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Mato Grosso do Sul

Sejusp recebe lideranças indígenas e discute melhorias para aldeias de Dourados

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Com o objetivo de fortalecer as ações de segurança pública nas comunidades indígenas de Dourados, lideranças das aldeias Bororó e Jaguapiru se reuniram, na tarde de segunda-feira (8), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Campo Grande, com representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Durante o encontro, foram apresentadas demandas relacionadas à segurança, fiscalização de trânsito, cidadania e ampliação de serviços públicos nas aldeias.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelas lideranças estão o reforço do policiamento ostensivo, a intensificação das ações de combate à criminalidade, especialmente ao tráfico de drogas e à violência contra a mulher, além de melhorias na sinalização viária e o fortalecimento da fiscalização de trânsito na rodovia MS-156.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, destacou que grande parte das demandas já está contemplada no planejamento estratégico da pasta e será implementada gradativamente.

“Todo crime que acontece em Mato Grosso do Sul é responsabilidade de todos nós. Independentemente da competência formal de cada órgão, precisamos atuar de forma integrada para proteger vidas e o patrimônio da população”, afirmou.

Entre os encaminhamentos anunciados está a implantação de um posto de identificação e de uma unidade de atendimento do Detran dentro da aldeia, ampliando o acesso da população indígena a serviços públicos essenciais. Também foram discutidas ações voltadas à ampliação dos Conselhos Comunitários de Segurança, à capacitação de conselheiros e à realização de palestras e orientações sobre violência doméstica, direitos e cidadania.

Para o cacique da Aldeia Bororó, Reinaldo Areva, a reunião representou um importante avanço no diálogo entre as comunidades indígenas e o poder público.

“Essa reunião foi muito produtiva. Agradeço a todos os órgãos que nos receberam muito bem. Saímos daqui satisfeitos e confiantes de que haverá resultados para nossa aldeia. Vamos continuar somando esforços para promover melhorias para a nossa comunidade”, afirmou.

O cacique da Aldeia Jaguapiru, Vilmar Martins Machado da Silva, destacou a necessidade de ampliar a presença das forças de segurança na região.

“Viemos conversar diretamente com o secretário para buscar melhorias no atendimento à comunidade, com policiamento 24 horas e reforço do policiamento ostensivo. Atualmente contamos com apenas dois agentes da polícia comunitária para atender as duas aldeias. Estamos saindo daqui confiantes, após recebermos uma resposta positiva por parte da Secretaria”, disse.

Além das lideranças indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru, participaram da reunião o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), coronel Renato dos Anjos Garnes; o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Lupérsio Degerone Lucio; o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade Júnior; o secretário-executivo da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva; e o coordenador-adjunto de Polícia Comunitária, coronel Thonny Audry Lima Zerlotti.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Operação Corpus Christi resulta em prisões, apreensões e prejuízo de quase R$ 26 milhões ao crime organizado em MS

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Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e Departamento de Operações de Fronteira reforçaram policiamento nas rodovias estaduais

O reforço das ações de segurança pública durante o feriado prolongado de Corpus Christi trouxe resultados expressivos em Mato Grosso do Sul. Vinculados à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) intensificaram o policiamento e as fiscalizações nas rodovias estaduais e na faixa de fronteira, ampliando a prevenção de acidentes e o enfrentamento à criminalidade.

Entre os dias 4 e 7 de junho, o BPMRv reforçou o policiamento ostensivo nas rodovias estaduais com o emprego de 150 policiais militares e 48 viaturas. Durante a operação, foram abordadas 3.464 pessoas, fiscalizados 2.485 veículos e 235 motocicletas.

As ações resultaram em cinco prisões em flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), seis pessoas conduzidas à Delegacia de Polícia e no cumprimento de um mandado judicial. Na fiscalização de trânsito, foram lavrados 502 autos de infração, sete veículos apreendidos e um veículo com registro de furto ou roubo recuperado.

O batalhão também registrou apreensões relacionadas ao contrabando e descaminho, com a retirada de circulação de 1.750 pacotes de cigarros de origem estrangeira, além de perfumes, eletrônicos, celulares, relógios inteligentes, tablets, produtos médicos e outras mercadorias introduzidas irregularmente no país.

Na área de segurança viária, o BPMRv atendeu 11 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, com registro de uma vítima fatal, 11 pessoas feridas e oito ilesas. A fiscalização com etilômetro foi intensificada durante todo o período, resultando em três ocorrências relacionadas à alcoolemia e na prisão de dois condutores por embriaguez ao volante.

Já o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que atuou entre os dias 1º e 7 de junho no enfrentamento aos crimes na faixa de fronteira, apreendeu mais de 9 toneladas de maconha durante a Operação Corpus Christi. Ao todo, foram retirados de circulação 9.192,350 quilos da droga, além de 129,2 quilos de skunk, 57,5 quilos de haxixe dry e 19,7 quilos de haxixe marroquino.

As equipes do DOF também apreenderam 25 mil pacotes de cigarros contrabandeados. As ações resultaram na prisão ou apreensão de seis pessoas, no cumprimento de três mandados de prisão, na recuperação ou identificação de adulteração em cinco veículos e na apreensão de outros 15 automóveis utilizados em atividades criminosas.

Segundo o levantamento do departamento, o prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 25,9 milhões, totalizando R$ 25.991.430,00.

Os resultados demonstram a atuação integrada das forças de segurança pública de Mato Grosso do Sul durante o feriado prolongado, aliando ações preventivas voltadas à preservação da vida nas rodovias estaduais ao enfrentamento qualificado dos crimes transfronteiriços e ao combate às organizações criminosas.

As instituições reforçam a importância da colaboração da população por meio de denúncias e da adoção de comportamentos responsáveis no trânsito, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro para todos os sul-mato-grossenses.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

MapBiomas: Mato Grosso do Sul tem a menor área desmatada do Brasil nos últimos 7 anos

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Mato Grosso do Sul tem a menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos, entre todas as unidades da federação. Os dados estão no Relatório Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas, uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais.

Entre 2019 e 2025 foi suprimida uma área de 368.931 hectares de vegetação nativa no Estado, sendo que desse total, 277.357 hectares estavam legalmente autorizados, conforme dados cruzados pelos pesquisadores do MapBiomas com as licenças ambientais emitidas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Essa área representa 75,2% do total desmatado, o maior percentual do País.

O Estado tem aumentado significativamente o controle e combatido o desmatamento ilegal ao longo dos anos, conforme demonstram os dados do MapBiomas. Em 2019 a área suprimida com autorização ambiental representava apenas 31,6% da área total desmatada e no ano passado, passou a representar 94,3% desse universo. É o maior percentual do País.

O bioma Pantanal, com mais de 84% de sua cobertura vegetal nativa preservada, foi também o que apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento entre todos os biomas brasileiros no ano passado (163) e registrou apenas 12.260 hectares suprimidas. Desse total, 10.042 hectares tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

“Não há um fator sozinho que explique esse resultado”, ponderou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette. “Primeiro, a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas. A gente tem na lei um conjunto de novas vedações que protegem ambientes específicos do Pantanal. Segundo, a incorporação dos corredores ecológicos na legislação, que passam a ser protegidos e limitam a conversão nessas áreas importantes de integração ecológica”, afirmou.

Lei do Pantanal

Falcette: consolidação da mentalidade conservacionista

Mato Grosso do Sul detém dois terços da área total do Pantanal. O Governo do Estado tem ampliado as ações de controle sobre o território para garantir a preservação da vegetação nativa e sustentabilidade às atividades econômicas desenvolvidas na região. A Lei do Pantanal, em vigor desde fevereiro de 2024, alterou significativamente as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável em toda área de uso restrito do Pantanal (AUR-Pantanal).

A lei inovou ao definir como áreas de proteção permanente (APP) os landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados (espécies de ilhas por onde passavam rios e que, com a mudança de curso, ficaram cercadas por água). Capões e cordilheiras também receberam proteção especial da área coberta com vegetação arbórea-arbustiva.

A lei veda o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio, excetuando apenas àquelas áreas em que já está consolidado o plantio, que não poderão ser ampliadas nem rotacionado e dependerá de licenciamento ambiental para o replantio. É permitido, entretanto, a atividade da pecuária extensiva nessas áreas, desde que não provoquem nenhum tipo de degradação ambiental. Também estão fora da proibição o cultivo de gêneros alimentícios por agricultores familiares e de culturas não destinadas ao comércio, como forrageiras para o gado.

Serviços Ambientais

Além de ampliar os ambientes protegidos, o Governo do Estado criou o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) que se traduz num mecanismo eficiente de preservação. Um dos meios do produtor rural receber recursos do Programa é abrir mão das licenças de supressão vegetal legalmente emitidas pelo órgão ambiental. Também pode se comprometer a não desmatar determinada área a qual teria direito legal de fazê-lo, sendo remunerado por isso.

No primeiro edital, o PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade contemplou 40 produtores rurais com o valor total de R$ 2.961.274,95 que se comprometeram a preservar 112.098,79 hectares de área de excedente de vegetação nativa em suas propriedades. O segundo edital está em andamento. Todas as 23 inscrições foram deferidas e agora as propriedades estão sendo avaliadas pela equipe técnica da Semadesc, sendo previsto a divulgação do resultado final em meados de julho.

O secretário Artur Falcette cita, ainda, outra razão para redução do desmatamento ilegal no Pantanal: a consolidação da mentalidade do produtor rural de produzir e preservar. “Por séculos, o homem pantaneiro está acostumado a conviver com o Pantanal de forma harmoniosa”, ponderou.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Fonte: Governo MS

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