Mato Grosso do Sul
MS Saúde realiza 34 cirurgias de pterígio neste sábado e faz mutirão oftalmológico no interior
O Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Filas’ realiza 34 cirurgias de pterígio (membrana que cresce em volta dos olhos), neste sábado (8), no Hospital da SIAS (Sociedade Integrada de Assistência Social), em Fátima do Sul. No final do mês de junho, cerca de 99 pacientes que passaram por avaliação de pré-operatório e 57 pacientes receberam a indicação médica para a realização da cirurgia de pterígio, 27 outros tipos de encaminhamentos e 15 faltaram a consulta médica.
A diretora-geral de Gestão Estratégica da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e coordenadora do MS Saúde, Maria Angélica Benetasso, esclarece quanto a importância da avaliação médica para esses pacientes que se encontram na fila de espera.
“No caso destes pacientes foi detectado a real necessidade da realização da cirurgia. Mas tivemos outras situações como aqueles pacientes que receberam como indicação médica o uso de óculos de grau após a consulta, ou seja, não havendo a necessidade da realização de uma cirurgia eletiva. Por isso, a importância destes pacientes passarem por uma avaliação médica criteriosa durante as consultas de pré-operatório”, explica Maria Angélica.
Assim, os 34 pacientes dos municípios de Aral Moreira, Caarapó, Caracol, Ivinhema, Taquarussu e de Fátima do Sul serão os primeiros a passarem por uma cirurgia eletiva dentro do Projeto ‘MS Saúde: Mais Saúde, Menos Filas’.
A diretora executiva do Hospital SIAS, Rosa Conceição da Costa Villas Boas, destaca a importância da realização das cirurgias eletivas. “Para nós receber um projeto desta magnitude é uma honra. E ao saber que vamos poder contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas que por muitas vezes, aguardam há muito tempo na fila de espera. Só da gente poder iniciar este serviço já nos honra muito”.
Mais mutirões da Saúde
Seguindo o cronograma, o Projeto “MS Saúde: Mais Saúde, Menos Fila”, chega a mais dois municípios do Estado. Ao todo, 520 pacientes de diversas localidades do Estado farão em Bataguassu e Santa Rita do Pardo as consultas do pré-operatório de pterígios e de catarata neste final de semana.
“Serão avaliados neste sábado (8), 240 pacientes de pterígio no Hospital Santa Casa em Bataguassu. E no domingo (9), mais 280 pacientes de catarata na Unidade Mista de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santa Rita do Pardo. Totalizando 520 pacientes nesta segunda etapa das cirurgias oftalmológicas”, explica Benetasso.
De Bataguassu estão pacientes dos municípios de: Água Clara, Alcinópolis, Bela Vista, Brasilândia, Bodoquena, Bonito, Corguinho, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso, Terenos e de Bataguassu.
Já de Santa Rita do Pardo estão pacientes dos municípios de Alcinópolis, Água Clara, Amambai, Bataguassu, Batayporã, Bodoquena, Ivinhema, Japorã, Paranaíba, Taquarussú e Santa Rita do Pardo.
A coordenadora do MS Saúde ainda ressalta a necessidade de a população atualizar o cartão do SUS em uma unidade de saúde ou nas secretariais municipais de saúde. “No mutirão de Fátima do Sul, nós já identificamos que tivemos um índice de absenteísmo de quase 15%, ou seja, pessoas faltantes que não compareceram nas consultas por alguma razão. Por isso, a importância da atualização cadastral do cartão do SUS, com endereço e número de telefone”.
Sobre o Programa MS Saúde
Para o Ano I do Projeto MS Saúde, 37 estabelecimentos de Saúde de 32 municípios fizeram a adesão ao programa para a realização de cirurgias eletivas. E mais 33 estabelecimentos de saúde de 19 municípios fizeram a adesão para a realização de exames com a finalidade diagnóstica. Com recurso federal, há 22 estabelecimentos de saúde de 20 municípios que estão credenciados para a realização de cirurgia eletiva.
O Programa MS Saúde prevê que prefeituras e estabelecimentos de saúde estabeleçam convênios que vão garantir a realização de 15 mil cirurgias eletivas em diversas especialidades, entre elas: oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular, cirurgia geral e ortopedia.
Também estão previstas a realização de 42,5 mil exames diagnósticos como ressonância magnética com contraste, ressonância magnética (sedação), tomografia computadorizada, endoscopia, densitometria, colonoscopia, holter 24 horas, cintilografia, entre outros.
O Governo do Estado disponibilizou R$ 45 milhões de recursos próprios e R$ 7,9 milhões de recursos federais para atender à população.
Rodson Lima, Comunicação SES
Fotos: Álvaro Rezende
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Operação identifica desmatamento ilegal equivalente a quase 350 campos de futebol em MS
Operação Mata Atlântica em Pé identificou 348,67 hectares de desmatamento ilegal em Mato Grosso do Sul em 2026. Para ter uma ideia do tamanho da área, o total equivale, em uma comparação aproximada de 1 hectare por campo de futebol, a quase 350 campos.
As irregularidades foram encontradas a partir da análise de 18 alertas de desmatamento distribuídos por 15 municípios do estado. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve uma redução expressiva na extensão das áreas desmatadas em relação à edição do ano passado.
Os alertas foram analisados pelo Núcleo de Geotecnologias (Nugeo) do MPMS, que utilizou imagens de satélite e outras ferramentas para verificar se as áreas indicadas realmente tinham sofrido desmatamento ilegal.
Após a confirmação das ocorrências, os dados foram encaminhados ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), responsável pela fiscalização e aplicação das medidas administrativas.
A partir das informações recebidas, o órgão realizou as autuações de forma remota. Ao todo, foram aplicados R$ 1.521.044 em multas aos responsáveis pelas áreas identificadas.
Fiscalização com imagens de satélite
De acordo com o MPMS, a operação utiliza alertas de satélite cruzados com informações de mapas e registros das propriedades para identificar possíveis áreas de vegetação nativa derrubadas sem autorização.
O coordenador do Nugeo/MPMS, promotor de Justiça Luciano Loubet, destacou que o uso da tecnologia permite identificar e confirmar as áreas com mais rapidez.
“O uso de geotecnologias avançadas transformou a fiscalização ambiental em Mato Grosso do Sul. A validação rápida e precisa dos alertas pelo Nugeo permite que o Imasul atue de forma remota e imediata, garantindo que a infração não passe despercebida”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre os órgãos de fiscalização e o uso de dados e imagens de satélite têm ajudado a combater o desmatamento ilegal no estado.
Operação nacional
A mobilização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto, simultaneamente em 17 estados que possuem áreas do bioma Mata Atlântica.
A força-tarefa reúne Ministérios Públicos, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais. Entre as ferramentas utilizadas estão imagens de satélite e plataformas de monitoramento, como o MapBiomas Alerta.
Participaram da operação Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.
A Operação Mata Atlântica em Pé é coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
O que acontece após a identificação do desmatamento
Quando a fiscalização confirma uma área desmatada de forma irregular, os responsáveis podem sofrer diferentes tipos de medidas.
Entre elas estão:
- Multas e autos de infração: os responsáveis podem ser multados e a área pode ser embargada, impedindo novas atividades no local.
- Recuperação da área: são adotadas medidas para que a vegetação degradada seja recuperada.
- Responsabilização na Justiça: o caso também pode gerar procedimentos nas áreas cível e criminal.
- Restrições no cadastro ambiental: propriedades podem sofrer bloqueios no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
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Restrição de crédito: os responsáveis podem ter o acesso a crédito rural e outros recursos financeiros suspenso.
Mato Grosso do Sul
Homem é preso em MS por armazenar porn0grafia infantil
Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (28) durante uma operação que investigava o armazenamento de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Campo Grande.
A ação, realizada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, faz parte da Operação Infância Segura.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, o investigado foi preso em flagrante, com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
Operação criança segura
A investigação apura o crime de armazenamento de material de abuso sexual infantil. De acordo com o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, é crime possuir ou manter registros com cenas de sexo explícito ou conteúdo pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Segundo o MPMS, como o crime é considerado permanente enquanto o material permanece armazenado, a constatação do conteúdo durante o cumprimento do mandado permitiu a prisão em flagrante.
A investigação começou a partir da ronda virtual realizada pela UICC, que identificou a existência do material na internet.
Agora, as evidências digitais apreendidas serão analisadas para identificar a extensão das condutas investigadas e verificar a possível participação ou envolvimento de outras pessoas no caso.
Como denunciar?
O MPMS orienta que imagens e vídeos de abuso sexual infantil não sejam compartilhados, mesmo com a intenção de denunciar o crime, inclusive em grupos de aplicativos de mensagens ou redes sociais.
As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do MPMS, aos Conselhos Tutelares e a outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
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