Mato Grosso do Sul
Parceria entre Agepen e Senai garante capacitação profissional a internos e melhoria estrutural de presídios em MS
A ressocialização por meio do trabalho e da educação segue avançando em Mato Grosso do Sul. Uma nova parceria entre a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), irá levar capacitação profissional a internos e, ao mesmo tempo, fortalecer a estrutura de unidades prisionais do estado.
Publicado no Diário Oficial desta terça-feira (23), o contrato prevê a aplicação de R$ 1.228.589,60, com recursos oriundos do Funpes (Fundo Penitenciário Estadual), na implementação de um amplo programa de qualificação profissional na área da construção civil, voltado a internos dos estabelecimentos penais de Paranaíba e Ponta Porã.
O projeto se destaca por unir dois pilares essenciais: formação profissional e melhoria da infraestrutura penitenciária. Durante os cursos, os participantes não apenas aprendem uma profissão, mas colocam em prática os conhecimentos adquiridos em atividades reais, como reformas e manutenções dentro das próprias unidades.
Ao todo, serão ofertadas cerca de 120 vagas, distribuídas em uma trilha de capacitação composta por oito cursos, como pedreiro, eletricista, pintor, mestre de obras e instalador hidráulico, montador de forma de concreto e armador de ferro. A formação completa soma aproximadamente 1.500 horas de ensino, com metodologia baseada na integração entre teoria e prática.
Além da qualificação, o programa traz um diferencial relevante: os próprios internos irão atuar em melhorias estruturais das unidades. Entre as ações previstas estão a construção de novas vagas em Paranaíba e a reforma de espaços em Ponta Porã, gerando benefícios diretos para o sistema penitenciário.
A iniciativa está alinhada à Lei de Execução Penal, que prevê a oferta de educação e trabalho como instrumentos fundamentais para a reintegração social. “Nesse contexto, a parceria com o Senai se consolida como estratégica, ao oferecer certificação reconhecida pelo mercado e ampliar as oportunidades de inserção profissional após o cumprimento da pena”, destaca o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.
Com início previsto ainda para este ano e duração de 17 meses, o programa integra um conjunto de políticas públicas eficazes desenvolvidas pela Agepen/MS, que vão além da custódia e priorizam a geração de oportunidades concretas de transformação de vida.
Pela proposta do programa “Trilha de Qualificação Profissional de Construção Civil para Apenados”, mais do que ensinar um ofício em uma área com alta demanda no mercado de trabalho, a iniciativa representa a abertura de novos caminhos. Ao promover qualificação, dignidade e perspectiva de futuro, contribui diretamente para a redução da reincidência criminal, refletindo em benefícios para toda a sociedade e no fortalecimento de um sistema penitenciário mais eficiente e humano.
Comunicação Agepen
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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