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Mato Grosso do Sul

Coronel Renato dos Anjos Garnes assume Comando da PM com desafio de garantir mais segurança à população

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Em uma cerimônia no Comando Geral, o coronel Renato dos Anjos Garnes assumiu o comando da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no fim da tarde de quarta-feira (25) com o desafio de melhorar os índices de segurança e combate à criminalidade. Ao lado da subcomandante coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião, ele vai conduzir a instituição. Renato dos Anjos Garnes substitui o coronel Marcos Paulo Gimenez, que passa a ser o chefe da Casa Militar. Marcos Paulo estava à frente da corporação desde maio de 2020.

O governador Eduardo Riedel destacou as qualificações dos novos comandante e subcomandante. “O Coronel Renato é uma pessoa muito experiente. Conhece profundamente as operações da Polícia Militar e o que ela precisa para seguir um ritmo de desenvolvimento com o único objetivo, de como é o lema da Polícia Militar, de servir e proteger o cidadão e cidadã sul-mato-grossense. Então, tenho certeza de que é uma pessoa de absoluto compromisso, com essa missão, conhecedor da estrutura da corporação, junto com a Coronel Neidy, primeira mulher a subcomandar a Polícia Militar do Estado”, disse.

Já o secretário Antonio Carlos Videira (Justiça e Segurança Pública) lembrou que Mato Grosso do Sul recebeu o maior projeto de segurança pública da história, quando o governador Eduardo Riedel era secretário de Governo e Gestão Estratégica, e afirmou ter certeza de que o Coronel Renato dos Anjos Garnes fará uma gestão de excelência no comando da Polícia Militar. “Espero que Mato Grosso do Sul seja referência, não apenas na segurança pública, mas próspero e inclusivo. Não vamos só manter os números da segurança pública, mas melhorar as entregas à população de Mato Grosso do Sul. Os resultados são frutos da integração em prol do Brasil. O senhor (Coronel Renato) fará uma gestão de excelência, no nível que merece a população de Mato Grosso do Sul”.

Mato Grosso do Sul tem a 6ª menor taxa de criminalidade dentre os estados brasileiros, atrás apenas de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A segurança pública de Mato Grosso do Sul tem sido referência nacional devido aos investimentos na valorização dos servidores, renovação de frotas, construções, reformas e aquisição de equipamentos. Foram mais de R$ 2 bilhões aplicados nessa área nos últimos oito anos.

Troca de comando – PM – Foto Saul Schramm

Renato Garnes

O coronel Renato Garnes ingressou na carreira militar em 1993 como soldado do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e, em 1995, assumiu novo concurso como oficial da Polícia Militar.

Foi comandante de Pelotão, chefe da Seção de Operações da 2ª CIPM (Corumbá); comandante de Pelotão em Dourados; comandante da 4ª Cia PMA/15° BPMA em Bonito; subcomandante do 15° BPMA e comandante da 4ª Cia PMA de Bonito; assessor militar da antiga Semagro (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar); assistente subcomandante geral PMMS; e comandante do 9º BPM- Campo Grande.

Ficou à disposição do Ministério da Justiça e Segurança Pública, prestando serviço junto à Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), na implantação do Sistema Único de Segurança Pública, e foi assessor militar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, até assumir o subcomando da PMMS em maio de 2020, ao lado de coronel Marcos Paulo Gimenez.

Coronel Neidy

A nova subcomandante da PM, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião, faz mais uma vez história na corporação, sendo a primeira mulher do Estado a assumir esta função. Neidy também foi a primeira a chegar a patente de coronel da PM em MS, no ano de 2020.

Desempenhou funções na Companhia de Trânsito, Policiamento Montado, 1° Batalhão, Comunicação Social, Comando da Cavalaria, Subcomando da PM de Corumbá, Batalhão Rodoviário, além do Centro de Equoterapia da Polícia, do qual é uma das fundadoras.

Também participaram do evento a primeira-dama Mônica Riedel; vice-governador Barbosinha, os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Ana Carolina Nardes (SAD); procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia;  presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa; deputados Mara Caseiro e Coronel Davi; além de representantes do CMO (Comando Militar do Oeste), prefeitos, vices e vereadores, entre outras autoridades civis e militares.

Paulo Fernandes, da Comunicação do Governo de MS

Fotos: Saul Schramm

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Como proteger idosos durante temporais e outras emergências climáticas

Especialista orienta a preparar a casa e a família para protegê-los em situações de emergência

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Os temporais que atingiram Mato Grosso do Sul nos últimos dias deixaram ruas bloqueadas, árvores e postes derrubados, imóveis danificados e bairros inteiros sem energia elétrica. Em alguns pontos de Campo Grande, por exemplo, o fornecimento demorou mais de 36 horas para ser restabelecido, afetando diversas residências, muitas delas com moradores idosos.

Mato Grosso do Sul tem cerca de 391 mil pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,18% da população do Estado, segundo dados do Censo 2022 do IBGE. O número ajuda a dimensionar a importância de um cuidado muitas vezes deixado de lado: preparar a casa e a família para situações de emergência provocadas por chuvas intensas, ventos fortes e interrupções prolongadas de serviços essenciais.

Para pessoas idosas, episódios desse tipo podem trazer dificuldades adicionais. Mobilidade reduzida, uso contínuo de medicamentos, dependência de equipamentos elétricos e limitações visuais ou auditivas podem tornar mais difícil reagir rapidamente a uma situação de risco.

Para Denis Corrêa, sócio e diretor comercial e estratégico da CoreHelp, instituição especializada na capacitação para atendimento de emergências, esse planejamento precisa começar antes que a tempestade chegue.

“Em uma emergência, não é o momento de descobrir quem vai ajudar o idoso, onde estão os medicamentos ou como ele poderá deixar a casa se isso for necessário. A família precisa pensar previamente nesses cenários e definir um plano simples, que todos conheçam e consigam executar”, orienta.

A atenção a esse público também está prevista no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025/2035, que estabelece que as estratégias de prevenção e resposta a desastres devem considerar prioritariamente pessoas idosas, pessoas com deficiência e aquelas com mobilidade reduzida.

O plano de resposta rápida doméstico

Denis chama esse conjunto de cuidados de plano de resposta rápida doméstico. A ideia é simples: deixar organizado, antes de qualquer problema, aquilo que a família vai precisar saber e fazer quando uma emergência acontecer. Não exige equipamentos caros nem conhecimento técnico, apenas conversa, organização e informação em lugar fácil de encontrar.

O primeiro passo é deixar os números de emergência visíveis para todos os moradores da casa, como na porta da geladeira, perto do telefone fixo ou na entrada do imóvel. Devem estar anotados o SAMU (192), a Polícia Militar (190), o Corpo de Bombeiros (193) e a Defesa Civil (199), além do telefone da companhia de energia. Também vale salvar esses contatos no celular do idoso e dos familiares mais próximos.

“Na hora do susto, muita gente esquece até o número mais conhecido. Quando a informação está escrita e à vista, qualquer pessoa da casa consegue pedir ajuda, inclusive uma criança ou uma visita”, explica Denis.

O plano também deve indicar quais hospitais da região estão preparados para atender casos de infarto e de AVC. Nessas situações, cada minuto faz diferença, e saber com antecedência para onde ir evita perda de tempo e deslocamentos desnecessários. O ideal é que a família confirme essas informações com o médico que acompanha o idoso ou com a rede de saúde do município.

Outro ponto importante é combinar qual familiar deve ser avisado primeiro em caso de emergência. Definir essa pessoa, e também uma segunda opção caso ela não atenda, evita ligações desencontradas e garante que alguém de confiança acompanhe a situação desde o início.

Por fim, a família precisa pensar em como sair rapidamente do imóvel, se for necessário. Isso inclui saber por qual porta sair, manter as chaves sempre no mesmo lugar, deixar corredores e passagens livres, ter uma lanterna de fácil acesso e combinar um ponto de encontro seguro fora da casa.

O que mais precisa estar previsto

Cada idoso tem necessidades próprias. Uma pessoa independente e com boa mobilidade terá demandas diferentes de alguém que precisa de ajuda para caminhar, usa cadeira de rodas, faz tratamento contínuo ou tem alguma condição que dificulte a comunicação ou a orientação.

A família deve definir quem poderá ajudar em uma eventual saída do imóvel, para onde o idoso será levado e como será feito esse deslocamento. Também é importante manter à mão informações sobre medicamentos, receitas, contatos de familiares, médicos e serviços de emergência.

Para quem usa medicamentos todos os dias, a recomendação é manter as receitas organizadas e acompanhar o estoque, principalmente quando houver previsão de temporais, já que sair de casa pode ficar difícil. Idosos que usam aparelhos auditivos também devem ter pilhas extras ou o carregador sempre abastecido, para não perderem a capacidade de ouvir alertas e orientações durante a emergência.

A falta de energia também merece atenção. Além de deixar a casa no escuro e aumentar o risco de quedas, uma interrupção longa pode afetar equipamentos usados nos cuidados com o idoso, a conservação de alguns medicamentos e até a comunicação com a família.

“É importante que a família saiba antecipadamente se existe algum equipamento que não pode ficar sem energia, quais são as alternativas disponíveis e para quem deve ligar. Improvisar durante o temporal aumenta muito a chance de uma decisão errada”, afirma Denis.

Nem sempre sair de casa é a primeira opção

Outra preocupação é evitar decisões apressadas. Retirar um idoso de casa durante uma chuva forte, sem que exista risco imediato no imóvel, pode expô-lo a outros perigos, como ruas alagadas, fios elétricos, árvores instáveis e quedas no caminho.

A decisão deve levar em conta as condições da casa, os alertas dos órgãos de emergência e, principalmente, a segurança do trajeto.

“Existe uma tendência natural de querer resolver tudo rapidamente, mas, em uma situação de emergência, a primeira análise deve ser sempre de segurança. Se há fios caídos, água subindo, estruturas comprometidas ou risco de queda de árvores, é preciso avaliar antes de colocar uma pessoa com mobilidade reduzida naquele ambiente”, explica o especialista.

Se for preciso deixar o imóvel, documentos pessoais, medicamentos, receitas, água e outros itens indispensáveis ao cuidado devem estar reunidos em uma bolsa ou mochila que possa ser levada rapidamente.

Também é importante que o plano não dependa de uma única pessoa. Familiares, cuidadores e vizinhos de confiança podem conhecer as necessidades daquele morador e saber como ajudar caso o responsável não consiga chegar.

Depois da chuva, os riscos continuam

O fim do temporal não significa o fim da emergência. Casas sem energia, pisos molhados, objetos fora do lugar, telhados danificados, galhos e fios espalhados pelo terreno podem criar novos riscos dentro e fora da residência.

Para idosos com dificuldade de equilíbrio, locomoção ou visão, pequenas mudanças no ambiente já aumentam a chance de quedas e outros acidentes.

Antes que o idoso volte a circular normalmente pela casa, a recomendação é verificar se há água no chão, objetos bloqueando a passagem, danos na estrutura ou qualquer alteração que dificulte a locomoção. Áreas próximas a fios, árvores caídas, postes e estruturas danificadas devem ser isoladas até a avaliação de profissionais.

Com essas medidas combinadas antes, a família reduz os improvisos justamente quando precisa decidir rápido. Um plano simples, com números de emergência à vista, hospitais de referência, contatos definidos, medicamentos organizados, rotas de saída e as necessidades específicas do idoso, torna a resposta mais segura antes, durante e depois de um temporal.

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Mato Grosso do Sul

Inmet alerta para tempestades com ventos de até 90 km/h em MS; Energisa reforça orientações de segurança

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de tempestade para Mato Grosso do Sul, válidos a partir deste sábado (19), com instabilidade prevista até a segunda-feira (21). A previsão indica chuvas intensas, granizo, raios e ventos de até 90 km/h, afetando principalmente a região sul do estado.

​Diante do risco de queda de árvores e lançamento de objetos sobre a fiação de energia, a Energisa-MS orienta a população a reforçar a segurança durante as tempestades:

  • Distância de Segurança: Em caso de cabos rompidos, árvores ou objetos sobre a rede elétrica, mantenha distância e jamais tente mover o material, mesmo que a região pareça sem energia.
  • Canais de Atendimento: Caso identifique ocorrências na rede, acione a concessionária imediatamente pelos meios oficiais:
    • WhatsApp (Gisa): (67) 99980-0698
    • Aplicativo: Energisa On
    • Telefone: 0800 722 7272
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