Celulose em Destaque
Produção de mel de Três Lagoas e região bate novo recorde e consolida Costa Leste no cenário estadual da apicultura
Em pouco mais de dez anos do Programa Colmeias, a produção regional de mel saltou de 7,3 toneladas para 170 toneladas/ano, com uma produtividade acima da média nacional
Com o apoio da Suzano, por meio do Programa Colmeias, produtores rurais de Três Lagoas e região conseguiram quebrar novo recorde de produção e consolidar a Costa Leste como importante produtora de mel em Mato Grosso do Sul. Em pouco mais de uma década de atuação, a produção de mel nos municípios que abrangem a área de atuação da Suzano, em Mato Grosso do Sul, teve um crescimento que supera a marca de 2.228% – índice baseado nos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 2009, apontou a pesquisa sobre pecuária do IBGE, os municípios de Três Lagoas, Brasilândia, Selvíria, Água Clara e Santa Rita do Pardo haviam produzidos, juntos, 7,3 toneladas de mel. Em 2018 (levantamento mais recente), o volume saltou para 107,7 toneladas de mel. Com isso, a região Leste passou a responder por 15% da produção estadual de mel no Estado. Já na última safra, os produtores apoiados pelo Colmeias atingiram a marca de 170 toneladas de mel, novo recorde para o programa no Estado.
“Uma das prioridades da Suzano é promover a geração de renda e desenvolvimento sustentável nas comunidades em seu entorno. O Programa Colmeias, assim como o PDRT [Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial], tem o objetivo de fortalecer o pequeno produtor rural, por meio de parcerias com associações, fomentando ainda a diversificação das culturas. Em Mato Grosso do Sul, o resultado do programa tem superado todas as expectativas e mostrado que a apicultura pode ser uma importante fonte de renda para a região”, destaca Israel Batista Gabriel, coordenador de Desenvolvimento Social da Suzano.
O aumento na produção deve-se tanto à adesão de novos apicultores quanto ao aumento da produtividade, por meio de investimentos e melhora das técnicas do manejo – uma das prerrogativas do programa. Quando iniciado, o Colmeias apoiava nove produtores rurais. Hoje, são cerca de 170 apicultores na região. O número corresponde a 19,5% do total de produtores de mel em Mato Grosso do Sul, 870 ao todo, conforme dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).
Atualmente, são cerca de sete mil colmeias instaladas nas florestas plantadas da Suzano. A produtividade registrada entre os apicultores apoiados pelo programa foi de 34,65 quilos por colmeia, 65% a mais que a média nacional, 21 quilos. No ano passado, somente os produtores apoiados pelo programa obtiveram uma produção de 117 toneladas de mel, o que corresponde a uma receita estimada em R$ 500 mil.
Investimentos e renda
“Muitos produtores viram os benefícios proporcionados pelo Colmeias e se interessaram pela cultura. Criou-se um efeito em cadeia, em que um apicultor repassa o aprendizado obtido a outro produtor. Também percebemos que, além do aumento dos apicultores, houve investimento na produção daqueles que já estavam atuando na cultura. Praticamente todos que estão na área conseguiram ampliar a capacidade de produção. É exatamente esse o nosso objetivo: proporcionar a autonomia desses produtores.”, completa Evânia Lopes, consultora de Desenvolvimento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul.
A apicultura é, na maioria dos casos, a segunda ou terceira fonte de renda dos produtores, o que vem ao encontro da ideia de desenvolvimento sustentável e a diversificação das atividades no campo.
“Sempre houve produção de mel no município, mas o salto que tivemos com a chegada da Suzano e as florestas de eucalipto foi, de fato, muito expressivo. Com a parceria do Programa Colmeias conseguimos nos organizar, trabalhar de forma unida e com apoio técnico. Essas foram as principais conquistas proporcionadas pelo programa. Queremos um crescimento sustentável, em que o apicultor possa produzir cada vez mais e com maior qualidade. Buscamos o desenvolvimento e o fortalecimento dos pequenos produtores, não um crescimento desordenado na região”, destacou Noel Lima de Araújo, presidente da Unileste (Associação Regional de Apicultores da Costa Leste).
Araújo está no Programa Colmeias desde 2015 e conta como as florestas plantadas de eucalipto ajudaram os produtores locais. “Tivemos três anos consecutivos ruins para a apicultura, por conta de, entre outros fatores, condições climáticas. Mesmo assim, mantivemos a produtividade acima da média nacional, por isso, acredito que até superamos essa estimativa do IBGE”, completou o presidente da Unileste.
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Oportunidade de Trabalho| Arauco Abertura de Vagas para Diversos Cargos em Três Lagoas
Uma oportunidade imperdível promete movimentar o mercado de trabalho em Três Lagoas (MS). A multinacional Arauco, em parceria com a consultoria Evoluir RH, realiza um grande processo seletivo presencial nos dias 17 e 18 de setembro de 2026. Se você busca recolocação ou quer dar um salto na carreira, esta é a sua chance.
As entrevistas acontecem na Escola SESI (Rua Angelina Tebet, nº 807, Bairro Santa Luzia), com portões abertos a partir das 7h30.
Vagas por dia de atendimento
- Quinta-feira (17/09) – Setor Florestal:
- Operador(a) de Colheita Florestal – Harvester
- Operador(a) de Colheita Florestal – Forwarder
- Requisito: CNH categoria B.
- Sexta-feira (18/09) – Manutenção e Transporte Pesado:
- Mecânico(a) I – Borracheiro/Munck (CNH D)
- Mecânico(a) III (CNH D)
- Motorista II – Comboio (CNH D)
- Motorista III – Caminhão Prancha (CNH E)
Como participar
Compareça ao local no dia correspondente à sua área levando documento original com foto e duas cópias atualizadas do currículo impresso. Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente pelo telefone/WhatsApp: (67) 98442-9442. Chegue cedo e garanta sua chance!
João Maria Vicente, com Andradina Virtual
Celulose em Destaque
Arauco recebe primeiras máquinas para suas operações florestais em Mato Grosso do Sul
Com a aquisição de 254 ativos, entre harvesters, forwarders e caminhões, Companhia avança nos preparativos para as operações de colheita do Projeto Sucuriú
A Arauco deu um importante passo na estruturação das operações florestais do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS), com o recebimento do primeiro lote de máquinas de colheita florestal para celulose. A chegada dos equipamentos marca a transição da fase de planejamento para a execução operacional em campo, consolidando a montagem de uma das estruturas florestais mais modernas e avançadas do país.
Com aporte da ordem de R$ 500 milhões, a aquisição contempla 254 ativos de grande porte para o projeto, dos quais 108 unidades já foram entregues. O lote inicial inclui 26 harvesters (máquinas para colheita de madeira) e seis forwarders (máquinas para baldeio), além de 76 caminhões de apoio. A frota completa será composta por 128 harvesters, 50 forwarders e 76 caminhões, que vão operar em 10 módulos de colheita com potencial produtivo superior a 1,1 milhão de m³ de madeira por mês.
Para o diretor Florestal da Arauco, Ricardo Austin, a aquisição valida a visão de longo prazo e o compromisso da Companhia com o desenvolvimento regional. “Cada máquina representa um investimento no futuro da nossa operação e no desenvolvimento da região. Estamos construindo uma estrutura florestal de classe mundial, que alia tecnologia, segurança e pessoas qualificadas para garantir o abastecimento sustentável do Projeto Sucuriú e consolidar a presença da Arauco como referência global no setor florestal”, completa.
A previsão é a de que o primeiro módulo de colheita entre em operação ainda em dezembro deste ano e o segundo, em fevereiro de 2027. Os demais módulos deverão entrar em atividade gradualmente, entre 2027 e o início de 2028. Quando estiver em plena capacidade, a colheita florestal vai mobilizar cerca de 1.200 profissionais, entre operadores de máquinas, mecânicos, motoristas e equipes de gestão e suporte.
Qualificação profissional
Em paralelo ao recebimento do maquinário, a Arauco vem investindo na qualificação da mão de obra local por meio do Programa Colheita de Talentos. Desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), John Deere e Komatsu, a iniciativa prevê a formação de cerca de 700 operadores e mecânicos florestais. A estratégia visa aliar tecnologia embarcada, eficiência operacional e altos padrões de segurança do trabalho para garantir a sustentabilidade e a previsibilidade do abastecimento de madeira.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a Companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).
Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A Companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros. Os painéis também atendem à certificação CARB, relacionada aos baixos níveis de emissão de formaldeído.
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