrigada a retroceder um passo no plano, com limitações mais estritas de horários e de serviços, sobretudo aos fins de semana.

Lisboa já ultrapassou a linha vermelha estipulada pelo governo, de 240 novos casos por 100 mil habitantes em 14 dias. Pelas regras atuais, no entanto, o retorno das restrições só acontece se o mau resultado se repetir por duas semanas.

Diante da rápida evolução dos casos, alguns especialistas pediram publicamente para que a situação na capital fosse revista antes do prazo, o que foi negado pelo governo.

Também com um rápido aumento de casos, Sesimbra, um outro município português, optou por não aguardar o prazo estipulado para a revisão do status e, voluntariamente, decidiu não avançar no desconfinamento.

Os hospitais já sentem a pressão, com aumento dos internados e dos pacientes nas unidades de terapia intensiva. Vários estabelecimentos voltaram a ampliar a oferta de leitos para Covid-19.

“Na prática já estamos numa quarta onda pandêmica”, diz Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em entrevista ao Diário de Notícias.

Ainda assim, os especialistas pedem cautela e ressaltam que a situação ainda está distante do que foi no começo de 2021.

Foi justamente alegando preocupações com essa variante que o governo britânico acabou retirando, no começo de junho, Portugal de sua lista verde. Com isso, voltou a ser obrigatória uma quarentena de 14 dias para quem esteve em território lusitano.

Por outro lado, embora o Reino Unido tenha também uma alta prevalência da variante Delta, Portugal optou por liberar -apenas com um teste negativo para a Covid-19 na hora do embarque- a entrada de turistas britânicos.

No fim de maio, o país recebeu mais de 12 mil viajantes do Reino Unido para a final da Liga dos Campeões, no Porto. Embora o governo tenha anunciado que os torcedores ficariam em uma espécie de bolha isolada, a realidade foi bem diferente.

Correram o país as imagens de britânicos aglomerados, sem máscara e bebendo nas ruas: tudo o que está proibido para os residentes em Portugal.

Inicialmente considerado um bom exemplo na gestão da pandemia, Portugal viu a situação sair de controle em janeiro. O aumento da circulação da variante Alpha, primeiro identificada no Reino Unido, e o afrouxamento das restrições de aglomeração e circulação no período de Natal foram um coquetel explosivo para o país.

Em janeiro, o país chegou a ultrapassar a marca de 15 mil casos, em 24 horas, de Covid-19. No dia 15 daquele mês, Portugal voltou para o estado de emergência, com a implantação de um novo lockdown, que durou quase três meses.

Para tentar impedir um novo confinamento, o governo tenta agora investir na capacidade de testagem e em respostas mais adaptadas às regiões.

As autoridades também tentam acelerar a vacinação. Mais de 45% da população já recebeu ao menos uma dose da vacina e 23,8% têm a imunização completa.

Desde março de 2020 até agora, Portugal já teve 861.628 casos e 17.057 mortes por Covid-19.

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