Arapuá
14° Cavalgada do Arapuá bate recorde de público, com a presença de 4 mil pessoas
Foi em 2005 que tudo começou, a partir de um rodeio, que Angelo Guerreiro teve a ideia de reunir os amigos num encontro de cavaleiros, e assim surgiu a primeira Cavalgada do Distrito de Arapuá, com cerca de 50 pessoas.
Mas com o passar dos anos a festa foi tomando grandes proporções, e neste ano de 2019 bateu o recorde de público com cerca de 4 mil pessoas.
Para atender toda essa gente, Angelo Guerreiro juntamente com a equipe ferraduras, começa a organizar o evento a alguns dias anteriores, e no sábado a grande mobilização com o preparo do almoço tropeiro com 50 voluntários cozinheiros, com cerca de oito horas de muito fogo, e braço para ficar tudo pronto para o grande dia.
Enquanto isso na Estância Tupi Porã no P512, o casal Paulo Sérgio Gagg (59) e Sandra Cristina Ifante Gagg (57), junto com a comunidade organiza o preparo do jantar de sábado e o café do domingo (21), tudo preparado com muito carinho, os convidados são recepcionados com doces, bolos, pães, sucos e um delicioso jantar. No sábado (20), aconteceu o terço em proteção dos participantes da cavalgada e logo após foi servido um delicioso jantar.
No Domingo (21), a 14° Cavalgada do Arapuá se reúne no sitio ao lado da escola P512, cerca de 20 comitivas, com charretes, cavalos, bois, tomam a direção ao Distrito de Arapuá, um percurso de 7 Km, que iniciou as 10h.
Antes da partida uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente ditou as regras para os cavaleiros, evitando assim maus tratos aos animais, não sendo permitido uso de esporas, nem passar do limite de pessoas num animal, tudo fiscalizado pela equipe dos “protetores dos animais”.
O locutor Arizon, após o café narrou a história de Angelo Guerreiro, que ficou emocionado ao lembrar daquela época, com dificuldade, mas nunca abandonou o resgate do homem do campo, uma motivação aos valores da vida sertaneja, voltada a Deus, à Nossa Senhora Aparecida, à família e aos princípios.
Após percorrer 7Km, a Cavalgada chega ao Distrito de Arapuá, quando passa em frente a igreja São João Batista, o narrador lembra daqueles que nos deixou recentemente, como dona Ladires, Josué Francisco da
Silva, Denir Silva, Palitão, Ademar Bernardo, Zé Preto, Osvaldo Medeiros, José Batista dos Anjos (Pernambuco) e o jovem Jean Gomes de Souza, que foi homenageado pela Comitiva Quebra Tudo, que carregou uma faixa com os dizeres “Eu lhe asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado , mas já passou da morte para a vida. Jean, você sempre será lembrado em nossos corações”!
Mas a maior comitiva da cavalgada foi a do Zé Baiano, com 53 integrantes, que tem a organização das filhas do , Sirlene e Solange, uma forma de destacar seu pai, muito querido na região, e deixou uma história no Distrito de Arapuá.
Ao meio-dia foi servido o almoço tropeiro com puchero, arroz carreteiro e outras delícias da culinária de comitiva. A banda Marcial Cristo Redentor recebeu a comitiva tocando varias músicas, alegrando o ambiente. Em seguida o grupo os Neto do Katira fizeram apresentação e para encerrar a festa o grupo Otoni tocou o bailão, que levantou poeira pelos apaixonados pela dança.
Todas as comitivas receberam uma lembrança pela participação da 14° Cavalgada do Arapuá, alguns participantes agradeceram ao Angelo Guerreiro, com o som do berrante.
Em seu pronunciamento Angelo Guerreiro, agradeceu a presença de todas as comitivas, há 20 anos atrás nesse pedacinho de chão, onde realizamos diversas festa do peão, com a colaboração do sr. Carlinho Trannin e a família Trannin, e nos confiar este local, a nossa equipe que desde ontem trabalhando incansavelmente na realização deste evento, e nossos colaboradores, que a quatorze anos atrás começamos a realizar a cavalgada com ajuda de sitiantes, fazendeiros, empresários. Não por hoje por ser prefeito, deixo bem esclarecido, que aqui não tem um centavo do poder público, continuamos da mesma forma realizando os eventos com apoio: Itaipava, Supermercado Big Marte, Madeireira Pé de Cedro, Sr. Paulo Gagg/Dona Sandra, Seplan, Grafica Pinduca, Cassado Comunicação, Escola Unideias, Veterinária Casa e Campo, Grupo Neto do Katira. Nossos apoiadores: Deputado Eduardo Rocha, Cerealista Pelisão, nosso muito obrigado, hoje sou cidadão, e aproveito a oportunidade para convidar todos vocês, que no dia 3 de Agosto no Arraia dos Amigos, no Rancho West Country, essa tradição não pode acabar”.
Comitiva Medeiros de Três Lagoas, Os Matutos (20 integrantes), Tio Munico, Cem porcento Copo Cheio (10) Os pioneiros (25), Faustino Pereira, Piraquinha (5), Oito Segundo, Us Cumpanheiros (25), Bruto Rústico e Sistemático, Sem Tipo, Quebra Tudo (20), Irmãos de Três Lagoas, Zé Baiano (58), Serraria (5), Desbagaça Talento, Amigos da Terra, Nossa Senhora Aparecida, Serraria, 512, Netos do Katira, Irabela, Pé na Estrada.
Arapuá
O lado invisível da celulose| Esvaziamento populacional e apagamento cultural em Arapuá e Garcias
Entre 2000 e 2020, enquanto o setor de celulose impulsionava a economia regional, os distritos de Arapuá e Garcias seguiam no caminho inverso, enfrentando um rápido encolhimento populacional. Dados do IBGE e projeções demográficas revelam que a população de Arapuá caiu 17% (de 1.911 para 1.586 habitantes), enquanto Garcias registrou uma queda de 15% (de 2.301 para 1.967 moradores).
Uma pesquisa conduzida pela geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS, revela que esse impacto vai além da economia: trata-se do esfacelamento da vida comunitária.
De Vilas Vivas a “Cidades Desertas”
A partir de dezenas de entrevistas com moradores, a pesquisadora documentou a perda das tradições que uniam a população. Tradicionais bailes, quermesses, campeonatos de futebol e festas religiosas desapareceram à medida que as famílias deixavam a zona rural.
“Tem dias que você passa lá e parece uma cidade deserta”, relata um morador. Outro relembra que os bailes que duravam até o amanhecer deram lugar a ruas totalmente vazias antes mesmo da meia-noite.
A mudança na paisagem também foi radical. Entrevistados relatam que antigas sedes de fazendas, que antes abrigavam dezenas de famílias de trabalhadores, foram demolidas. Tratores abriram grandes valas para enterrar as estruturas das antigas moradias, abrindo espaço para os extensos monocultivos de eucalipto e apagando vestígios da história local.
Impactos na Fauna, Flora e o Fim da Escola Local
O estudo também capturou a percepção dos moradores sobre as alterações no ecossistema:
- Fauna: Espécies nativas como perdizes, jaós e anus tornaram-se raras. Em contrapartida, tucanos, araras, papagaios e macacos passaram a invadir os quintais das casas, provavelmente atraídos pela busca por alimento.
- Flora: Frutos tradicionais do Cerrado, como a guavira, o pequi e o marolo, tornaram-se cada vez mais difíceis de encontrar. (Os autores ressaltam que esses relatos refletem a percepção dos moradores e não estabelecem, isoladamente, uma relação científica de causa e efeito).
O Símbolo do Abandono
O marco mais doloroso dessa transição foi o fechamento das instituições locais. A escola, que historicamente funcionava como o principal ponto de encontro e integração dos moradores, viu o número de alunos despencar.
Em Garcias, a escola foi definitivamente desativada em 2018. Com o encerramento das atividades, o sentimento de comunidade se enfraqueceu ainda mais, e as crianças da região passaram a enfrentar longas e cansativas viagens diárias de ônibus para conseguir estudar no distrito vizinho.
Leia na integra a pesquisa geógrafa francesa Marine Dubos-Raoul, professora convidada da UFMS
Por Campo Grande News
Arapuá
Defesa Civil acompanha recuperação de erosão na MS-459 e reforça segurança no trecho para moradores locais
A Defesa Civil de Três Lagoas segue atuando de forma preventiva na identificação e solução de situações que possam comprometer a segurança da população. Na manhã desta segunda-feira, 20 de julho, o agente da Defesa Civil, Luiz Fabiano, acompanhado do engenheiro da AGESUL, Mário, esteve na rodovia MS-459, no trecho entre a BR-262 e o Distrito de Arapuá, para vistoriar uma erosão identificada nos últimos dias.
O local, que já havia sido devidamente sinalizado e isolado para garantir a segurança dos motoristas, começou a receber nesta segunda-feira os serviços de recuperação. A intervenção tem como objetivo restabelecer as condições adequadas de trafegabilidade da via, evitar o avanço da erosão e proporcionar mais segurança aos usuários da rodovia.
| Texto por: | Raquel Tozi | Foto por: | Defesa Civil |
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
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