Mato Grosso do Sul
Compras públicas: Estado discute estratégias para transformar contratações em instrumento de desenvolvimento
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da SAD (Secretaria de Estado de Administração), promoverá o 2º Licicomp – Congresso Estadual de Licitações e Compras Públicas, com foco em compras públicas sustentáveis. A iniciativa acontece nos dias 9 e 10 de junho, durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado pela Assomasul no Bosque Expo, e reunirá representantes dos poderes públicos, órgãos de controle, instituições de justiça, universidades, organismos internacionais, setor produtivo e sociedade civil para debater os desafios e estratégias voltados à implementação de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) nas contratações públicas.
Com o tema geral “Compras Públicas Sustentáveis: desafios e estratégias para implementação”, o evento propõe uma reflexão sobre o papel estratégico do poder de compra do Estado como instrumento de transformação econômica, social e ambiental, evidenciando que sustentabilidade não se restringe a ações ambientais isoladas, mas deve estar incorporada em todas as etapas do ciclo da contratação pública.
A programação abordará todo o processo licitatório, desde o planejamento das contratações até a gestão de passivos decorrentes de compras públicas realizadas sem critérios sustentáveis. Os painéis discutirão temas relacionados ao Plano de Contratações Anual (PCA), elaboração de Estudos Técnicos Preliminares (ETP) e Termos de Referência (TR), pesquisa de mercado, seleção de fornecedores, segurança jurídica, execução contratual, monitoramento, transparência, controle social, logística reversa e economia circular.
Segundo o secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, o objetivo do evento é fortalecer uma cultura institucional orientada à integridade, eficiência e sustentabilidade. “Nosso objetivo nesta segunda edição do Licicomp é demonstrar que compras públicas sustentáveis não representam aumento de custos, mas sim uma estratégia de gestão voltada à redução de desperdícios, prevenção de passivos, otimização de recursos públicos e geração de valor para a sociedade”, afirma Gurgel.
As compras públicas representam parcela significativa da atividade econômica nacional e possuem capacidade de induzir comportamentos de mercado, estimular inovação, fortalecer pequenos negócios, fomentar cadeias produtivas sustentáveis e ampliar a eficiência da Administração Pública. Nesse contexto, a adoção de critérios ESG nas contratações públicas passa a ser compreendida como ferramenta estratégica de desenvolvimento e governança.
Durante a abertura do evento será realizada a renovação do selo da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), iniciativa coordenada pelo Governo Federal, reafirmando o compromisso do Estado de Mato Grosso do Sul com a implementação de políticas públicas alinhadas à sustentabilidade, inovação, transparência e eficiência administrativa.
Além dos debates técnicos, o evento contará com entregas estratégicas coordenadas pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), voltadas ao fortalecimento das políticas públicas municipais e à promoção da sustentabilidade nos territórios. Entre as iniciativas estão o lançamento do “Furgão Labô”, unidade móvel que percorrerá o Estado apoiando os municípios no monitoramento da qualidade da água e no fortalecimento do saneamento rural; a implantação de novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para ampliar a estrutura de gestão de resíduos sólidos e incentivar a destinação ambientalmente adequada dos materiais; e a entrega do Selo de Sustentabilidade a sete municípios que se destacaram pelo compromisso com boas práticas na gestão de resíduos sólidos, reconhecendo experiências exitosas e estimulando o aprimoramento contínuo da governança ambiental local.
O congresso é direcionado a servidores municipais e estaduais dos setores responsáveis por compras, auditoria, controladoria, procuradoria, planejamento, finanças e sustentabilidade, que atuam diretamente na formulação, execução, fiscalização, monitoramento e aperfeiçoamento das contratações públicas.
A expectativa é que o congresso consolide um espaço permanente de diálogo e construção institucional entre Estado, mercado, órgãos de controle, universidades e sociedade civil, fortalecendo a visão de que as contratações públicas devem atuar não apenas como instrumentos administrativos, mas também como mecanismos de transformação e desenvolvimento sustentável.
Laiana Horing Nantes, Comunicação SAD
Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ladrão furta carro e móveis de residência, sofre acidente durante fuga e abandona veículo em MS
Um homem ainda não identificado furtou móveis e um veículo de uma residência e acabou sofrendo um acidente durante a fuga, na noite desta terça-feira (8), na rodovia MS-427, em Rio Verde de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria arrombado a porta dos fundos do imóvel, localizado na Rua Duque de Caxias, no bairro Vila Carmem, utilizando um machado.
Em seguida, ele teria furtado diversos objetos e o veículo que estava estacionado na garagem.O homem utilizou o carro para fugir, mas, durante o trajeto, perdeu o controle da direção e saiu da pista.
O veículo parou aproximadamente dois quilômetros após o fim do trecho pavimentado da MS-427, já em uma estrada de terra.Conforme apurado pelo portal Rio Verde News, equipes policiais conseguiram localizar o veículo com auxílio de imagens de câmeras de segurança.
O carro apresentava danos na lataria provocados pelo acidente.O suspeito, porém, havia fugido do local antes da chegada dos policiais e ainda não foi localizado.O caso segue em investigação para identificar e localizar o responsável pelo furto.
Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
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