Brasil
Bets fora do ar: plataformas cumprem determinação e encerram apostas no Brasil
Esta terça-feira (6) marca o primeiro dia sem operação das plataformas de bets que tinham autorização para funcionar no Brasil. A suspensão das atividades de apostas e a retirada dos sites e aplicativos do ar seguem o cronograma da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas no país.
O prazo para a retirada voluntária dos recursos terminou às 23h59 desta segunda-feira (5). As empresas terão até quarta-feira (7) para encaminhar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada apostador, discriminados por CPF, além da conta bancária utilizada para os depósitos.
Entre sexta-feira (9) e a próxima quarta-feira (14), as instituições financeiras deverão realizar a devolução dos valores aos apostadores.
O Governo Federal identificou que, entre os 188 sites que operavam com autorização até esta segunda-feira, apenas um ainda está em funcionamento. O bloqueio já foi solicitado e a fiscalização acompanha o cumprimento da determinação.
Segundo o boletim da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, R$ 1,325 bilhão ainda aguarda devolução, e cerca de 26,5 milhões de apostadores têm saldo nas plataformas.
Um dos aspectos que podem estar relacionados ao ritmo de retirada é a quantidade de contas com valores pequenos. Ao todo, 86,2 milhões de contas têm entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando R$ 15,5 milhões. Uma mesma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, por isso o número de contas é maior que o de apostadores.
As contas com saldos elevados serão investigadas para apurar eventual lavagem de dinheiro e possíveis vínculos com organizações criminosas. A análise da origem e da movimentação dos recursos integra o trabalho de combate ao financiamento do crime organizado.
FISCALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES ILEGAIS — Paralelamente ao encerramento das plataformas antes autorizadas, prosseguem as ações contra a oferta ilegal de apostas. Entre 25 de setembro e 6 de outubro, 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio pelo Ciberlab/Senasp, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e pela SPA. O total equivale a uma média de cerca de 1.103 sites encaminhados para bloqueio por dia no período.
Também foi solicitada às plataformas a remoção de 3.552 páginas, perfis, canais, grupos e servidores: 1.974 páginas no Facebook, 560 perfis no Instagram, 900 canais e grupos no Telegram, 103 perfis no TikTok, 14 grupos no WhatsApp e um servidor no Discord.
Só no Telegram, TikTok, WhatsApp e Discord, os perfis, canais, grupos e servidores identificados alcançavam cerca de 17,2 milhões de usuários, membros e seguidores. Esse total pode incluir uma mesma pessoa em mais de um espaço.
CONFIRA O CRONOGRAMA
● 5 de outubro: encerramento do prazo para retirada voluntária dos valores nas plataformas.
● 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas devem ficar indisponíveis.
● Até 7 de outubro: empresas encaminham aos bancos os saldos por CPF e a conta bancária utilizada para os depósitos.
● De 9 a 14 de outubro: instituições financeiras realizam a devolução aos apostadores.
● A partir de 14 de outubro: valores cuja restituição tenha encontrado impedimento são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.
Brasil
Senado começa debate sobre escala 6×1 e acende alerta no varejo sobre a conta que pode chegar para o lojista
A CCJ aprovou a matéria em setembro, com relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM). O primeiro signatário é o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). Antes do primeiro turno, são cinco sessões de debate no Plenário. Se houver aprovação, o texto segue para o segundo turno, com mais três sessões. Os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.
A CCJ rejeitou as 36 emendas apresentadas. Segundo o relator, qualquer mudança exigiria nova análise da Câmara dos Deputados.
A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que a federação já se manifestava sobre o tema nos últimos meses e vê a medida como nociva ao setor produtivo. Para ela, a redução da jornada eleva o custo das empresas, e a conta chega ao consumidor e ao próprio trabalhador. “Esse custo inevitavelmente chega ao consumidor”, afirma.
Na avaliação da federação, a proposta pode pressionar preços, dificultar novas contratações e acelerar a automação em diversos segmentos. “Esse mesmo trabalhador será penalizado com aumento de preços e inflação mais alta”, diz Inês Santiago.
A FCDL-MS defende que o debate sobre qualidade de vida e valorização do trabalhador venha acompanhado de medidas para reduzir a carga tributária. “Esse não é o momento em que o Brasil precisa reduzir jornada”, avalia a presidente, que cobra políticas estruturantes para manter a produção dentro do país.
Para Inês Santiago, a discussão sobre emprego e renda passa pelo ambiente econômico das empresas. “A carga tributária tem empurrado o setor produtivo para fora do Brasil e é ela que, na verdade, prejudica o trabalhador.”
A federação defende equilíbrio entre a proteção ao trabalhador e a capacidade das empresas de manter empregos e investir. “Se queremos qualidade de vida de verdade, precisamos discutir a carga tributária sobre a geração de empregos e sobre o salário do trabalhador”, conclui.
Até a conclusão do processo legislativo, seguem em vigor as regras atuais de jornada previstas na legislação brasileira.
Brasil
Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno
A disputa pela Presidência da República ganhou contornos mais apertados na reta final da apuração deste domingo (4). Flávio Bolsonaro (PL), que apareceu à frente durante a totalização dos votos, viu a diferença para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuir conforme novas urnas foram incorporadas ao resultado nacional.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro registrava 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 45,16%. Com esses números, nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta necessária para definir a eleição no primeiro turno, levando a disputa presidencial para o segundo turno.
NORDESTE TEM PESO NA RETA FINAL DA APURAÇÃO
Durante a totalização, Lula apresentou forte desempenho nos estados do Nordeste. A entrada dos resultados das diferentes regiões modificou gradualmente os percentuais nacionais e reduziu a vantagem registrada por Flávio Bolsonaro ao longo da apuração.
A divulgação dos resultados ocorre conforme os Boletins de Urna são transmitidos, recebidos e processados pela Justiça Eleitoral. Por isso, os percentuais podem sofrer alterações — inclusive após períodos sem atualização visível — até a conclusão da totalização.
Flávio Bolsonaro e Lula voltam agora às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando será definido o próximo presidente da República.
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