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No WhatsApp, caminhoneiros prometem nova paralisação a partir de segunda-feira (04), veja aqui

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A lenta retomada do abastecimento de combustíveis e de produtos nos mercados pode ser interrompida já no início da próxima semana. Há rumores de que os caminhoneiros vão parar novamente a partir de segunda-feira (4) em todo o país. Comunicados de paralisação foram disseminados nesta quinta-feira (31) no WhatsApp, um deles com autoria atribuída a “líderes dos caminhoneiros”, sem assinatura de entidades ligadas à categoria.

“Líderes dos caminhoneiros avisam e pedem a todos os cidadãos brasileiros para estocarem alimentos em casa e encherem o tanque dos seus carros”, alerta uma das mensagens.

Outro comunicado cita que a greve será feita por caminhoneiros e demais motoristas, como forma de reivindicar a redução do preço do diesel, etanol, gasolina, gás veicular e gás de cozinha. “Só vão ter passagem pelas rodovias ambulâncias, funerárias, medicamentos, oxigênio hospitalar e cargas vivas”, completou.

Em um dos áudios, um  homem dá detalhes de como deve ser a estratégia da nova paralisação. “Tem três opções: Brasília, casa ou estrada. Quem for para a estrada segunda-feira vai ficar parado. Porque o movimento não tá fraco, o movimento está forte. Quem pensa que o movimento está fraco, está enganado. A ordem é ir pra Brasília e parar lá ou ir pra casa. As trincheiras serão todas fechadas, não vai ter nem estrada de terra para correr. O recado está dado”, diz a mensagem.

Um caminhoneiro autônomo ouvido pela reportagem acredita na força da mobilização, iniciada pelas redes sociais assim como greve dos últimos dias. “Circulam mensagens e áudios nos nossos grupos no WhatsApp e no Facebook, e o que vejo é que há uma onda muito forte em todo o país para que a greve seja retomada”, disse.

“Desta vez, ela será bem mais forte e bem mais organizada e a ordeira. O governo está brincando com a cara do povo brasileiro e principalmente com os caminhoneiros. Só vamos voltar ao normal depois de tudo sancionado e publicado no “Diário Oficial da União”. O desconto prometido no diesel não está ocorrendo e o governo agora vai pagar o preço. Pode ser que ocorra uma greve para entrar para a história do Brasil”, ressaltou. A reportagem não conseguiu falar com entidades da categoria sobre a greve.

Por outro lado o site Boatos.org, desmente tais informações. Boato – Líderes dos caminhoneiros em greve avisam que categoria fará uma nova paralisação no domingo. Ordem é que todos estoquem alimentos e combustíveis porque o Brasil vai “parar de vez”.

Sabe aquele vilão de filme de terror você acha que matou, mas na última cena (depois do final feliz) ele aparece e mostra que está vivo (e com vontade de se vingar). É isso que está acontecendo com a notícias falsas relacionadas a greve dos caminhoneiros. Quando achávamos que elas haviam acabado (e sido substituídas pelo “desafio das princesas”), eis que uma “poderosa” vem à tona.

Assim como as fake news, a promessa é de que a própria paralisação dos caminhoneiros recomece. Recebemos inúmeras versões de mensagens no WhatsApp (entre texto e áudios) falando que os líderes da greve anunciaram que no domingo (em algumas versões na segunda-feira), os caminhoneiros vão parar. Leia duas dessas mensagens que circulam online:

URGENTE. LÍDERES DOS CAMINHONEIROS AVISAM, E PEDEM PARA TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS, ESTOCAREM ALIMENTOS EM CASA E ENCHEREM O TANQUE DOS SEUS CARROS, NOS PRÓXIMOS 3 DIAS, POIS GOVERNO VETA AS PROPOSTA FEITA POR PRESIDENTE E NOVA PARALISAÇÃO VAI SER FEITA JUNTO COM TODA POPULAÇÃO BRASILEIRA. DESTA VEZ O BRASIL PARA DE VEZ. NOVA PARALISAÇÃO ACONTECERA DE DOMINGO PARA SEGUNDA DIA 4 de junho – 2018

Pessoal vamos apenas descarregar nossos caminhões e retornar pra nossas casas, Se preparem pois até amanhã a noite, o Brasil vai parar novamente não carreguem seus caminhões. Será paralização total. Se vc concorda repassem para o máximo dos grupos que vcs tiverem, SÓ ASSIM VCS CONSEGUEM FAZER A DIFERENÇA A reivindicação será diesel 2.99 Frete mínimo E reajuste somente após o mandato do próximo presidente. COMPARTILHEM VARIAS VEZES, PRA VÁRIOS GRUPOS

Líderes avisam que caminhoneiros farão nova paralisação no domingo ou segunda?

É claro que todo perrengue que muita gente passou e a torcida de muita gente para que o governo caia fizeram com que os alertas se espalhassem por aí. Mas será mesmo que haverá uma nova paralisação no domingo (ou na segunda)? Pelo que tudo aponta, a resposta é não. Para você entender tudo, vamos aos fatos.

Primeiro ponto. A história segue aquele roteiro básico das notícias falsas da internet. É vaga (que líderes que falaram?), alarmista (desnecessário dizer o porquê), com erros de português, pedido de compartilhamento e sem citar uma fonte confiável ou que possa ser checada. Normalmente, são assim que os boatos prosperam.

Resolvemos procurar mais informações para saber se a tal ameaça de nova paralisação surgiu de alguma liderança dos caminhoneiros. Durante a greve, três lideranças a nível nacional se destacaram: a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autonômos), a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) e a Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros). Nenhuma delas falou sobre novas paralisações.

O movimento que temos visto é justamente contrário a esse. As entidades e a classe dos caminhoneiros tiveram muitos dos seus pedidos atendidos (principalmente a queda em R$ 0,46 no litro do diesel e o preço do frete mínimo) e, apesar de alguns profissionais (voluntária ou involuntariamente) estarem parados, a greve está no fim (também na prática). Nos sites oficiais, é possível ver o pedido, inclusive, para que caminhoneiros que ainda estão coagidos a ficarem parados façam denúncias.

Mesmo que as entidades não estivessem satisfeitas (e parecem estar), há um detalhe “financeiro” que inviabiliza qualquer chance de greve. Há uma multa para entidades e empresas que bloquearem rodovias de R$ 100 mil por hora. Ou seja: se alguém parar, não terá o apoio de associações, sindicatos ou empresas. E aí o movimento enfraquece. Detalhe: as multas estão começando a serem cobradas.

Resumindo: a mensagem que aponta que os líderes dos caminhoneiros vão fazer uma nova paralisação é falsa. Além de ter todas as características de boatos, a conjuntura da situação aponta que, pelo menos por enquanto, não há previsão de uma nova paralisação da classe. A mensagem que circula online tem mais jeito de alarmismo do que outra coisa.

Em tempo: essa história de “estoquem alimentos” já foi citada em outro boato que desmentimos. Foi justamente este alarde que fez algumas prateleiras de supermercados se esvaziarem e os preços subirem. Vale pensar duas vezes antes de sair correndo para as gôndolas ou postos. Fica a dica.

 

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Robô humanoide do Exército presta continência a Presidente durante desfile de 7 de Setembro

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Um robô humanoide desenvolvido pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) chamou a atenção durante o desfile de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira (7), em Brasília. O equipamento prestou continência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia em homenagem ao Dia da Independência.

O robô desfilou sobre uma viatura Marruá do Exército Brasileiro e foi apresentado como parte das iniciativas tecnológicas desenvolvidas pela instituição. Operado remotamente, o equipamento foi projetado para atuar em locais considerados de risco para os militares.

Entre as funções do humanoide está a atuação em operações antibombas. O sistema permite que artefatos explosivos sejam inspecionados, identificados, manuseados e neutralizados à distância, diminuindo a exposição dos militares a situações potencialmente perigosas.

O desenvolvimento do equipamento também está ligado aos estudos de inteligência artificial conduzidos pelo Exército. A tecnologia busca ampliar a capacidade de atuação das Forças Armadas em operações que exigem o uso de equipamentos controlados remotamente.

Neste ano, o desfile de 7 de Setembro foi organizado em três eixos: “Soberania, a força que une o Brasil”; “Brasil unido pela proteção de meninas e mulheres”; e “Copa do Mundo Feminina 2027 é no Brasil!”. A defesa da soberania é também uma das principais bandeiras apresentadas por Lula na preparação para as eleições de 2026.

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Prazo para empresas optarem por Simples Nacional começa nesta terça

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As micro e pequenas empresas devem estar atentas. Começa nesta terça-feira (1º) o prazo de adesão ao Simples Nacional, regime simplificado de tributação para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano.

Por causa da reforma tributária, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) antecipou a escolha de regime tributário em quatro meses. As empresas que desejarem ingressar no regime em 2027 deverão fazer o pedido de 1º a 30 de setembro de 2026. Até então, a opção pelo Simples era realizada em janeiro de cada ano.

A alteração foi regulamentada pela Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril de 2026. As normas incorporaram ao regime simplificado o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos criados pela reforma tributária sobre o consumo.

A nova regra vale para empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e querem utilizar o regime a partir de janeiro de 2027.

Principais prazos

  • 1º a 30 de setembro de 2026: período para solicitar a opção pelo Simples Nacional para 2027;
  • 1º de janeiro de 2027: início dos efeitos da opção;
  • até 30 de novembro de 2026: prazo para desistir da opção feita em setembro;
  • 1º a 31 de março de 2027: nova oportunidade para escolher o recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, com efeitos no segundo semestre.

Criada por causa da transição para o novo sistema tributário, a alteração busca dar mais previsibilidade às empresas antes do início do ano-calendário.

IBS e CBS

Outra mudança envolve a forma de recolhimento do IBS e da CBS. A empresa poderá permanecer no Simples Nacional e, simultaneamente, optar pelo recolhimento desses dois tributos pelo regime regular.

Para o primeiro semestre de 2027, a escolha deverá ser feita em setembro de 2026 e terá validade de janeiro a junho.

Quem não fizer a opção pelo regime regular nesse período permanecerá, no primeiro semestre, com IBS e CBS dentro da sistemática do Simples.

A decisão poderá ser revista em março de 2027, com efeitos para o segundo semestre.

A escolha pode ter impacto especialmente para empresas que vendem para outras empresas, devido à possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

Por isso, a avaliação do regime não deve considerar apenas a alíquota. Também entram na análise fatores como:

  • perfil dos clientes;
  • cadeia de fornecedores;
  • possibilidade de geração e aproveitamento de créditos;
  • formação de preços;
  • impacto dos novos tributos no fluxo financeiro.

Empresas já optantes

Quem já está no Simples Nacional, em regra, não precisa solicitar novamente a permanência no regime.

Ainda assim, é recomendado verificar a situação fiscal da empresa durante setembro de 2026 para identificar eventuais pendências ou exclusões para 2027.

As empresas que permanecerem no Simples e não quiserem recolher IBS e CBS pelo regime regular não precisarão fazer uma nova opção.

Quem quiser retirar esses dois tributos da sistemática do Simples deverá formalizar a escolha dentro do prazo estabelecido.

Abertura no fim do ano

As empresas abertas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026 terão uma regra específica.

Nesse caso, a opção pelo Simples Nacional feita no momento da inscrição do CNPJ produzirá efeitos tanto para o período restante de 2026 quanto para todo o ano de 2027.

A escolha relacionada ao IBS e à CBS pelo regime regular também poderá ser feita na abertura da empresa, com efeitos a partir de janeiro de 2027.

Se o empresário não quiser permanecer no Simples em 2027, poderá solicitar a exclusão por opção até o último dia de 2026.

Prazo para desistir

A antecipação da opção também criou uma possibilidade de desistência.

Quem fizer o pedido em setembro poderá cancelar a solicitação até 30 de novembro de 2026.

O cancelamento, porém, será irretratável. Isso significa que, depois de desistir, a empresa não poderá fazer uma nova opção para produzir efeitos em 2027.

A antecipação também permite que eventuais pendências sejam identificadas antes do início do ano. Em caso de indeferimento por problemas que possam ser regularizados, a empresa terá prazo para corrigir a situação.

Regra do MEI

A mudança não altera o calendário de opção pelo Simei, sistema aplicável ao microempreendedor individual (MEI).

Para o MEI, a opção pelo Simei continua sendo realizada em janeiro de cada ano, até o último dia útil do mês.

Dessa forma, a antecipação para setembro não deve ser confundida com as regras específicas aplicáveis aos microempreendedores individuais.

NFS-e nacional

Outra mudança anunciada pelo CGSN envolve a emissão da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no emissor nacional.

A obrigatoriedade para empresas optantes pelo Simples Nacional foi adiada de 1º de setembro para 1º de novembro de 2026.

O adiamento busca dar mais tempo para municípios e empresas realizarem adaptações tecnológicas e operacionais.

Entre as providências recomendadas estão:

  • testar a emissão das notas;
  • verificar a integração com sistemas de gestão;
  • conferir a parametrização dos dados fiscais;
  • preparar os procedimentos internos antes do início da obrigatoriedade.

Informações socioeconômicas

A regulamentação também altera a forma de prestação de informações fiscais e socioeconômicas.

A Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais (Defis) deixará de ser apresentada como declaração separada. As informações passarão a ser incorporadas ao Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D), com entrega anual de janeiro a março.

A mudança faz parte da adaptação do Simples Nacional ao novo modelo tributário.

Planejamento para 2027

Com setembro concentrando decisões relevantes para o próximo ano, especialistas recomendam que empresas e contadores antecipem a análise tributária.

A escolha entre manter IBS e CBS no Simples ou recolhê-los pelo regime regular pode produzir efeitos diferentes dependendo do setor, dos fornecedores e do perfil dos clientes.

Por isso, antes de formalizar a opção, a recomendação é que a micro e pequena empresa simule os dois cenários, além de revisar os sistemas, a emissão de notas fiscais e planejar o caixa para 2027.

Por Agência Brasil

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